Danny Clinch nasceu em New Jersey e começou a sua carreira de fotografo como estagiário de Annie Leibovitz, tendo então retratado músicos como Johnny Cash, Bruce Springsteen, Phish, Björk entre muitos outros. Tom Waits é um dos artistas que Clinch mais fotografou, sendo esta fotografia que escolhi, uma das mais representativas do tipo de trabalho de fotografo. Clinch trabalhou para revistas como a Vanity fair e Rolling Stone. Em 1998 publicou Discovery Inn e The Iron Bird Flies em 2000. Clinch é igualmente realizador, tendo dirigido diversos filmes e documentários, nomeadamente a digressão de 2006 que os Pearl Jam efectuaram em Itália.
Para celebrar os 30 anos de The Wall a revista Mojo, na sua edição de Novembro, traz uma entrevista exclusiva com Roger Waters onde aborda, entre outros temas, o espectáculo na Broadway. Adicionalmente, Mark Blake traça uma resenha detalhada sobre os espectáculos nos idos anos 80 acompanhada de diversas fotografias. A acompanhar o novo número surge o CD, The Wall Re-Built, Disco 1, com 13 temas recriados por diversos músicos, como por exemplo: Sweet Billy Pilgrim, Woodpigeon e The Gentle Good. O segundo volume será editado na edição de Dezembro, que voltará à carga com o tema The Wall e uma artigo sobre o filme de Alan Parker.
Young e Bruce Palmer, juntamente com Mikey Gallagher, Tannis Neiman e Jeanine Hollingshead, fizeram-se à estrada com o objectivo de chegar a San Francisco, a então terra prometida dos cantores folk. Com o dinheiro da venda de algum equipamento dos Mynha Birds, Young conseguiu comprar um carro em segunda mão, que obviamente deu problemas durante a viagem. A teimosia de Neil criou igualmente alguns problemas, nomeadamente o facto de não deixar ninguém conduzir a sua viatura. A meio da viagem, extenuado, Young teve que ser assistido num hospital, obrigando-o a descansar durante alguns dias. Dos cinco viajantes, somente Young e Palmer alcançaram a terra prometida. Tannis e Jeanine regressaram ao Canadá, uma com pedra no rins e a outra convencida de que estava grávida. Mikey ainda vagueou por uns tempos mas regressou igualmente ao Canadá. Uma vez em San Francisco, Palmer e Neil começam a perder as esperanças de encontrar Stills, o que na verdade, era como encontrar uma agulha num palheiro. O dinheiro escasseava e a polícia já andava de olho nos dois até que em plena Sunset Boulevard, Richie Furay e Stills repararam num carro com matrícula canadiana e decidiram segui-lo. A história parece saída de um filme mas os vários intervenientes contam a história da mesma forma. De imediato começaram a tratar de negócios, e as promessas de comida e de alojamento por parte de Friedman alegraram os dois viajantes.
Para completar a formação era ainda necessário contratar um baterista e, Billy Mundi parecia estar à altura do desafio, mas preferiu juntar-se ao duo folk-rock Maston & Brewer que também navegavam na orbita de Friedman. Dewey Martin que tinha um currículo impressionante na música country, tendo trabalhado com Roy Orbison, viria a preencher o lugar. Martin era o músico mais experiente da formação e chegou a afirmar que só aceitou o lugar porque também podia cantar. Young simpatizou de imediato com o novo baterista pelo facto de ser canadiano e gostar de hóquei no gelo. A secção rítmica da banda era agora constituída por três canadianos estando as vocalizações entregues aos americanos Stills e Furay. Faltava um nome para a banda. Durante os primeiros ensaios na casa de Friedman, viram um camião de uma empresa chamada Buffalo, Springfield Roller Co, Toledo, Ohio. Young e Friedman roubaram a placa publicitária do camião e decidiram que Buffalo Springfield seria o nome da banda.
