Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

This is Industrial, festa de lançamento


Sábado, 28 de Fevereiro no CACE Cultural do Porto (espaço Panmixia), lançamento do CD This is Industrial.


"A música Portuguesa de raíz Industrial está de parabéns. Existem hoje
inúmeros projectos em franco desenvolvimento, provando a vitalidade de
uma das mais diversificadas correntes de expressão urbana, e abrindo
um potencial de crescimento sem precedentes. São muitas e boas, as
propostas nacionais que justificam o registo desta e de futuras
compilações.

This Is Industrial [pt] é o primeiro avanço neste formato de reunião.
O tema é explícito e a alienação (à música comercial) é implícita. O
meio-ambiente que fomentou a interacção é o fórum IndustrialPT, sítio
online de participação livre e cada vez mais de informação e encontro
da "imensa minoria" que se interessa por música de origem Industrial,
seja no rock, na electrónica ou em qualquer outra forma final,
nacional ou internacional. O desafio deste disco partiu da activíssima
netlabel Enough Records - editando e lançando online em Dezembro
passado - e é materializado nesta festa com a edição digipack
(limitada) pela internacionalmente aclamada editora Thisco.


O disco reúne 15 propostas, das quais 5 actuam em palco neste evento.O concerto é único, como a interacção de um fórum real, e a ordemtradicional de cinco concertos é por uma noite desconstruída. Cadaprojecto participa várias vezes no dito concerto único, como se de umaorquestra Industrial se tratasse, sem intervalos, num total de 15actos. O concerto decorre entre as 23h00 e as 02h00. Participam osSektor 304 [industrial em estado puro], Aktivehate [electroindustrial], U.M.M. [punk EBM], Waste Disposal Machine [rockindustrial] e Sci-Fi Industries [electrónica dnb industrial].Imperdível."


Links:



Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #5

A família de Neil Young remonta a uma américa do passado, onde as memórias da Guerra Civil ainda marcavam presença nas histórias contadas oralmente. O avô materno de Neil, William N. Ragland, representa a américa perdida que tantas vezes Young retrata nas suas canções. Ragland cresceu numa plantação na Virgínia, onde a escravatura ainda era uma prática corrente. Pertencente a uma geração com vontade de mudar o rumo dos acontecimentos, William mudou-se para Novo Iorque após a morte de seu pai, com o intuito de ganhar dinheiro para a educação das suas irmãs mais novas. O trabalho acabou por o conduzir para as pradarias de Manitoba, no Canadá, onde acabou por assentar e ter três filhas. A mais nova das três, Edna, detentora de um sentido de humor afiado e senhora do seu nariz, viria a conhecer Scott Young, um aspirante a jornalista desportivo no Winnipeg Free Press. Edna Ragland encontrava-se na época, noiva prestes a casar. Os seus amigos não apreciavam a sua nova relação com Scott, vendo-o como um produto do seu meio social. Edna era uma mulher independente, que nunca precisara de trabalhar, Young, vinha de uma família separada. Scott Young passou por várias instituições sociais após o seu pai ter abandonado a família. Nesse tempo, alimentou a fantasia de se tornar escritor, muito por culpa do seu tio Jack Peterson, veterano de guerra, com uma imaginação fértil que alimentava a imaginação de Scott. Aos 16 anos vendeu a sua primeira história ao jornal Winnipeg Free Press tendo-lhe oferecido o trabalho de copista e mais tarde como repórter desportivo. Em 1940 celebraram o casamento, já com a guerra a decorrer na Europa. Edna encontrava-se grávida, a incerteza da guerra e as dificuldades económicas perturbavam o seu espírito livre. Ambos tinham 23 anos. A perspectiva de criar um filho nessas condições era um fardo para o qual Edna não estava preparada. Edna optou por abortar deixando como legado a sensação de culpa, sobretudo por afinal terem podido criar a criança. Passado um ano, o casal teve o primeiro filho, Robert Young. Scott tabalhava na agencia de noticias Canadian Press quando foi enviado para a Inglaterra para cobri a guerra. Regressou um ano depois para se alistar na Royal Canadian Navy. Com o fim da guerra, regressou ao Canadian Press mas logo se mudou para a revista Maclean’s. A 12 de Novembro, nasceu o segundo filho do casal, de seu nome, Neil Percival Young.

