Terça-feira, Setembro 29, 2009

OM - God is Good

O colectivo OM regressa aos trabalhos originais com God is Good, após o aclamado Pilgrimage, de 2007. Os três registos anteriores evidenciavam um ambiente pesado, com sonoridades espirituais e ligações ao misticismo oriental. Após três discos brilhantes ficou a questão de até onde conseguiriam os OM levar a sua sonoridade assente nos fundamentos do budismo, percussões e baixo em busca do nirvana. Pois, desta vez, os OM seguiram um caminho aparentemente diferente. Digo aparentemente, porque o primeiro tema do novo álbum, que é alias brilhante a todos os níveis, remete-nos para as longas peças com cânticos de inspiração oriental dos discos anteriores.

A formação sofreu alterações na sua constituição, o baterista Chris Hakius saiu dando lugar a Emil Amos dos Grail, uma banda que também tem uma forte vocação espiritual que combina uma música sombria com influências místicas. Outra alteração visível (esta mais profunda), é a introdução de novos instrumentos, flautas e diversos instrumentos de cordas, sem prejuízo da sonoridade característica dos OM, baseada no baixo e na bateria. Exemplo disso é o tema final, Cremation Ghat II, que se encontra a meio caminho dos dois álbuns de 2008 dos Grail e do Pilgrimage dos OM de 2007.

Não renunciando às suas influências, os OM souberam dar um passo em frente na sua evolução sonora e criativa, não caindo na tentação de bater na mesma tecla e de obter o sucesso fácil.


Ponto de escuta: Cremation Ghat II

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

Earth Machine Music de Kimmo Pohjonen em DVD


Kimmo Pohjonen, o acordeonista finlandês, mentor de múltiplos projectos, têm vindo a desenvolver o Earth Machine Music desde 2006. Esse projecto teve início num concerto numa quinta finlandesa, tendo Pohjonen actuado com uma série de tractores e de outros instrumentos agrícolas. O conceito é aparentemente simples, Kimmo capta antecipadamente diversos sons de diferentes instrumentos agrícolas, que os usa durante as actuações, nas próprias quintas, conjuntamente com outra maquinaria em som directo. Estas actuações estenderam-se ao Reino Unido, onde em 2008 efectuou diversos espectáculos. Em Agosto de 2009, Kimmo actuou no festival australiano Queensland Music Festival. O canal australiano ABC efectuou uma reportagem sobre este evento e pode ser visto aqui.

Como se pode imaginar, cada actuação é única, mas felizmente, têm sido registadas em vídeo. Os eventos efectuados nas ilhas britânicas vão ser em breve (ainda não se conhece data para o lançamento) editados em DVD, num documentário com cerca de 52 minutos, a ser editado pela Koskela Art & Media House.


video

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Imagens #06


Alfreda Beng, pintora e poeta (não nos podemos esquecer que é autora de muitos dos temas de Robert Waytt), é também fotografa. Casada desde 1974 com Wyatt, têm efectuado as capas dos dos discos do seu marido desde do álbum Dondestan. Esta imagem em particular, faz parte desse disco. Beng consegue captar a personalidade de Wyatt como mais ninguém o faz. Nas suas imagens transparence a melancolia (diria tipicamente britânica) e a tristeza que notamos na sua voz.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Blues Control em Lisboa e no Porto

Sexta feira, dia 25, no Museu do Chiado, em Lisboa, e, dia 27, domingo, no Paços Manuel, no Porto. Os Blues Control é uma das bandas mais interessantes da actualidade e não devem perder o seu último trabalho, Local Flavores.

Ponto de escuta:
On Through The Night

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

Peter Hammill - Thin Air

Thin Air é o 30º disco a solo de Peter Hammill. Membro dos Van Der Graaf Generator, Hammill, afirma que este seu novo trabalho a solo diverge dos realizados com a banda britânica. Mais uma vez, o tema central de Thin Air é a transcendência da vida, tema caro a Hammill. O resultado revela-se coerente, mas não atingindo no entanto os níveis de genialidade de outros discos.