O ano de 1969 foi prolífico para os Pink Floyd, tendo lançado dois álbuns; a banda sonora do filme de Barbet Schroeder e Ummagumma. Os Pink Floyd encontravam-se ainda em fase de procura de um rumo sonoro após a saída de Syd Barrett. More alcançou um relativo sucesso na Europa, mostrando uma faceta nova da banda, mais folk e acústico. Após a saída desse álbum, a banda começou a preparação do seu novo disco que se viria a chamar Ummagumma, que na gíria de Cambridge significa relação sexual. Dificilmente se poderá designar este disco com um disco normal da banda, pois ele é constituído por duas partes, uma ao vivo e a segunda de estúdio, constituído por temas compostos individualmente por cada elemento da formação. Segundo se consta a ideia partiu do teclista Richard Wright. O disco ao vivo foi gravado nos concertos em The Mother’s Club in Birmingham, no dia 27 de Abril e no Manchester College of Commerce, no dia 2 de Maio de 69. Curiosamente, nos créditos, constam que foram gravados no mês de Junho, que não corresponde à realidade. Interstellar Overdrive fazia parte dos planos de edição, mas não chegou a ser editada. Dois motivos são apontados: direitos de autor, uma vez que o tema foi composto por Syd Barrett, o que não deixa de ser estranho, uma vez que Astronomy Domine, igualmente composto por ele fez parte da edição; o outro, e mais provável, uma má qualidade de gravação tendo sido dada a alguns amigos, nomeadamente a John Peel. Careful With That Axe Eugene era um tema original, que mais tarde foi reutilizado na banda sonora de Zabriskie Point, de Antonioni, tendo surgido igualmente, numa versão de estúdio, em Relics, uma colectânea editada em 71. Os outros dois temas são A Saucerful Of Secrets e Set the Controls For The Heart of The Sun, ambas dos suegundo álbum de originais da banda. Os Pink Floyd monstravam finalmente em disco porque eram uma das melhores bandas em concerto nos anos sessenta.
O disco de estúdio foi produzido por Norman Smith, e na opinião de David Gilmour, foi mal gravado, tendo a banda inclusive pensado em refazer a gravação. A ideia consistia na realização de experiencias individuais, tendo cada membro a responsabilidade de compor um tema. Sysyphus, da autoria de Richard Wright marca o início da viagem pelo experimentalismo sonoro, onde o teclista aproveita para desenvolver uma estrutura musical complexa e orquestral em camadas sonoras. A Roger Waters coube o segundo tema, que dividiu em dois. Grantchester meadows, um tema folk pastoril, denota características de More, para depois instalar a confusão sensorial com a muito humorística (bem ao género do sentido de humor apurado de Waters), Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict. Durante muitos anos, este tema deteve o recorde de a música com o título mais longo. Waters desenvolve as suas experiencias com a manipulação sonora, conseguindo algo original para a produção musical. O tema parece um longo discurso de Hitler aos insectos, mas pelo meio encontra-se uma frase de Gilmour que diz: “This is pretty avant gard, isn’t it?” Para ouvir tal mensagem é necessário por o disco a rodar a metade da velocidade. Confesso que nunca me dei ao trabalho de realizar tal experiência. O tema de Gilmour, é por sinal o menos interessante dos quatro, o que faz jus à sua inexperiência à época de compor música. The Narrow Way tem igualmente duas partes, a primeira mais folk e a segunda mais eléctrica. Nick Mason, que por sinal também nunca foi grande compositor, apresentou em The Grand Vizier’s Garden Party, manipulações electrónicas e percussão, com algumas partes de flauta pelo meio.
O design da capa foi mais uma vez entregue à equipa de Storm Thorgerson, sendo constituída por quatro fotografias, uma dentro da outra, estando em cada uma delas, um dos músicos sentado num banco enquanto os outros elementos faziam poses diferentes ao fundo. Na versão europeia surge igualmente a capa da banda sonora do filme Gigi, de 1958, com a actriz Leslie Caron, mas que foi retirada da versão norte-americana devido a problemas de direitos de autor. A fotografia da contra capa foi tirada em Biggin Hill, em Kent, e para além do equipamento da banda e de dois roadies, Pete Watts e Alan Stiles, sim, o Alan que surge em Alan’s Psychedelic Breakfast.
