Sábado, Fevereiro 27, 2010

4AD Sessions #2, Efterklang

A sessão 2 da editora 4AD pertence aos Efterklang cujo novo disco será editado brevemente. São quatro os temas presentes nesta sessão, 1.I Was Playing Drums; Alike; Me Me Me the Brick House e Modern Drift.



Quinta-feira, Fevereiro 25, 2010

Neil Young - A Estrela do Norte #22

Os ataques epilépticos continuavam a afectar Young, que devido à sua teimosia, recusava-se a tomar os medicamentos. Eram cada vez mais frequentes os ataques, mesmo durante os concertos, em parte devido às luzes fortes e intermitentes que começavam a ser usadas na altura. O público, desconhecedor da situação médica de Young, pensava que era uma encenação da banda.

Em Setembro desse ano, os Buffalo Springfield tocaram na primeira parte do concerto da nova atracão oriunda das ilhas britânicas, Ian Whitcomb e Chad & Jeremy, no Melodyland Theathre. Bruce Palmer não pode participar no concerto, uma vez que se encontrava preso, tendo sido substituído por Jim Fielder. Segundo as palavras de Whitcomb, os Buffalo Springfield deram um espectáculo poderoso, misturando o folk com o rock e um toque de R&B. A banda apresentou-se com um estilo David Crockett, e saltaram tanto que um dos membros da banda teve que ser tirado em ombros do palco, afirmou na altura Whitcomb.

Estes ataques viriam a repetir-se noutros concertos. Greene e Stone, cientes da gravidade da situação, levaram Young para o hospital onde viria a ser operado para aliviar a pressão craniana. Foi no hospital, durante a convalescia, que Young escreveu Mr. Soul.

Os ataques diminuíram de intensidade e de frequência, graças em parte à medicação que agora tomava. Pela primeira vez, Young tinha consciência da gravidade da situação e aprendeu a lidar com a sua doença.

Quarta-feira, Fevereiro 24, 2010

The Calcination of Scout Niblett

Ao sexto disco, Scout Niblett entra num registo ainda mais intimista e solitário do que nos restantes trabalhos. A sua música sempre apresentou essas características, mas neste novo disco, o som de Niblett atinge um novo patamar de angústia, revelando uma mulher disposta a sofrer. Em abono da verdade, parece disposta a sofrer aparentemente por qualquer coisa, das coisas triviais, às mais complexas situações da existência humana. Aliás, o título do disco diz tudo: The Calcination of Scout Niblett. À primeira vista, o título remete para a alquimia, no sentido de purificação através do fogo. O que revela ser na realidade, é um processo de introspecção, uma catarse à mente, que deixa marcas na carne, não só do ouvinte, bem como da própria autora.

A música surge sobre uma forma “despida”, mais crua do que em trabalhos anteriores, onde cada nota de guitarra, na sua fragilidade conceptual, revela a linha invisível entre a sanidade e demência. A voz acompanha o registo instrumental, ou seja, surge de uma forma expressiva mas simultaneamente crua, terna na sua generalidade mas com acessos de raiva.

A estrutura musical dos temas de Niblett quase sempre são pautadas pelo livre desenrolar das ideias, que por vezes assumem um cariz caótico, com distorções pesadas, intercaladas por passagens minimalistas, que apenas servem de catapulta para novos momentos de distorção e catarse. Este novo disco não foge à regra. Contudo, e como já havia acontecido no trabalho anterior, Niblett apresenta alguns temas com uma melodia que fica pendurada por muito tempo no ouvido dos ouvintes. I.B.D. e Duke of Anxiety são bons exemplos disso mesmo. Diria que estes dois temas permitem adensar a intimidade com o disco e com a sua autora, tornando-se fascinante e simultaneamente desconfortável, por estarmos a entrar no lado mais íntimo de Niblett. E isso é realmente interessante….


Video: I.B.D.