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Sábado, Fevereiro 21, 2009

Fade In com The Space Agency e You Should Go Ahead

Dia 7 de Março no Beat Club em Leiria.

The Space Agency: "Os britânicos THE SPACE AGENCY formaram-se em 2002. O seu fundador, o guitarrista Simon Jones, é um ex-membro da banda psicadélica Vibrasonic. Com ele estão o também britânico Andrew Bowler na bateria, e a japonesa Hiromi Fukuzawa, na guitarra baixo. Os THE SPACE AGENCY fazem uma mistura única de música instrumental altamente influenciada pelo psicadelismo dos anos 60, pelo surf rock e pelo Eleki japonês. Eleki é o termo japonês para “eléctrico”, associado à “guitarra eléctrica”, e define um movimento estético de música instrumental, que proliferou, com muito sucesso, na década de 60 em todo o território japonês. Os adolescentes nipónicos, contornaram as barreiras linguísticas do inglês, dedicando-se à música de palavras ausentes, sobretudo devido ao impacto e ao êxito que algumas bandas estrangeiras instrumentais tinham no território do sol nascente, naturalmente, com os norte-americanos The Ventures à cabeça… Os THE SPACE AGENCY recuperam essa mística e mostram como se faz ao vivo. Em Leiria, a banda interpretará temas dos seus três discos “The Space Agency 1st Album”, “Galactic Vibrations” e ”Kaleidoscopic Sounds”, todos com selo da Tremolo Records (curiosamente, também nome de um dos efeitos de guitarra que se usa neste género de música!)."

You Should Go Ahead: "Já tocaram nos Estados Unidos, naquele que é considerado um dos maiores festivais do mundo, o South By Southwest. Em Portugal, já marcaram presença no Festival Sudoeste, no Lisboa Soundz ou no Creamfields. Já partilharam palco com bandas como The Strokes, The Infadels ou She Wants Revenge. Já privaram com outras tantas, como Bloc Party, Lilly Allen ou Stooges. Já dividiram cartaz com Placebo e Prodigy. Têm dois álbuns, um videoclip premiado, e um single masterizado por Howie Weinberg, um engenheiro de som de renome, habituado a meter o dedo nos trabalhos de bandas como Smashing Pumpkins, Franz Ferdinand, The Clash, Metallica, Nirvana ou Sonic Youth. Fazem uma música fresca reciclada de velhas influências dos The Chameleons, The Cure, Duran Duran, Sonic Youth, Bad Religion e Talking Heads. No mundo têm pares com nomes como Franz Ferdinand, Late Of Pier, The Faint, Interpol, Kaiser Chiefs ou Máximo Park. Chamam-se YOU SHOULD GO AHEAD, são da capital de Portugal, e a sua qualidade dita que já está na hora de assinarem o livro de honra do Festival Fade In."
Textos da organização do festival Fade In.

God is an Astronaut para Maio...

Os God is an Astronaut apresentam-se mais uma vez em Portugal para um concerto no Cinema Passos Manuel, no Porto, no próximo dia 23 de Maio. A banda que já contam com 5 discos editados, o trio de rock instrumental circula na orbita dos escoceses Mogwai, na dos jos japoneses Mono e na dos americanos Explosions in the Sky.

Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009

Quem quer ficar surdo?...


Quem não quiser ficar surdo num concerto levante o braço… ou neste caso, assine a petição. Neste momento decorre na Inglaterra uma petição para diminuir o volume sonoro dos concertos para proteger os tímpanos de quem assiste a concertos. Depois de a generalidade das editoras andarem a controlar os decibéis nos discos, tornando o som algo baço (um dos casos mais conhecidos é o último disco dos Metallica), o governo de Sua Majestade prepara-se para baixar o som nas salas de concerto. Os Mogwai, que recentemente deixaram umas quantas pessoas em Portugal meio surdas durante umas horas estão contra esta medida e promovem uma petição contra esta medida. Por mim falo, por vezes gosto de ouvir música em alto berreiro, mas também gosto dos meus tímpanos, e desejaria ouvir o som dos instrumentos na máxima plenitude até ao meu último suspiro… Por isso…

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #4


A história começou assim...