Ummagumma foi acusado de ser um objecto pretensioso, demonstrando uma ambição exagerada, não mostrando uma coerência nem um caminho a seguir. Acho que nunca esteve na mente dos Floyd nesses tempos, seguir um caminho único, preferindo realizar novas experiências a cada novo trabalho. Foi assim até ao Dark Side of the Moon. Depois, é a história que já todos conhecemos…
Ponto de escuta: Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict
Karlheinz Klüter dedicou a maior parte da sua vida ao jazz e à fotografia. A combinação das duas artes resultou em mais 9000 fotografias de artistas como Stan Getz, Miles Davis, Duke Ellington, Art Blakey, Chet Baker, Dizzy Gillespie, Ella Fitzgerald, Charlie Mingus, Thelonius Monk, Archie Shepp, Dave Brubeck, Gerry Mulligan, Count Basie, Elvin Jones, Stan Kenton, Cab Calloway, Kenny Clarke, Muddy Waters, John McLaughlin, entre muitos outros. A fotografia que escolhi representa Miles Davis ao vivo em Berlim em 1971, num dos melhores momentos da sua carreira.
O disco The Wall de Roger Waters, quero dizer, dos Pink Floyd, irá fazer 30 anos no próximo dia 30 de Novembro. Nos próximos dias irei escrever alguns artigos sobre este disco. Mas não se preocupem porque não vão ser muitos. Afinal de contas, este nem é um dos trabalhos dos Floyd que mais aprecio. No entanto, este disco é um dos trabalhos mais importantes na cultura popular dos últimos anos. The Wall é um trabalho de excessos, desde a grandiosidade da produção, dos concertos que foram realizados, passando pela produção de um filme, e até pelos meios publicitários envolvidos, tornaram este álbum, um dos mais marcantes da história musical mundial. The Wall elevou o conceito de “espectáculo” a nível nunca antes visto, e sinceramente, nunca mais alcançado. Mas o ponto fulcral do álbum é sem duvida a história que ele conta. A paranóia, o medo, o isolamento, a loucura e a politica. Nunca nenhum disco até então abordara a politica de forma tão veemente como o The Wall. Curiosamente, o muro de Berlim caiu passados dez anos da edição do The Wall, no dia 9 de Novembro.
Roger Waters, comemorou a queda do muro em Berlim, num grandioso espectáculo transmitido em directo para todo o mundo. Este ano, irá realizar-se na Republica Checa, uma recriação do concerto, com a aprovação de Waters, mas sem a presença de elementos dos Floyd.
Waters ficará na história como o músico que construiu e derrubou muros, e também pelo seu activismo (discreto) político e social. Na sua primeira viagem a Israel não perdeu a oportunidade de graffitar o muro que divide Israel e a Cisjordânia, tendo sido instaurado um processo judicial. Alguns anos mais tarde foi convidado a ser o narrador de um pequeno documentário sobre esse muro, Walled Horizons. O muro tem mais de 400 quilómetros e foi condenado pelo Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas, mas tudo continua na mesma. Infelizmente este não é o único muro existente no mundo: o de Nicósia, na ilha dividida por cipriotas turcos e gregos, o de Belfast, um no Rio de Janeiro para separar um condomínio de luxo de uma favela, o muro (apoiado por Obama), entre os EUA e o México a propósito da imigração ilegal.
O último disco não agradou a muito boa gente, mas os Flaming Lips vão partir para outra aventura, a recriação do Dark Side of the Moon dos Pink Floyd. Não é estranha esta aproximação ao universo floydiano, sendo a banda britânica uma das grandes das bases de referência dos Flaming Lips. O novo trabalho deverá apenas edição digital e irá contar com vários convidados especiais, entre os quais se destacam Henry Rollin e Peaches.
Após o fiasco dos Mynah Birds, Young não se conseguia imaginar a regressar a Toronto. Young sentia que a sua carreira e o seu sucesso dependia de um regresso rápido aos aos E.U.A..