O disco inicia com uma peça instrumental, Wrong Way Round, que conduz para a sinistra Ghost of Planes, uma peça “irmã” do tema final, The Top of The World Club. Segundo declarações de Hammill, os temas tiveram como fonte de inspiração uma visita ao topo do World Trade Center, com o baterista dos VdGG Guy Evans em 1976, e o que aconteceu em 2001, não mencionando no entanto o assunto de forma directa. Como sempre, Hammill explora os pormenores dos temas abordados, deixando de lado as ideias gerais (e banais). É essa abordagem, tão característica, que torna as músicas tão profundas, angustiantes por vezes, mas de uma maturidade e elegância estética única no panorama musical. Estes dois temas, porventura os melhores do álbum, servem para trazerem ao disco o sentimento de perda, tão caro a Hammill noutros trabalhos.

A ideia que ficou na mente a´pós primeira audição deste Thin Air, foi a de estar a ouvir um homem que se encontra numa tentativa de sentir bem com o mundo em que se encontra, mas que é assolado frequentemente por sentimentos de dúvida e de paranóia. Em termos musicais, este não é dos trabalhos a solo de Hammill mais bem conseguidos, não podendo contudo apontar pontos negativos em concreto. A voz, característica, sobressai, como sempre, em todos os temas, pautado por bons momentos musicais. Dificilmente será este o álbum que irá atrair novos ouvintes ao universo de Peter Hammill e dos VdGG, mas os melómanos conhecedores não irão ficar desiludidos.


Ponto de escuta:
The Top of the World Club

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Quem quer ouvir o novo disco de Natal de Bob Dylan?

Já é possivel ouvir alguns samples do próximo disco de Bob Dylan, com temas de Natal. Não deixa de ter alguma piada ouvir algumas destas músicas tão conhecidas na voz (ou na falta dela!) de Bob Dylan. Pelo menos, os arranjos parecem ser interessantes...


Novos temas de Thom Yorke

Dois novos temas do vocalista dos Radiohead, foram editados em formato fisico, ou que já vem sendo raro. Feeling Pulled Apart By Horses, é, nas palavras de Yorke, uma nova versão de uma música composta em 2001 mas que não chegou a ver a luz do dia. Reckoner,com a duração de seis minutos e meio, apresenta uma linha de baixo repetitiva e com um forte eco e uma letra bastante negra... No lado B, The Hollow Earth, para não fugir à tradição, é completamente paranoica, fazendo lembrar alguns dos sons de The Eraser.

Video: The Hollow Earth

Bohren & Der Club of Gore em Portugal


Irá acontecer em Braga, no âmbito do Festival da Juventude 2009, no dia 14 de Novembro, e, ..., é de borla...

Domingo, Setembro 20, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #17

Rick Cameron introduziu Young no mundo das anfetaminas, e isso viria a mudar-lhe a vida, como proferiu mais tarde. Young tinha um comportamento “selvagem”, segundo alguns amigos, quando ingeria os comprimidos. Para além disso, viria a descobrir que os valium ajudavam na sua epilepsia. No entanto, a combinação dos vários tipos de medicamentos poderia ser fatal. Nessa altura, Neil começou uma “relação” de longa duração com a marijuana, tendo contudo, resistido à tentação do LSD, que circulava em abundância pela banda.

Paralelamente aos Mynah Birds, Palmer e Young, ocasionalmente tocavam como duo em diversos bares. O Cellar Club, foi dos locais que Young mais vezes actuou, sendo um dos lugares mais importantes na sua vida musical e sentimental. O clube estava entregue a três empregadas, Bev Davis, Tannis Neiman e Jeanine Hollingshead, depois de o dono ter decidido efectuar umas férias.

Bev Davis, chegou a Yorkeville em 65, depois de ter sido estudante de arte em Bellevue, Ontário, em busca do sonho “beatnik”. Bev já tinha viajado por duas vezes a Inglaterra, tendo conhecido diversos artistas e músicos britânicos. Já em Yorkeville, ganhou fama por ter enviado um telegrama a John Lennon a convida-lo para fumar uns charros. Nunca se chegaram a conhecer…

Tannis Neiman era uma aspirante a cantora folk. Há época, conseguiu ser relativamente conhecida em Yorkeville, figurando ao lado de Joan Anderson e Vicky Taylor e Elyse Weinberg. Senhora de seu nariz, com fortes convicções e com opinião sobre tudo, dava no entanto menos nas vistas do que Bev Davis. De acordo com os seus amigos, Tannis tinha um grande sentido de humor e arranjava problemas com facilidade.