Domingo, Fevereiro 21, 2010

Imagens #26


Os Talking Heads mantiveram ao longo da sua carreira uma tradição de antagonismo, no que diz respeito às capas dos álbuns, com a sua editora. A banda, cujos membros iniciais estudavam na Rhode Island School of Design, tinham ideias precisas sobre o que queriam no grafismo das suas capas, e normalmente, o departamento gráfico da editora não conseguia realizar. Para a criação da capa do LP Fear of Music, de 1979, os Talking Heads, Jerry Harrison, que era guitarrista da banda, queria utilizar vinil preto, mas o material não poderia ser demasiado fino para não correr o risco de se romper. Então lembrou-se de utilizar cartão com relevo. Esta ideia aparentemente simples, valeu a nomeação para um Grammy na categoria de design.

Sexta-feira, Fevereiro 19, 2010

World Sick, dos Broken Social Scene


Já lá vão 5 anos desde o último disco dos Broken Social Scene. O lançamento está previsto para o próximo dia 4 de Maio. No entanto, a banda colocou hoje na sua página oficial para download livre um dos temas no novo trabalho.

Ponto de escuta: World Sick

História da música electrónica, concreta e experimental #8

Lee De Forest nasceu a 26 de Agosto de 1873, em Council Bluffs, Iowa. Morreu a 30 de Junho de 1961. Auto-intitulava-se "Pai do Rádio" (o título de sua autobiografia de 1950), inventor e detentor de mais de 300 patentes, inventou a "válvula Audion 'em 1906 – muito mais sensível do que a válvula diodo de John A. Fleming' s. A aplicação imediata da válvula tríodo De Forest estava na tecnologia de rádio emergente, tendo sido um promotor tenaz. De Forest também descobriu que a válvula era capaz de criar sons audíveis usando o “heterodyning/ beat”, uma técnica de frequência, ou seja, uma forma de criar sons através da combinação de dois sinais de alta frequência para criar uma composição de menor frequência dentro da faixa audível.
De Forest criou o “Audion Piano", o primeiro instrumento de vácuo, em 1915. Ao criar o Audion Piano, De Forest tinha estabelecido o modelo para instrumentos electrónicos dos próximos cinquenta anos, até o surgimento da tecnologia transístor. O Audion Piano é um instrumento de teclado simples. Foi o primeiro instrumento a usar uma frequência “beat” ou "heterodyning", sistema oscilador e também o primeiro a ter a capacidade de controle de afinação e de timbre (O efeito “heterodyning” mais tarde foi muito explorada pelo Termen Leon Theremin com sua série de instrumentos e do Ondes Martenot de Maurice Martenot, entre outros.). O Audion Piano tinha uma única válvula tríodo por oitava que era controlada por um conjunto de teclas que permitam uma nota monofónica para ser tocada por oitava. A saída de som era enviada para um conjunto de altifalantes que poderiam ser colocado em torno de um quarto para dar ao som um efeito tridimensional.

De Forest planeava uma versão melhorada do instrumento, com válvulas separadas por tecla permitindo polifonia completa. Não se sabe no entanto se este instrumento foi construído.
De Forest, promotor incansável, demonstrou o seu instrumento electrónico na área de Nova York em eventos públicos e em espectáculos de angariação de fundos para desenvolver a sua tecnologia de rádio. Estes eventos foram, muitas vezes criticados e ridicularizados pelos seus pares que conduziu a um famoso julgamento onde De Forest foi acusado de induzir o público para obtenção de dinheiro.

De Forest também colaborou com um céptico Thadeus Cahill na transmissão dos primeiros concertos do Telharmonium, usando transmissores de rádio, em 1907. Cahill insistia na utilização da rede de fio de telefone para transmitir a sua música electrónica, tendo sido um importante factor no desaparecimento do Telharmonium.