Por seu lado, a vida de Stephen Stills também não corria de feição na Califórnia. Durante uns tempos, Stills trabalhou com o cantor e baixista folk Ron Long nos Buffalo Fish. Nessa altura, Stills registou legalmente o seu primeiro tema, Don’t You Feel Raind On?, sendo o primeiro grande passo para se tornar num cantor folk reconhecido. O passo seguinte foi ter-se juntado a Van Dyke Parks numa tentativa de construírem uma banda de folk electrificada, tal como os Mynah. No entanto, a formação durou pouco tempo, Parks encontrou um trabalho bem mais lucrativo tendo sido contratado para escrever algumas letras para os Beach Boys e mais tarde para tocar teclas no terceiro álbum dos Byrds, Fifth Dimension. Mas a sorte de Stills viria a mudar em breve. A sua contratação por parte de Barry Friedman, um reconhecido produtor, que lhe garantiu dinheiro e trabalho nos meses seguintes. Friedman proporcionou-lhe a hipótese de escolher os músicos com que ele gostaria de tocar. O primeiro nome que lhe ocorreu foi Neil Young, mesmo não sabendo nada dele há meses. O segundo nome foi o de Richie Furay, antigo colega nos Au Go-Go Singers. Furay aceitou de imediato, convencido que Stills já tinha reunido uma banda pronta a actuar, contudo a realidade era bem diferente. De momento eram somente os dois a tocarem guitarra e a cantarem numa pequena sala. Stills sentia que a sua nova formação necessitava de uma secção rítmica de qualidade e tentava de várias formas contactar Young. Nos diversos contactos efectuados para Toronto, conseguiu convencer Ken Koblum, antigo baixista dos Squires. Este ao verificar as condições da nova formação decidiu não arriscar e regressou ao Canadá. Curiosamente, Young voltava a actuar em pequenas salas em Toronto, agonizando com a falta de oportunidades e com a falta de dinheiro. Os pensamentos de Neil encontravam-se no país vizinho, nomeadamente em Los Angels, terra dos Byrds e dos Mamas & The Papas.
Já por aqui tinha falado do novo disco (duplo) ao vivo do Tom Waits que vai ser editado no próximo dia 24 de Novembro. Agora venho completar a informação. Os 8 primeiros temas do novo disco estão disponíveis para download gratuito na página oficial de Waits, onde também podem fazer a pré encomenda do novo álbum.
O primeiro CD é composto por 17 temas, sendo o segundo constituído por uma única faixa de 35 minutos. Trata-se da compilação dos monólogos e de histórias que Waits tem por hábito contar nos seus concertos.
É apenas uma curiosidade. Os correios britânicos vão lançar em Janeiro de 2010 uma colecção de selos com capas de discos de artistas oriundos das ilhas britânicas. Da série fazem parte os Led Zeppelin com o álbum IV, os Pink Floyd com o The Division Bell; os New Order com Power, Corruption & Lies; os The Clash com London Calling; os Primal Scream’s com o Screamadelica; Let it Bleed dos Rolling Stones; A Rush of Blood to the Head dos Coldplay; Bavid Bowie com o The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars; Tubular Bells de Mike Oldfield e Parklife dos Blur.
Nem só de fotografias vive esta rubrica. As capas dos discos, logótipos das bandas, posters e outro tipo de produtos fazem parte do quotidiano do mundo musical. Nos anos 60, a EMI deu autorização aos Beatles e aos Pink Floyd de encomendarem a designeres externos da editora as capas dos seus discos. Até então, a parte gráfica era concebida pelas editoras, que normalmente se limitavam a colocar uma fotografia dos músicos na capa. Com a contratação de designers, as capas dos álbuns tornaram-se objectos personalizados representativos da identidade da banda. Quase em simultâneo surgiram os primeiros logótipos identificativos das bandas. Artistas gráficos como Roger Dean e Storm Thorgerson criaram imagens de marca para bandas como os Yes, Ásia, Pink Floyd, entre outros… Muitos desses logótipos são reconhecidos universalmente e ajudaram a vender o nome da banda abrindo caminho à criação de amplo número de merchandising.