Jeanine Hollingshead, de 17 anos, um ano mais nova do que Davis e Tannis, era a mais “sensível” das três. Jeanine era estudante de cabeleireira, tendo nesses tempos conhecido Bruce Palmer.

As três viviam juntas no mesmo apartamento e nem sempre a coabitação era fácil. Fascinadas pelo ambiente artístico de Yorkeville, as três formaram uma banda, de seu nome Tannis & Two. Da formação fazia parte ainda o baixista Jim Jones dos Luke & The Apostles. O ponto mais alto do trio foi a gravação de uma “demo” com dois temas, de graça, graças aos conhecimentos que tinham com os donos de uma rádio local, com vista a obterem um contrato com Duff Roman, proprietário de editora Local. Esse objectivo não foi concretizado, mas Roman convidou Tannis a gravar alguns temas com alguns membros dos Paupers.

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

Imagens #05


Ami Barwell é uma fotografia londrina que tem ganho fama (e proveito) nos últimos dez anos a fotografar tudo o mundo musical. Do seu trabalho, muito boa gente diz que captura a alma do "objecto" fotografado, mostrando a essência do rock. O seu estilo é simples, mas de uma maturidade impressionante. Na sua maioria, as fotografias são num preto e branco cru, com muito grão à mistura, e na generalidade, Ami capta pormenores dos intervenientes. Como neste caso, em que o fotografado é um dos membros dos Black Rebel Motorcycle Club, que Ami seguiu numa digressão mundial.

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

Aleph at Hallucinatory Mountain, Current 93

A mitologia de David Tibet cresce no sentido esotérico a cada novo álbum, uma mistura da sua interna imaginação do terror bíblico. A sua música reflecte isso mesmo, do noise ao industrial, passando psicadélico e mesmo pelo post-rock, nunca se fixando num estilo, antes, moldando os diferentes estilos em peças com características únicas. Alepth At Hallucinatory Moutain, é, mais uma vez, o espelho da personalidade de Tibet, uma amálgama de sonoridades compostas em camadas, caminhando novamente no sentido da complexidade extrema, provocando tensão e atenção através da manipulação dos sons sobrepostos. É impossível o ouvinte permanecer indiferente à dimensão sonora deste disco, mesmo e quando não consegue abarcar toda a complexidade da estrutura da composição. O disco no seu todo funciona, na realidade, como uma peça única, não existindo verdadeiramente quebras na linearidade do conceito. E, mesmo, se em algumas ocasiões parece existir uma pausa na intensidade dramática da música, ela na verdade encontra-se deslocada propositadamente para apanhar o ouvinte desprevenido e assim o puder manipular.

Mas mais importante do que a música, que é sem duvida brilhante a todos os níveis, o verdadeiro génio de Tibet, reside na mensagem escrita. A esse nível, este álbum é, sem duvida um dos mais intensos que ouvi este ano. Definitivamente, este não é um disco para ser ouvido no verão, com tempo quente e praia. A escuridão fica-lhe bem, pensava eu, como em quase todos os seus trabalhos. “Almost in the begininning was the murderer”, as palavras iniciais do tema de abertura, são ditas no sentido de abrir as portas do mundo profundo e negro de Tibet, onde habitam as duvidas e desejos, o sublime e o medo, o racional e o terror da própria existência.

A paisagem lírica de Tibet, mítica, bíblica e onírica, proporciona por si só, diversas interpretações e, seguramente, permite ao ouvinte vogar em pensamentos, por vezes dispares dos intencionados pelo autor. O real objecto encontra-se por de trás das palavras não pronunciadas, escondidas na aridez da paisagem sonora. A cada nova porta aberta, outras se fecham em par, e paredes de refúgio são erguidas em altura.