Neil Young nasceu em Toronto, no Canadá, filho de um jornalista desportivo e escritor, Scott Young, e de Edna Ragland. Young passou os primeiros anos de vida na pequena cidade de província Omemee, situada a 130 quilómetros de Toronto.

Em criança foi-lhe diagnosticada diabetes e aos 6 anos teve poliomielite que deixou de “herança” um ligeiro coxear.

Os seus pais divorciaram-se quando Young tinha doze anos de idade, e passou a viver com a sua mãe em Winnipeg no Manitoba, onde teve a primeira formação musical. Neil e a sua mãe, fixaram-se nos subúrbios de Fort Rouge, tendo estudado no liceu Earl Grey High School. Aí formou a sua primeira banda, os The Jades. Nessa época, conheceu Ken Koblum com quem mais tarde se juntou aos The Squires.

Enquanto estudava na Kelvin High School em Winnipeg, fez parte de diversas bandas rock. Os The Squires foi a primeira banda com alguma estabilidade de que fez parte, tendo tido aí um pequeno sucesso com a canção The Sultan. Young abandonou o liceu e tocou no Fort William, onde gravaram uma série de demos produzidos por Ray Dee, um produtor local. Em Thunder Bay, Young conheceu Stephen Stills. No filme Heart of Gold, Young relatou como passava o tempo na sua adolescência em Falcon Lake, onde gastava o dinheiro na jukbox a ouvir Four Strong Winds de Ian Tyson. Nessa época conheceu Randy Bachman.

Após ter deixado os The Squires, Young trabalhou em clubes folk em Winnipeg, onde conheceu Joni Mitchell. As primeiras canções folk como Sugar Moutain, foram escritas nessa época, sobre a sua perda da juventude. Em resposta, Joni Mitchell escreveu The Circle Game.

Em 1965, Young efectuou uma digressão a solo. No ano seguinte, juntou-se a Rick James dos Mynah Birds. A banda conseguiu um contrato com a editora Motown, mas quando gravavam o primeiro disco, James foi preso por deserção do exército. Viviam-se os tempos da guerra do Vietname. Com a dissolução dos Mynah Birds, Young e o baixista Bruce Palmer mudaram-se para Los Angels. Young viveu ilegalmente nos EUA até ter recebido o “green card” em 1970.

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009

Mono - Hymn to the Immortal Wind


Passados quase três anos sobre You Are There, o ultimo trabalho dos japoneses Mono, eis que surge o tão aguardado novo disco, intitulado Hymn To The Immortal Wind. Este disco era tão aguardado devido ao facto de You Are There ter sido uma relativa desilusão. Não que tenha sido um mau trabalho, antes pelo contrário, apenas seguiram um caminho diferente e não muito conseguido. Apesar disso, esse disco contem uma pérola, Yarning, que é uma das grandes músicas da galeria musical dos Mono. Gravado e misturado entre Junho e Novembro de 2008 nos estúdios Electrical Audio Recordings Studios, em Chicago, pelo mestre Steve Albini, onde se juntaram a uma orquestra de cordas de 26 elementos. Confesso que temia o pior quando soube que os Mono iriam gravar com uma orquestra, normalmente estas experiencias não dão grande resultado, mas a verdade é que qualidade intrínseca da música dos Mono se poderia ajustar na perfeição com uma orquestra. E foi o que aconteceu. O resultado é simplesmente fantástico, tendo os japoneses conseguido produzir o que é provavelmente o seu melhor disco. É seguramente um dos melhores discos do género pos-rock que tenho ouvido nos últimos tempos. Os Mono conseguem mais uma vez inovar, prosseguindo um caminho próprio no marasmo do pos-rock, onde a generalidade das bandas soam ao mesmo, um sobe e desce tipo carrossel, com guitarras emaranhadas e som desconexo, numa tentativa vã de reproduzir a intensidade sonora de uns GY!BE e de uns Mogwai, e por que não, de uns Mono. Nos últimos anos tenho me vindo a afastar deste género musical devido à proliferação de bandas com este tipo de som. No entanto, aguardava com muita expectativa o novo disco da formação japonesa, sobretudo para verificar se a banda ainda conseguiria ir mais além ou se encontrariam estagnados no marasmo criativo que se encontra actualmente o pos-rock. A muralha de guitarras contínua lá, eficaz e aguçada como uma faca cortante, que penetra na beleza inconfundível do som singelo da orquestra. Esta dualidade enriquece de sobremaneira o resultado final, transmitido um espectro sonoro que só está ao alcance dos melhores.