O símbolo utilizado pelos Einstürzende Neubauten é um desses exemplos. Segundo Blixa Bargeld, o antropomorfo é um antigo petroglifo Toltec, cujo significado se desconhece. A gravura foi descoberta numa gruta no México e terá sido insculturada muito provavelmente entre 700 e 1200 A.C. Outros investigadores afirmam que a gravura não é de origem Toltec mas sim Olmec. A figura antropomórfica parece representar, muito provavelmente, um sol e um corpo humano, também muito usual na arte rupestre portuguesa, se bem que com outros contornos, um ciclope, segundo outros investigadores. Seja qual for o significado original do símbolo hoje ele remete-nos para o universo dos Einstürzende Neubauten…
Os Kratwerk reeditaram no passado dia 6 editados 5 álbuns da sua já longa carreira. Autobahn (1974), Radio-Activity (1975), Trans Europe Express (1977), The Man Machine (1978), and Tour De France (2003). No próximo dia 17 de Novembro será editado 12345678, The Catalogue, uma caixa com 8 discos, que corresponde às edições entre 1974 e 2003. De fora ficam os primeiros 3 discos da formação, Kraftwerk 1; Kraftwerk 2 e Ralf & Florian.
Em 2010, está previsto a edição de um novo disco de originais, o primeiro desde a saída de Florian Schneider.
Roger Trigaux, membro fundador dos Univers Zero e dos Present, regressa com um um novo trabalho. Trata-se de Barbaro (ma non troppo), que inclui um cd de temas originais e DVD com 3 horas de duração. Do DVD faz parte as duas actuações da banda RIO, em França, em 2007 e cerca de metade do concerto realizado no Gouveia Arte Rock em 2006. Contém igualmente imagens dos primeiros tempos da formação, ainda com Daniel Denis e Christian Genet. Encontra-se à venda na Ad Hoc Records.
Mitch Benn é musico, comediante e apresentador de um programa radiofónico na BBC 4. No seu último programa, Mitch encetou uma busca aos velhos álbuns concptuais de rock simfónico. Da lista dos convidados fizeram parte Rick Wakeman, Jeff Wayne, David Bedford, Brian Blessed and Stuart Maconie, que contaram algumas das histórias por detrás deste gênero musical e futuros projectos. O programa é realizado num tom humoristico e tem a duração de 30 minutos. O programa encontra-se disponivel apenas nos próximos 7 dias. Os apreciadores não podem perder este pequeno programa. Gostaria de agradecer ao "Conjurado" do Forum Sons pela dica...
A febre sobre os Animal Collective vai voltar atacar. Depois do tão badalado álbum lançado no inicio do ano, o colectivo animal vai editar um novo ep (em Dezembro em formato digital e em Novembro em formato digital). Os boatos surgidos durante a semana passada de que ainda este ano iria ser lançado um novo longa duração parece não corresponder à verdade. No entanto, segundo alguns blogues, esse novo trabalho verá a luz do dia em fins de Janeiro. Logo se verá…
O novo ep, de seu nome Fall Be Kind, será composto por 5 novos temas, sendo um registo mais negro e pesado do que o álbum Merriweather Post Pavilion.
Não é um disco de originais, é pena. Waits vai editar o registo ao vivo da digressão de 2008, que, não passou por Portugal. Sempre é mélhor do que nada. Sai a 24 de Novembro...
Chris Walter é um dos fotografos musicais mais conceituados. Ao longo dos últimos 50 anos, Walter fotografou quase toda a gente que pisou um palco, sendo um dos fotografos mais publicados. Para além de fotografia de palco e de bastidores, Chris Walter também criou capas de discos, capas de livros, trabalhou para revistas e realizou documentários. Em 1968 acompanhou Arthur Brown, tendo efectuado diversas fotografias nos bastidores, tendo captado o "estranho mundo" de Brown...