Num álbum épico como este, é virtualmente impossível de sintetizar todas as ideias e conceitos, e sobretudo, todos pormenores que se encontram na música e nas letras de Tibet. É um trabalho impressionante desde os primeiros momentos até aos sons finais. Em todas as audições que efectuei deste disco, retive a sensação de exaustão mental, tal a intensidade do registo. Tibet é um ente criativo com a habilidade de manipular as emoções do ouvinte, e sentimo-nos bem por isso…

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

Discografia Imprescendível 019 - Valley of the Giants (2004)

Os Valley of the Giants editaram apenas um disco (pelo menos até ao momento). A formação canadiana é na realidade uma super banda, pelo menos é o que usualmente se designam os grupos formados por elementos de outras bandas. Dela fazem parte elementos dos GY!BE, Do Make Say Think, Fly Pan Am, Shalabi Effect e Broken Social Scene entre outros. O disco homónimo de estreia apresenta uma paisagem sonora cinemática, com oito temas, todos eles instrumentais, num registo a que habitualmente apelidamos de post-rock. No entanto, a preocupação com a produção, supera de longe os demais registos que encontramos dentro deste estilo musical. Mas mais importante do que os cuidados colocados na produção musical, é a exploração de emoções e de sentimentos que este disco permite ao ouvinte. Nele podemos percorrer o mundo em diversas sonoridades, desde as “óbvias” norte-americanas, até aos sons do médio - oriente. Cada um dos temas possibilita aos ouvintes efectuar uma viagem diferente, apresentando no entanto, uma coerência ao longo de todo o registo.

Ponto de escuta: Beyond the Valley


Segunda-feira, Setembro 14, 2009

2032, O regresso dos Gong em 2009


Os Gong estão de regresso aos trabalhos originais, com o disco 2032. Originalmente formados em Paris durante o Maio de 68, os Gong misturavam as sonoridades psicadélicas com o jazz, criando um rock espacial com um sentido de humor muito peculiar. A formação original era liderada por Daevid Allen (que este ano passou pelo Gouveia Art Rock e que também pertenceu aos Soft Machine), e Gilli Smyth. Em 71, actuaram pela primeira vez na Inglaterra no festival de Glastonbury. Seguiram-se alguns dos melhores discos de "sapce rock", nomeadamente, Angel's Egg, de 73, e Flying Teapot, igualmente 1973.



Ponto de Escuta: How To Stay Alive

Domingo, Setembro 13, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #16

3º capitulo

No final do ano de 65, Young questionava-se sobre a sua continuidade como cantor folk a solo. Depois da curta estadia em Nova York, o regresso à vida boémia de Toronto, poucas foram as oportunidades de trabalho, tendo-se limitado a actuar em pequenos bares em noites de segundas-feiras. As críticas eram unânimes, a escrita era boa, mas voz era péssima.

Nas deambulações por Yorkville, Young conheceu Bruce Palmer. Palmer era natural de Toronto, filho de artistas. O seu pai cantava e tocava piano e violino. Palmer iniciou a sua actividade profissional como cabeleireiro mas os seus reais interesses residiam na música. Bruce Palmer começou a tocar guitarra aos onze anos, tendo aos catorze mudado para guitarra baixo. Mais tarde, viria a ser membro dos Jack London and the Saparrows, que mais tarde viriam a chamar-se Steppenwolf. No entanto, descontente com o rumo da formação, muda-se para os Mynah Birds. Tal como Young, Palmer também frequentava a casa de Vicky Taylor, onde por vezes, permanecia dez a improvisar na guitarra após uma dose de LSD. Segundo Vicky, Palmer tomava essa droga de forma descontolada. Até 1965, o LSD era uma droga legal, sendo prescrita para fins medicinais, como a esquizofrenia, epilepsia, alcoolismo e homossexualidade (!). A amizade entre Palmer e Young foi crescendo, apesar de este não o acompanhar nas aventuras do LSD, e quando o guitarrista dos Mynah Birds deixou a formação, Palmer convidou Neil para substituir Tom Morgan. Young não gostava de tocar “covers” mas o ordenado era suficiente para puder comer.

No inicio de 66, a banda iniciou uma digressão. Da formação, fazia parte, John Yachimac na guitarra ritmo, Matthews, voz, Rick Cameron na bateria, Bruce Palmer no baixo, e Young na guitarra. Morley Shelman era agora o novo "manager", e a inocência de Young em relação às drogas acabou ai.

The Mynah Birds

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Imagens #04


Mick Rock é um dos mais afamados fotografos ligados à industria musical desde os anos 60. Esta fotografia em particular, foi tirada em Julho de 1972, quando Iggy Pop se encontrava a ensaiar temas de um novo disco. O rolo fotográfico de Mick ficou encravado na sua máquina e no momento da sua revelação, várias fotografias ficaram sobrepostas. Esta foi uma delas...