Ashes in the Snow, o primeiro tema do disco, abre o mote do que será o resto do disco. Os 26 elementos da orquestra de câmara tocam lado a lado com a banda. Ashes… contêm todos os elementos clássicos do pos-rock, com os crescendos a fundirem-se de forma simplesmente genial com a singela melodia inicial. São 12 minutos de puro deleite sonoro.

Burial at Sea, é uma música negra, um grito de guerra, onde os primeiros seis minutos justapõem uma melodia delicada com uma precursão de guerra. A trancição final assemelha-se estranhamente ao som dos Explosions In The Sky. É provavelmente o momento menos feliz do disco e no entanto, não deixa de ser maravilhosa. Silent Fligh, Sleeping Dawn, prosegue o caminho da música anterior, sendo o segundo tema mais curto dos disco.

Depois do feedback final de Pure As Snow (Trails of the Winter Storm), surge o tema mais curto do disco, Follow the Map, oferece um momento de refleção e de quietude sonora, para o ouvinte recuperar os ouvidos para mais dois temas finais, bem acima dos 10 minutos cada uma. The Battle to Heaven e Everlasting Light, que perseguem o tema inicial na sua construção em crescendos, interligando a orquestra, sem nunca se sobreporem nem se atropelarem, criando uma dimensão única.


Com Hymn to the Immortal Wind, a banda japonesa mantêm os predicados de serem uma das bandas mais inovadoras e criativas da ultima década, conseguindo mais uma vez elevar um disco à categoria de imprescendivel para qualquer melómano que se preze.


Follow the Map






Ponto de escuta:
Ashes in the Snow
The Battle to Heaven

Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009

Psychic Ills em Coimbra

Segundo o companheiro de andanças destas lides Brain Dance, os Psychic Ills vão actuar em Coimbra, no Salão Brasil no próximo dia 29 de Abril. Mirror Eye é o terceiro disco da formação, e um dos melhores que já tive o previlégio ouvir este ano. Para os interessados podem ler a minha modesta opinião sobre esse disco aqui.

Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #3

Neil Young é possuidor de uma vastíssima discografia, a solo, com os Buffalo Springfield, ou com Crosby, Stills e Nash. No entanto poucos sabem que Young é igualmente realizador de cinema. Neil Young realizou e co-realizou vários filmes e documentários sob o pseudónimo Bernard Shakey. Da lista constam filmes como Journey Through the Past, de 1973, Rust Never Sleeps,de 1979, Human Highway, de 1982, Greendale, de 2003, e CSNY Déja Vu, um documentário de 2008 sobre a controversa digressão de 2006 Freedom of Speech. Actualmente, Young, encontra-se a trabalhar num novo documentário sobre novas tecnologias para automóveis, com o nome provisório Linc/Volt.
Mas, não só de música e de filmes vive e se interessa Neil Young. Desde muito cedo ligado à terra, Young é um ambientalista activo, tendo em 1985 criado o Farm Aid, um concerto de beneficência para pequenos agricultores. No ano seguinte ajudou a fundar a The Bridge School e os concertos anuais de apoio a esta escola. Os dois filhos de Young e Pegi, sofrem de paralisia cerebral e a filha, tal como Young padecem de epilepsia.

Fotografia do filme Greendale de 2003

Terça-feira, Fevereiro 10, 2009

Mosaico de Syd Barrett à venda no eBay


Um mosaico com o título “Two Warriors” feito nos anos 60 por Syd Barrett foi posto à venda no site eBay. Julga-se ser o único mosaico que Barrett consigiu completar. O valor de venda encontra-se actualmente na ordem de 1000 Libras, mas é provável que atinja as seis ou sete mil. O leilão termina no próximo dia 17 de Fevereiro. O mosaico esteve sempre na posse da família de Barrett e foi posto agora à venda para angariar fundos para a criação de fundação Syd Barrett Centre for Arts in Mental Health em Cambridge, terra natal de Syd.