MEGAFONE 5 é um projecto que tem como objectivo celebrar, homenagear e difundir o trabalho e as ideias de JOÃO AGUARDELA. João Aguardela, que integrou colectivos como os SITIADOS, MEGAFONE, LINHA DA FRENTE e A NAIFA, faleceu precocemente aos 39 anos em Janeiro de 2009.
Nascido entre um grupo de amigos e admiradores de João Aguardela, o projecto MEGAFONE 5 materializa-se em três faces visíveis: o ambicioso site que concentra toda a sua obra; um prémio anual de distinção de nova música tradicional portuguesa (em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores); e a realização de um grande espectáculo no dia 4 de Novembro de 2009, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, com as presenças d´A NAIFA, DEAD COMBO, Ó’QUESTRADA e GAITEIROS DE LISBOA.
Texto retirado da página oficial do projecto Megafone.
Apesar de Young viver na mesma cidade que seu pai, raramente se encontrava, e o diálogo entre ambos era extremamente difícil. As divergências entre ambos mantinham-se. Neil mantinha o “cordão umbilical” ligado à sua mãe, não perdoando o divórcio. O divórcio e os problemas surgidos por tal separação e pela falta de apoio prestada pelo seu pai durante a adolescência viriam a ser temas de várias músicas de Young. Bob Dylan, agora na sua versão acústica, e Jagger dos Rolling Stones, exploravam abertamente os problemas existenciais. A diferença entre a música folk e a pop residia nos assuntos abordados. A folk apresentava um cariz político e social, enquanto que a pop abordava questões mais íntimas, pensamentos e sentimentos. A pop, sobretudo a britânica, explanava a questão das divergências entre gerações, principalmente os conflitos da liberdade pessoal e sexual. A cultura folk circulava por temas de cariz político e social, tendo a generalidade dos cantores americanos tomado uma posição sobre o esclavagismo e o direito dos negros, e sobre a guerra do Vietname. A música pop era de longe a mais lucrativa e chegava mais rapidamente aos ouvidos dos jovens. Dylan tiha provado isso com o seu disco Highway 61 Revisited. No entanto, por de trás do som eléctrico, as letras de Dylan mantinham um cariz folk, com mensagens por vezes abstractas, tal como nos seus discos anteriores. Dylan provava que era possível produzir um disco com sonoridade pop com mensagens folk. Contudo, os dois tipos de publico não se cruzavam. Young, na sua urgência de escrever sobre os seus sentimentos, via no cruzamento da folk com a pop-rock uma oportunidade de se afirmar. Assim podia compor melodias folk com letras tipicamente pop e vice-versa. Bruce Palmer apoiava essa ideia e os dois exploraram as suas potencialidades. Contudo, a questão permanecia; como reagiria o publico à misturo dos dois estilos?
Morley Shelman, o manager dos Mynah Birds, aproveitando o facto de a banda ser multi-racial, tentou uma ligação com a Motown Records. Curiosamente, a editora ofereceu um contrato de longa duração, o que não era usual para uma banda desconhecida e constituída sobretudo por brancos. A formação deslocou-se para Detroit para efectuar uma série de gravações em estúdio durante uma semana. Young estava radiante com a ideia de poder gravar, e Palmer achava curioso estar na meca da música negra, sendo branco… Smokey Robison era o produtor musical do futuro disco dos Mynah Birds. Young foi autor de dois temas, juntamente com Matthews, It’s My Time, e, I’il Wait Forever. Os dois temas estiveram para ser usados como singels, mas acabaram por não serem editados como tal. Tudo ia bem na gravação do disco, e mesmo quando a inspiração escasseava, não faltava o apoio do pessoal da Motown. Durante as gravações, Ricky James Matthews foi preso pela Marinha americana por deserção. O choque foi enorme, pois nenhum membro da banda tinha conhecimento da situação ilegal de Ricky. A Motown Records cancelou a gravação do disco e subsequentemente cancelou o contracto. Matthews viria alguns anos mais tarde voltar a gravar para a Motown Records sob o nome de Ricky James.