Quinta-feira, Fevereiro 18, 2010

Uma Viagem pelos Blues #2 - Charley Patton; Ponny Blues

Robert Palmer considera-o como o músico mais importante que a América já produziu no século XX. Charlie Patton, mais conhecido cpor Charley Patton, foi uma das primeiras grandes estrelas do Delta Blues. Patton, nasceu em Hinds County, Mississipi, perto de Edwards, a 1 de Maio de 1891, mas viveu grande parte de sua vida em Sunflower County, no Delta do Mississipi. Várias fontes dizem que nasceu em 1891, mas ainda há dúvidas sobre isso. Em 1900, entretanto, sua família viajou 160km para norte para a lendária Dockery Plantation, uma fazenda perto de Ruleville, Mississipi. Foi lá que John Lee Hooker e Howlin’ Wolf aprenderam com Patton. Também Robert Johnson tocou guitarra pela primeira vez. Na Dockery, Charlie ficou sob a tutela de Henry Sloan, que tinha um novo e incomum estilo de tocar música sendo hoje considerado como sendo “blues primitivo”. Charlie aprendeu com Sloan, e por volta dos 19 anos já era um talentoso músico e compositor, tendo escrito Pony Blues - uma música que iria ser um ícone duma era. Era extremamente popular no sul dos Estados Unidos, e em contraste com os outros músicos itinerantes da sua época, Patton foi convidado para tocar em plantações e tavernas. Muito antes de Jimi Hendrix impressionar sua plateia com seu estilo exuberante de tocar guitarra, Patton ganhou notoriedade por ser um “showman”, frequentemente tocava a guitarra de joelhos, atrás de sua cabeça e atrás das costas. Apesar de Patton ser um pequeno homem de baixa estatura, há rumores que o som da sua voz - carregada de whiskey e cigarros - alcançava mais de 450m sem amplificadores. Essa potente voz foi a principal influência no estilo de cantar de um dos seus estudantes, Howlin’ Wolf. Patton mudou-se para Holly Ridge, Mississipi com sua esposa e sua parceira de gravações Bertha Lee em 1933. Morreu em Heathman-Dedham perto de Indianola, de uma doença do coração, em 28 de Abril de 1934. E está enterrado em Holly Ridge. Apenas uma fotografia de Charlie Patton é conhecida, embora a sua autenticidade seja contestada. Embora fosse considerado Afro-americano, por causa de sua tez clara subsistem rumores de que ele era Mexicano, ou Cheroqui, Uma teoria apoiada pelo Howlin 'Wolf. Na realidade, Patton era uma mistura de brancos, negros e Cherokee (uma de suas avós era uma puro-sangue Cherokee).


Ponto de escuta: Ponny Blues

Quarta-feira, Fevereiro 17, 2010

Neil Young - A Estrela do Norte #21

De seguida, a banda prepara-se para gravar o seu primeiro single. Apesar da falta de experiência em estúdio, gravam dois temas, Go and Say Goodbye, de Stills, que aborda o tema de como os rapazes devem acabar uma relação com ética, um tema ingénuo mas que revela já alguma apetência de Stills para a escrita; e para o lado B, Young escreveu Nowadays Clancy Can’t Even Sing, uma mistura de sentimentos pessoais com fragmentos da vida de um amigo de infância, um jovem que sofria de esclerose múltipla. Este tema revela uma profunda alteração do conteúdo, não dos escritos por Young, bem como dos assuntos abordados na música pop.

Devido à qualidade do tema de Young, a generalidade dos distribuidores discográficos, a Atlantic Records resolveu promover esse tema para o lado A em detrimento do tema de Stills. Apesar de ser uma boa escolha em termos estéticos e de qualidade musical, era uma má opção em termos de vendas. O tema foi banido em algumas estações de rádio, pelo facto de usar a palavra “damn”. Para além disso, as estações queixavam-se de que o título da canção era demasiado longo e questionavam-se porque razão o primeiro tema de uma banda desconhecida excedia os três minutos de duração.