Segunda-feira, Fevereiro 09, 2009

KTU, Quiver


Quando comecei a ouvir o novo disco dos KTU, Quiver, de seu nome, o tão aguardado novo trabalho de Pohjonnen e companhia, estava com uma daquelas dores de cabeça por falta de cafeína, um gato a miar apos ter sido capado e sono, muito sono, depois de uma semana praticamente sem dormir… Confesso que há primeira audição o disco não soou nada bem. É verdade que as condições físicas e psicológicas da altura não terão contribuído para uma boa audição. A meio do disco dei por mim a perguntar-me onde estava o acórdão vindo directamente do inferno com que Pohjonnen tem por habito brindar as suas composições. Onde estavam as explosões de insanidade sonora características do primeiro álbum, 8 Armed Monkeys? Bem, na verdade, e após mais algumas audições, verifiquei que o acordeão está lá. Escondido, é certo, mas está lá. Demasiado entrelaçado entre os outros instrumentos, perdendo o protagonismo habitual. Os Ktu em Quiver exploram mais a sonoridade dos instrumentos, deixam de lado a artimanha fácil de fazer explodir os decibéis, privilegiando a melodia, fazendo fluir de uma forma progressiva. Tal facto não é estranho tendo em conta as origens musicais de Trey Gunn e de Pat Mastelotto. Todo o seu percurso musical foi feito no seio da música dita progressiva, tendo ambos tocado em bandas como os King Crimson e os TU, que alias já visitaram Portugal. Alias, o som característico de Trey Gunn é mais evidente neste trabalho do que no anterior. Melodicamente os KTU sem Samuli Kosminen estão mais elaborados, diria mesmo, mais ricos, com uma linha instrumental muito próxima do rock progressivo. Isso é bem evidente nas faixas Kataklasm, Quiver e Purga. No entanto, o grande problema do disco (na minha modesta opinião) é a falta de amadurecimento das músicas pois elas parecem-me muito contidas e curtas. Ou seja, as canções necessitam de ter mais tempo para puderem evoluir de forma natural para os músicos explorarem os seus instrumentos. Talvez isso venha a acontecer ao vivo onde normalmente os músicos extrapolam a sua criatividade de uma forma mais impulsiva e sobretudo com uma mistura de sons diferente da que encontramos no disco. Uma montagem diferente teria feito milagres neste álbum, onde alguns instrumentos parecem andar meio perdidos e com um som geral algo “baço”. Para quem gostou muito de 8 Armed Monkeys vai ser seguramente difícil gostar em iguais proporções deste Quiver, sendo necessários mais audições para entrar no espírito do disco. Mas apesar de tudo é um álbum que merece ser ouvido com muita atenção, e diversas vezes. Com o acumular das audições tenho vindo a gostar mais deste Quiver, agora espero ver é como o trio transforma isto ao vivo…


Ponto de Escuta:

Black Dice em Portugal

No proximo dia 3 de Maio no Museu do Chiado, a banda norte-americana estrei o tão aguradado novo disco, Repo.

Domingo, Fevereiro 08, 2009

Sensational Fix dos Sonic Youth


"Sensational Fix" é o nome de exposição que os Sonic Youth tem patente em vários locais da cidade de Nova Iorque, mas é também uma edição em livro, com data de lançamento prevista para o início de Março onde relatam as colaborações que mantiveram ao longo dos últimos 27 da banda com fotógrafos, realizadores, designers, artistas plásticos e outros músicos. O livro inclui capas de discos, retratos da banda e fotos documentais, alguns nunca antes publicados. Colaborações com outros músicos são igualmente retratadas no livro e na exposição, como por exemplo: James Welling, Spike Jonze, Sofia Coppola, Richard Kern, Richard Hell, Mike Kelley, Jutta Koether, Alan Licht, Lydia Lunch ou John Miller.


Da edição do livro fazem parte 2 discos de 7 polegadas em Vinyl com 4 temas inéditos dos 4 membros da banda.