Don Hunstein começou a interessar-se por fotografia durante a segunda guerra mundial. Depois de ter comprado uma Leica, enviava as suas fotografias para a familia, que o encorajava a seguir a carreira de fotografo. De regresso aos Estados Unidos, Hunstein tornou-se profissional, catpando imagens de concertos de música clássica, de artistas folk e mais tarde de bandas rock.
Em 1961, Bob Dylan encontrava-se nos estudios de gravação da Columbia, em Nova Iorque, e Don Hunstein tive a oportunidade de de efectuar alguns registos.
Já muito se falou e escreveu sobre Syd Barrett e a sua obra. Génio, louco, visionário, são alguns dos epítetos que são atribuídos ao músico britânico. Não vou, obviamente, aprofundar muito a questão da genialidade, ou não, de Barrett. As opiniões dividem-se, defendendo alguns que Syd é dos criadores maiores da música pop-rock, afirmando outros que é impossível classificar tão curta obra com tão altos atributos. Na minha modesta opinião, Barrett foi sem duvida um dos mais criativos e sobretudo, dos mais inovadores músicos da cena pop-rock. O seu estilo de composição veio mudar radicalmente a forma como os ouvintes ouviam a música. As suas longas composições baseadas em improvisações sonoras ou, temas com uma carga poética intensa sobre temas nunca antes abordados no panorama musical.
São por demais conhecidos os motivos de saída de Barrett dos seus Pink Floyd. A instabilidade e inconstância de Syd era intolorável, e nem mesmo a solução tipo Beach Boys, em que Barrett comporia os temas e David Gilmour, que entretanto se tinha juntado à formação, resolveu a situação.
Em 1969 a EMI aprovou o pedido de Barrett para gravar o seu primeiro disco a solo, numa nova subsidiária, a Harvest. Os primeiros problemas surgiram com a dificuldade de encontrar alguém que estivesse disposto a produzir o disco. Ninguém acreditava realmente nos rumores que circulavam nos estúdios da EMI de Abby Road, que Syd tinha por hábito partir tudo dentro dos estúdios de gravação. O problema encontrava-se na inconstância de Barrett e no receio que tinham que o projecto fosse cancelado prematuramente. Alguns dos receios vieram a concretizar. Os músicos que participaram nas gravações, incluído Robert Wyatt dos Soft Machine, não conseguiam perceber as ideias de Barrett, e ainda menos acompanha-lo. Cada take era diferente. Syd mudava constantemente as letras, e o tempo das músicas, tendo obrigado a mudar o esquema de gravação. As partes de guitarra e de voz de Barrett eram gravadas primeiro e mais tarde os restantes músicos tentavam completar o resto. Nem sempre isso foi possível. David Gilmour e Roger Waters foram chamados para dar uma ajuda, visto serem das poucas pessoas que sabiam lidar com Syd. Mesmo assim a tarefa não foi fácil e na verdade pouco puderam ajudar. A generalidade dos temas saíram apenas com a voz e guitarra acústica de Syd porque se revelou impossível aos outros músicos compor algo baseada na estrutura base dos temas. Apesar de tudo, o disco contêm alguns temas brilhantes, como por exemplo, Octopus e Golden Hair, se bem que longe da qualidade geral das que foram produzidas com os Floyd.
As fotografias e o grafismo do disco foram mais uma vez realizados pela Hipgnosis de Storm Thorgorson and Aubrey 'Po' Powell. Nessa época, as capas dos discos eram feitas pelas próprias empresas discográficas, sendo pouco comum a atribuição externa de tais trabalhos. Os Beatles e os Pink Floyd foram as primeiras bandas da EMI a terem esse privilégio podendo assim o seu produto destacar-se da generalidade pela qualidade artística oferecida. A fotografia da capa foi tirada no apartamento de Barrett, pouco depois de ter pintado o soalho de madeira. Todos pensaram, ao ver aquela composição cromática, que daria uma boa fotografia para capa de disco.
As reacções não foram muito abonatórias, tendo inclusive passado algo desapercebido da generalidade dos críticos. No entanto, a reacção geral e o número de vendas permitiu partir para a gravação de um segundo disco.