Os resultados das vendas do disco ficaram aquém das expectativas e o péssimo negócio que a banda fez com os promotores Charlie Greene e Brian Stone resultaram numa degradação da relação pessoal dos membros da banda, cuja luta de egos veio acentuar a situação. As condições de vida da banda pioravam de dia para dia. Todo o dinheiro que a banda realizava ia parar aos bolsos dos promotores. Young vivia em motéis baratos da zona de Hollywood, e o seu aspecto “desleixado”, nomeadamente o facto de usar cabelo comprido, era um chamariz para a polícia, que frequentemente o prendia e agredia. A situação era na verdade mais grave, uma vez que não possuía licença de trabalho no país.

Ponto de escuta:
Nowadays Clancy Can’t Even Sing



Who's that stomping
all over my face?
Where's that silhouette
I'm trying to trace?
Who's putting sponge
in the bells I once rung
And taking my gypsy
before she's begun
To singing the meaning
of what's in my mind
Before I can take home
what's rightfully mine.
Joinin' and listenin'
and talkin' in rhymes
Stoppin' the feeling
to wait for the times.

Who's saying baby,
that don't mean a thing,
'Cause nowadays Clancy
can't even sing.

And who's all hung-up
on that happiness thing?
Who's trying to tune
all the bells that he rings?
And who's in the corner
and down on the floor
With pencil and paper
just counting the score?
And who's trying to act
like he's just in between?
The line isn't black,
if you know that it's green.
Don't bother looking,
you're too blind to see
Who's coming on
like he wanted to be.

Who's saying baby,
that don't mean a thing,
'Cause nowadays
Clancy can't even sing.

And who's coming home
on the old nine-to-five?
Who's got the feeling
that he came alive,
Though havin' it,
sharin' it
ain't quite the same
It ain't no gold nugget,
you can't lay a claim
Who's seeing eyes
through the crack
in the floor
There it is baby,
don't you worry no more
Who should be sleepin',
but is writing this song
Wishin' and a-hopin'
he weren't so damned wrong.

Who's saying baby,
that don't mean a thing,
'Cause nowadays Clancy
can't even sing.

Terça-feira, Fevereiro 16, 2010

Steve Hackett é cabeça de cartaz do Gouveia Art Rock 2010

Steve Hackett, com o seu Acustic Trio, é o cabeça de cartaz da 8ª edição do Gouveia Art Rock. "Para além de ser um dos mais importantes guitarristas da história do progressivo britânico e mundial, tendo deixado a sua marca nos lendários Genesis da fase áurea, Steve Hackett tem-se vindo a revelar também um compositor notável. De facto, ao longo de uma carreira a solo que já leva mais de três décadas, o guitarrista tem composto inúmeras peças, sobretudo instrumentais, de elevada qualidade e grande arrojo, em especial naquelas em que se aproxima mais da linguagem clássica, em detrimento do "progressivo sinfónico" dos primeiros álbuns."

Para além de Hackett, mais nomes estão já cnfirmados. No primeiro dia irão actuar:
Mats & Morgan Band. "Inicialmente inspirados na obra de Frank Zappa, com quem chegaram a tocar em 1988, Mats Oberg e Morgan Ågren criaram o seu próprio estilo de musica instrumental, bem estuturado, utilizando uma linguagem vanguardista original, mas a que não são estranhas as influências da escola de Canterbury, do Rock-in-Opposition e, obviamente, da música do mesmo Zappa."

David Myers. "Pianista brilhante e conhecedor profundo da obra dos Genesis, David Myers tem dedicado grande parte da sua vida à divulgação e interpretação da música do lendário grupo britânico, seja como solista em piano, seja enquanto membro dos agora famosos Musical Box. As transcrições para piano que fez das peças genesianas, as quais costuma executar em recital e e até já registou em três álbuns recentes, revelam uma sensibilidade, uma elegância e uma mestria notáveis, quer sigam elas de perto as partituras originais, quer as recriem com relativa liberdade."