Sábado, Fevereiro 07, 2009

Mogwai na Aula Magna


Os Mogwai são definitivamente uma daquelas bandas que são melhores em palco do que em disco. O recente concerto na Aula Magna prova isso mesmo. A cascata sonora das guitarras, marca de imagem dos escoceses, que criaram um legado muito (diria demasiado) imitado por esse mundo fora, com descargas e eléctricas quase ensurdecedoras, mas melódicas, onde se consegue realmente ouvir o que os três guitarristas estão a tocar em vez de uma cacofonia sem sentido nem direcção. Aqui, devo fazer um elogio ao técnico de som, o tipo que normalmente mais assobios recebe, pela capacidade de transformar a sempre difícil Aula Magna num “anfiteatro”, mesmo nos momentos em que os decibéis disparavam. Para além desses momentos sempre apreciados pelo público, os Mogwai, conseguem habilmente embalar o espectador em melodias tranquilas e absorventes, revelando aí a capacidade instrumentista do colectivo, para explodir quando menos se espera, provocando algumas sincopes cardíacas ao ouvinte mais incauto. A sequência final Herod e Batcat deixou a audiência em êxtase, aplaudindo de pé minutos a fio em sinal de admiração pela hora e meia de boas experiencias sensoriais. Mesmo após a relativa desilusão que tem sido os últimos registos em disco, continuo com a ideia que a música destes escoceses foi feita para ser ouvida a o vivo e não no conforto das quatro paredes da habitação. Dizem os críticos que a música dos Mogwai é somente um constante “vai a cima e vai abaixo”, mas a verdade é que é bem mais do que isso, até porque eles são os originais e têm vindo a explorar outras abordagens, e acima de tudo, porque são possuidores de uma técnica bastante apurada, sendo instrumentistas de primeira água. E com técnico de som como aquele, tudo fica mais fácil…

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

Glazin, a primeira amostra do novo disco dos Black Dice

Os Black Dice são uma das mais experimentalista e inovadoras bandas do panorama musical actual. Oriundos de Nova Iorke são normalmente associados e comparados aos Animal Collective. No entanto, os Black Dice foram sempre mais longe na experiencias sonoras, e diga-se em abona da verdade nem sempre correram bem. Um novo disco verá a luz do dia em breve, e este Glazin é a primeira amostra desse novo trabalho. Como já alguém disse, este novo tem soa a bonecos de carrossel a serem afogados…

Ponto de escuta:

Mogwai amanhã na Aula Magna

Amanhã pelas 21 horas, a não perder um dos concertos mais aguardados...

Friend Of The Night

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Dakota Suite - The End of Trying

The end of Trying é o mais recente disco dos Dakota Suite, uma banda que invoca sentimentos que são inexplicáveis em palavras. Em todo o álbum não existe uma única voz ou palavra, no entanto, uma simples nota de piano ou de violino evoca o exacto sentimento que a música pretende transmitir. Chris Hooson, não é grande apreciador de digressões, detesta a ideia de tocar as mesmas canções repetidamente, noite após noite e não vê os Dakota Suite como uma prioridade na sua vida. Na verdade, Hooson têm coisas mais importantes para fazer na vida do que alimentar o seu ego com as vicissitudes do meio musical. Segundo consta, Hosson que trabalha com toxicodependentes e jovens delinquentes, foge da luz da ribalta como o diabo da cruz. A música é um passatempo, algo para descontrair do seu trabalho diário, e isso ajuda a explicar a música que constrói. Nas suas construções sonoras, transmite mensagens e ideias embrulhadas em instrumentos de corda e em pianos silenciosos. O silêncio é uma das características mais importante nas composições dos Dakota Suite.

The End of Trying é construindo com uma leveza e simplicidade (aparente), repleto de melancolia, e contem uma beleza que me é difícil de descrever. São 16 canções, para ouvir de principio ao fim, senti-lo ou chora-lo, dependendo do estado de espírito, mas ouvi-lo com atenção e deixar sentir na pele cada nota, cada som deste disco…

Domingo, Fevereiro 01, 2009

Videos 053 - Alela Diane White As Diamonds


Bozulich...

Uma intensidade impressionante. Mais do que um concerto, assistir a uma performance de Carla Bozulich é um experiência catártica. Acompanhada de uma excelente banda, Bozulich nunca pára de surpreender. Distorção, improviso, tensão e intensidade continua ao longo de todo o espectaculo. Sem duvida , um dos melhores concertos que vi nos últimos tempos, curto mas bom.