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

The Beatles Box Set, a reedição de todos os discos

Deus sabe que não sou grande fã da banda de Liverpool, mas no entanto, não poderia deixar passar em branco a data de 09.09.09, dia em que como todos devem saber, são reeditados no mercado todos os albuns dos Beatles remasterizados. Cada CD vem em apelativas caixas de cartão que incluem um mini-livro sobre o disco com notas e fotos da banda. O aspecto do CD reproduz a label original do vinil, as clássicas pretas da Parlophone (desde 1963 a 1967) e as da Apple (1968-1970) e em cada um existe um pequeno documentário sobre a gravação de cada álbum.Estes documentários despertam alguma curiosidade sendo o único extra que estas reedições nos trazem. Os mini-documentários (em formato QuickTime) falam sobre a gravação através de entrevistas, imagens de arquivo e fotos tiradas em estúdio, muito bem animadas em 3D mas o mais importante são os trechos originais das gravações, onde se ouvem diálogos de estúdio entre os takes (material familiar a quem conhece bem bootlegs). A nova edição do chamado «Álbum Branco» (que já havia sido reeditado anteriormente por ocasião do seu 30º aniversário) traz por exemplo a reprodução do poster original que a edição vinil continha. A acompanhar os 13 álbuns originais de estúdio estão os 2ois volumes de «Past Masters» em formato único, que compila todos os lados A e B dos singles e EP’s originais. Sempre achei que «Past Masters» trazia algum do material mais interessante da banda, o que recomendo a quem não conheça bem a obra. «Magical Mystery Tour» permanece original à edição em CD que junta o homónimo EP duplo com os singles lançados em 1967. Como o lucro é base de toda esta estratégia de reedições, existe ainda a versão mono, que por sinal´, é mais cara. Por falar em preços, e como já vem sendo hábito, sai mais barato comprar via net, numa loja estrangeira, mesmo com os portes de envio. Já é tempo dos vendedores portugueses começarem a mudar de estrtégia para não se queixarem que não vendem discos...

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Novo disco de Joanna Newsom no Outono


Ainda não está confirmado, mas tudo indica que o novo disco de Joanna Newsom seja editado pela Drag City neste outono, pelo menos é o que diz o site Billions.

Sábado, Setembro 05, 2009

Novidades do Fade In para Setembro, Outubro e Novembro

Para além do concerto dos Mundo Cão que por aqui já dei noticias, que acontecerá no próximo dia 18 deste mês, no Teatro Miguel Franco em Leiria, outros espectáculos encontram-se já agendados.

Igualmente em Setembro, no dia 26, no Beat Club, em Leiria, irá realizar-se o concerto dos germânicos The Dead Horse Experience.



Em Outubro, no dia 3, no Teatro José Lucio da Silva, actuam pela segunda vez no festival, os françeses Von Magnet.



No dia 17, é a vez dos norte-americanos Agent Ribbons e o trio espanhol ZA!, actuarem no Beat Club, igualmente em Leiria.



ZA!


Em Novembro, Little Annie & Paul Wallfisch, dos Estado Unidos, actuam no dia 14 no Teatro Miguel franco.

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

Imagens #03


Storm Thorgerson é um dos mais criativos designers ligados à industria musical, criador de imagens lendárias de muitas bandas e artistas, incluindo no seu portfolio, as mais célebres capas dos Pink Floyd, Genesis, Led Zeppelin, Alan Parsons, entre muitos outros. A presente imagem é a capa do disco Come Again, dos Thornley, de 2005.

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Festival Internacional de Música Tradicional de Macedo de Cavaleiros


A Praça das Eiras, em Macedo de Cavaleiros, recebe no fim-de-semana de 04 e 05 de Setembro uma nova edição do Festival Internacional de Música Tradicional, que comemora este ano o seu décimo aniversário. Organizado pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, com o apoio do Ministério da Cultura – Delegação Regional da Cultura do Norte, da Junta de Castilla y León, dos Territórios Ibéricos e dos Galandum Galundaina, o Festival tem garantida a música, o ritmo, a cor e a alegria a que já nos habituou.