Electric Asturias. "Nas mais de duas décadas que já leva de existência, o projecto Asturias tem sido desenvolvido pelo seu criador, Yoh Ohyama, em três distintas direcções. Ora segue um caminho oldfieldiano, sobretudo nos trabalhos discográficos, apostando nas suas capacidades de multi-instrumentista. Ora trilha um percurso de fusão, de jazz e rock, com um som a lembrar KBB, reunindo para tal um conjunto instrumental eléctrico. Ora envereda ainda por um progressivo neo-clássico, próximo do rock de câmara, rodeando-se para isso de um ensemble acústico. O resultado, porém, não se altera, pois a música instrumental produzida pelos Asturias apresenta sempre uma elevada qualidade, seja qual for o a direcção tomada."

Para o segundo dia, para além do Steve Hackett Acoustic Trio, está já confirmada a presença de The Enid. "Com mais de três de décadas de história, o grupo fundado e dirigido pelo pianista e compositor Robert John Godfrey, mantém-se ainda hoje fiel a um progressivo de síntese entre o sinfónico, o espacial e o neo-clássico, que desenvolveu na segunda metade dos Anos 70, período no qual The Enid se tornou numa das bandas de maior culto em Inglaterra.
As suas sólidas composições alicerçam-se numa forte tradição musical britânica pós-romântica, reconhecendo-se nelas influências de Elgar, Bax, Vaughan-Williams e Britten, a que Godfrey juntou sabiamente alguns elementos da música rock, num encontro «entre os Pink Floyd e a Orquestra Filarmónica de Berlim», na feliz expressão de um periódico inglês."

Sábado, Fevereiro 13, 2010

Imagens #25


Brian Duffy é um dos mais dinâmicos e criativos fotógrafos londrino dos anos 60. Juntamente com Terence Donovan e David Bailey, Duffy percorria os clubes e os bares de Londres para captar imagens de músicos e actores. Após 20 anos de “perseguição” de celebridades, Duffy desapareceu de Londres, circulando rumores de ter queimado os negativos. Esse processo destrutivo teve início em 79, mas felizmente nem todos os negativos foram destruídos. Com trabalhos publicados em diversas revistas, sobretudo nas dedicadas à moda, o seu trabalho é aclamado pelos críticos.


Nesta fotografia produzida para a capa do disco de 1973 de David Bowie, Alladine Sain, podemos apreciar o estilo peculiar de Duffy.

Quinta-feira, Fevereiro 11, 2010

Novo disco dos Mono, ao vivo + filme

Os japoneses Mono ainda andam em digressão, e que vão passar por Portugal no proximo mês de Março para duas actuações, em Lisboa e no Porto, preparam-se para editar em disco e em filme a sua actuação na Primavera passada em Nova Iorke com a Wordless Music Orchestra. São 90 minutos com 30 temas numa edição CD+DVD, ou, para os puristas, 3 LP's+DVD. A pré-venda começará no dia 1 de Março, nos locais do habituais.



Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

História da música electrónica, concreta e experimental #7

O Choralcelo ("Heavenly Voices") é um instrumento híbrido que combina um instrumento electrónico com um electro-acústico, concebido como uma espécie de órgão caseiro. O Choralcelo foi projectado e desenvolvido por Melvin Severy, nascido em 1863, em Melrose, Mass, Califórnia, e morreu em 1951) com o apoio de seu cunhado George B. Sinclair e fabricado pela "Choralcelo Manufacturing Co", em Boston. Severy era um inventor versátil, engenheiro, músico e compositor. Antes da invenção do Choralcelo, Severy já tinha patenteado máquinas de impressão, sistemas de aquecimento solar, difusores de fluidos, entre outras.

O Choralcelo foi desenvolvido por Severy entre 1888 e 1909, quando foi apresentado pela primeira vez ao público em Boston, Massachussets A empresa foi adquirida em 1918 pela Farrington. C. Donahue & A. Hoffman (em alguns relatórios reivindicava ser o inventor do instrumento). Pelo menos seis dos instrumentos foram vendidos e continuou a ser utilizado até 1950. Destes, dois ainda existem, encontrando-se nos Estados Unidos da América.

O Choralcelo é contemporâneo do Telharmonium, embora não tão grande, ainda assim era um instrumento de tamanho considerável, utilizava uma tone wheel electromagnética semelhante à do Telharmonium, bem como um conjunto de piano de cordas operados electromagneticamente. O Choralcelo é constituído por dois teclados, o piano (superior) com um teclado de 64 teclas e o menor de 88 (piano e 'órgão'), que controlava (em modelos posteriores) 88 tone wheel’s e um conjunto de cordas de piano accionadas por electroímanes e um conjunto de martelos que poderiam desempenhar as cordas do piano de forma normal. Os teclados também tinham um conjunto de órgãos “stop” para controlar o timbre e os tons que poderiam passar através de cartão, de madeira, de fibra longa, de vidro, ou de aço. O Choralcelo também incorporou uma pianola de estilo mecânico de rolo de papel para utilizar sons pré gravados e um sistema de pedaleira de 32 notas. A máquina inteira poderia ocupar dois subsolos de uma casa, os teclados e 'colunas' eram a única parte visível do instrumento.

Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Neil Young; Dreamin’ Man Live ’92

Neil Young não pára de lançar novos discos, desde os de originais, aos registos que guarda no seu enorme arquivo, que tem sabido gerido e editado. Ainda no ano passado editou volume 1 da série Archives (editado em 2009), uma colecção de dez CD com gravações entre 1963 e 72. Em 2006 iniciou com Live At The Filmore East, uma série de edições, a chamada Performance Series, e que com regularidade tem editado gravações de actuações ao vivo registadas nas mais diversas etapas da carreira do músico. Dreamin’ Man Live ’92 é o mais recente disco desta série, que já vai no quinto. O álbum não é mais que a reunião de temas do magnífico Harvest Moon, gravado durante a digressão de 1992. Harvest Moon é um reencontro com Nashville, ou seja a folk e a country.

Os CAN, quero dizer, Holger Czukay ao vivo neste dito país à beira-mar plantado...

A Filho Único, estreia a solo em Portugal, Holger Czukay, uma figura verdadeiramente fundamental da história da música do último meio século. Membro fundador dos essenciais Can, Holger Czukay será um dos grandes responsáveis pela incorporação em massa da música electrónica no universo rock. Czukay foi estudante de Stockhausen, pioneiro do sampling moderno e responsável de muito do que foram os últimos trinta anos de obra em todo o espectro da música electrónica.

Na primeira parte haverá concerto dos Gala Drop. O concerto é no Lux Frágil no dia 9 de Abril, pelas 22 horas.

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Ronda, de Samuel Jerónimo em Abril

Rondas, é o novo trabalho de Samuel Jerónimo, que será editado pela Passageiros da Maré no próximo dia 20 de Abril de 2010. A boa notícia, é que quem fizer a reserva antecipada do disco atrvés da página oficial de Samuel Jerónio paga somente 7,5 euros.

"Parcialmente gravado aquando do workshop que Samuel Jerónimo deu em Roma em Setembro de 2007, este álbum fecha a Trilogia da mudança, obra iniciada com Redra Ändra Endre De Fase (Thisco, 2004) e continuada em Rima (Thisco, 2006). Estruturalmente, a peça divide-se em dois blocos sonoros que devem ser percebidos enquanto interpretações distintas de um mesmo tema com a utilização dos mesmos materiais, técnicas e ordem de acontecimentos. Assim, no raciocínio do compositor, e à medida que a obra ia progredindo, foi nascendo o conceito de um mesmo caminho que, se percorrido duas vezes, ofereceria ao caminhante a noção de que pequenas mudanças se haviam instalado. E a estas acresciam-se outras: o horizonte visual que muda ligeiramente a cada passo ou, de forma mais drástica, numa mudança de direcção."