Este ano a energia das arruadas musicais estarão a cargo dos Sikuris Katari (Peru), Curinga (Portugal) e oito grupos de Macedo de Cavaleiros: Banda de Latos de Bagueixe, Caretos de Podence, Grupo de Bombos de Ala, Fanfarra de Vale da Porca, Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros, Grupo Mira Bornes, Grupo “Toca a Bombar” das Arcas e Pauliteiros de Salselas.

O Grupo de Cantares da Casa do Professor de Macedo de Cavaleiros tem honras de abertura da décima edição do Festival Internacional de Música Tradicional, no dia 04, com um repertório dedicado à música tradicional da região transmontana.

O peruano Magali Trio sobe ao palco em seguida e traz o som e o sentimento quechua, uma importante língua indígena da América do Sul falada em vários países e que é uma das línguas oficiais do Peru.

Os Dazkarieh fecham o primeiro dia de espectáculos. O grupo, que celebra também este ano o seu décimo aniversário, propõe-nos um alinhamento centrado na música europeia e na recriação original de temas tradicionais portugueses. Nomeados na Alemanha para um importante prémio de música folk como melhor banda do ano, os Dazkarieh já actuaram em festivais e salas do Canadá, México, Cabo Verde, Espanha, Polónia, Alemanha, República Checa, Áustria, Estónia, Bélgica e Suíça.

Os macedenses Cantarolar são os primeiros a subir ao palco no segundo dia do Festival, dia 05, com músicas tradicionais de todo o país, envolvidas pelos acordes da viola, do contrabaixo, do bandolim e do batuque.

Segue-se Edu Miranda Trio, do Brasil, com Edu Miranda no bandolim, Tuniko Goulart no violão e no sintetizador, e Giovani Goulart na bateria, percussão, piano e acordeão. O trio vai trazer ao palco e ao público um espectáculo onde o fado é transportado para o ambiente da música instrumental brasileira, fundindo-se com samba, chorinho, baião, forró e maracatu. O projecto Edu Miranda Trio já atingiu uma dimensão internacional e tem sido elogiado por grandes nomes da música portuguesa como Rui Veloso, Carlos do Carmo, Camané, António Chaínho e Luís Represas.

Os espanhóis Zambaruja encerram a décima edição deste Festival Internacional. Na bagagem trazem um variado repertório, desde composições originais a músicas tradicionais da província de Valladolid, de onde são originários, fazendo-se acompanhar da dulzaina castelhana, do acordeão e da gaita galega, que misturam com sonoridades mais actuais, resultando num espectáculo intenso e divertido.

O Festival Internacional de Música Tradicional é hoje uma referência do género a nível regional e um espaço de divulgação e intercâmbio de formas musicais ancestrais nacionais e internacionais, que têm ganho um interesse crescente por parte do público. Ao longo das suas edições já passaram pelo palco do Festival nomes como Aljibe, Anabel Santiago & Asturiana Mining Company, Bardos y Druidas, Duo Mayalde, Els Dimonis del Massalfassar, Feile, Gaiteiros de Travassos, La Bazanca, Paço Díez, Ruille-Buille, Tradere, Triquel e Urbalia Rurana, de Espanha, Aksak, An Triskell, DCA e Tud, da França, Maurizio Martinotti e Oltreconfine, de Itália, Klesmática Trio, composto por músicos da Europa Central, Lee Wolfe and The Blue Rangers, dos Estados Unidos, Alturas, do Peru, Al Magam, um grupo de músicos oriundos do norte de África, Chapa-Choly e Yet Band, do Senegal, Wafir Cuarteto, do Sudão, Umaya, do Médio Oriente, e os portugueses Adiafa, Cantareias, Canto D’Aqui, Carlos Medeiros, Comvinha Tradicional, Gaiteiros da Lombada, Galandum Galundaina, Ginga, Lelia Doura, Lenga-Lenga, Pauliteiros de Miranda, Roldana Folk, Ronda dos Quatro Caminhos, Realejo, Som Ibérico, Toques do Caramulo e Zeca Medeiros.

Grupos Culturais de Macedo de Cavaleiros que vão actuar no X Festival Internacional de Música Tradicional

Banda de Latos de Bagueixe

Esta banda é constituída por um grupo de homens que tinha por tradição juntar-se nas vésperas do Carnaval e tocar latos pelas ruas da aldeia. No desfile de Carnaval de 2007, organizado pelo Município de Macedo de Cavaleiros, a Banda de Latos de Bagueixe partilhou a sua sonoridade com todo o Concelho, tendo sido a grande sensação do cortejo. Dos seus instrumentos fazem parte todo o tipo de latos e ferros, incluindo utensílios agrícolas, dos quais retiram ritmos e sons harmoniosos.

Caretos de Podence

Os Caretos representam figuras diabólicas e misteriosas que saem às ruas de Podence na época do Carnaval. A sua indumentária caracteriza-se pelos fatos coloridos, as máscaras e os chocalhos, que servem para fazer todo o barulho que lhes é característico e chocalhar as raparigas solteiras.

Fanfarra de Vale da Porca

Esta Fanfarra é um grupo local constituído maioritariamente por jovens da freguesia de Vale da Porca que tocam bombos e caixas. Surgida em 2005 conta já com várias actuações por todo o concelho de Macedo de Cavaleiros.

Grupo de Bombos de Ala

Uma brincadeira de amigos que se juntaram para passar o tempo e ocupar os tempos livres das crianças da aldeia deu origem, em 2005, ao Grupo de Bombos de Ala. Dos 27 elementos que compõem a formação, com idades entre os 5 e os 50 anos, 25 tocam bombo e 2 vestem os trajes dos “Zés Pereiras”. Os Bombos de Ala são uma das presenças habituais das actividades organizadas no Município de Macedo de Cavaleiros.

Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros

Fundado em Outubro de 1977, o Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros tem procurado manter viva a identidade cultural da terra e gentes, mediante uma busca incessante das danças e cantares típicos de Macedo de Cavaleiros. O grupo é reconhecido no concelho e tem vindo a afirmar-se nos diversos locais por onde vai passando, quer em Portugal, quer além fronteiras.

Grupo Mira Bornes

Este grupo é composto por alunos da escola EB 2, 3 S/ de Macedo de Cavaleiros, sendo dirigidos por Paulo Preto, um dos Gaiteiros de Miranda. Utilizam como instrumentos musicais a gaita-de-foles, a caixa e o bombo. O seu repertório baseia-se na música tradicional e popular.

Grupo Toca a Bombar

O Grupo “Toca a Bombar” foi criado em 2008, tendo feito a sua primeira apresentação pública no “Encontro de Grupos Culturais do concelho de Macedo de Cavaleiros”, a 14 de Setembro de 2008. É composto por cerca de 25 elementos, tanto rapazes como raparigas, que tocam bombos e caixas. Nas suas actuações o Grupo tem a companhia de dois gigantones.

Pauliteiros de Salselas

A freguesia de Salselas localiza-se numa linha periférica da dança dos pauliteiros da Zona Cultural Mirandesa. De raízes ancestrais, esta dança tem-se perpetuado na aldeia pela persistência de alguns dos seus habitantes. Com um interregno que durou entre os finais do século XIX e os anos 20 do século passado, os Pauliteiros de Salselas fizeram renascer no nosso concelho esta tradição mirandesa.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Jean-Hervé Peron (dos Faust)/ Art-errorist vs Bagio

Jean-Hervé Peron/art-errorist (membro fundador dos Faust), actuou com Bagio, no fesival POINTS EPHEMERES FILM FESTIVAL, uma actuação unica, tendo sido, felizmente, filmado. Esse filme foi recentemente apressentado no festival "Filmer la musique", em França.

Infelizmente só posso colocar aqui o video de apresentação do filme, mas garanto que mesmo assim, merece ser visto.

art-errorist vs. bagio - long teaser

Moriarty regressam a Portugal para 4 novos concertos


Depois de terem actuado no Festival Med, em Loulé, os franco-americanos Moriarty regressam a Portugal em Outubro para uma mini-digressão com quatro datas.

Braga (Theatro Circo, 7 de Outubro)
Águeda (Festival “O Gesto Orelhudo”, 8 de Outubro)
Lisboa (Instituto Franco-Português, 9 de Outubro)
Torres Novas (Teatro Virgínia, 10 de Outubro)