Fica aqui um apreritivo, o tema Rima, Verso II, do albúm Rima.
Rima: Verso 2 by user19345

Domingo, Fevereiro 07, 2010

Imagens #24


Fin Costello é fotografo profissional desde 1968, tendo captado imagens de alguns dos maiores momentos do mundo do musical dos anos 70. Um dos grandes destaques é sem duvida a imagem da capa dos Burn dos Deep Purple. Na imagem escolhida, podemos ver Ian Gillan, dos Deep Purple, fotgrafado nos estudios Kingsway, em Londres, em 1978.

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Arquivista, uma nova revista cultural

A Arquivista é uma nova revista cultura, da responsabilidade da FADE IN - Associação de Acção Cultural.

"A FADE IN – Associação de Acção Cultural, nos últimos dez anos tem tido o prazer de dar um contributo no campo da cultura, tendo sido a música a sua maior incidência. Este ano, vai “alargar” os horizontes e incidir sobre outras vertentes da arte e cultura. Activar ideias inovadoras e provocar o despertar dos sentidos, entre jovens e adultos, continua a ser o nosso mote. A ARQUIVISTA chega nesse sentido, como uma forma de partilha de coisas novas, caricatas, estranhas, belas ou não, mas que provocam a procura, a investigação, a partilha de informação e novas experiências.
A ARQUIVISTA é uma revista que se vai materializar. Ao longo de um ano sairão três números que reunirão trabalhos artísticos inéditos, desenvolvidos especialmente para esta revista.
A ARQUIVISTA nasce com o propósito de dar a oportunidade à inovação e à descoberta de novos talentos, contemplando também os actuais, promovendo a discussão entre as várias artes e as profissões que sustentam e vivem no mundo, tentando assim um melting-point entre conhecedores, artistas, profissionais e simples trabalhadores, acreditando que todos podemos aprender uns com os outros. Despreocupada com a crítica elitista de minoria, a ARQUIVISTA preocupar-se-á em servir a população delegando no leitor a sua auto-educação cultural, acreditando ser uma mais valia para massas que, culturalmente, são apontadas como uma minoria na percepção da obra de arte.
A tiragem é quadrimestral e o primeiro número é lançado sábado, dia 13 de Fevereiro de 2010, pelas 16h30m, na Galeria Ensaios, situada no Terreiro, em Leiria.
A festa continua pela noite dentro, com um concerto de THE LEGENDARY TIGER MAN, no BEAT CLUB, em Leiria, pelas 00h00!
Paulo Furtado é, actualmente, um indiscutível ícone da música feita em Portugal.
O seu agitado e prolífero passado nos seminais e lendários TÉDIO BOYS, e o apuro refinado que granjeou ao fundar e liderar os WRAYGUNN, trouxeram-lhe um traquejo mais que suficiente para que pudesse empreender a solo aquele que hoje pode ser considerado o seu mais reconhecido, peculiar, e arrojado projecto: THE LEGENDARY TIGER MAN. Simultaneamente reconhecido nacional e internacionalmente, THE LEGENDARY TIGER MAN confunde-se hoje com a própria personalidade do homem que o criou. O one-man-band cresceu e no novo álbum, “Femina”, acercou-se dos préstimos de grandes e reconhecidas vozes femininas. Não foi por acaso que nomes como Peaches, Maria de Medeiros, Lisa Kekaula (The Bellrays), Cláudia Efe (Micro Audio Waves), Asia Argento, Cibelle ou Rita Redshoes aceitaram dar voz e alma às recriações do universo perturbado, fumarento, dolente, mas paradoxalmente genial, do “Lendário Homem Tigre”!"

Pesadelo em Peluche, o novo disco dos Mão Morte e outras novidades

Os Mão Morta vão apresentar o novo álbum "Pesadelo em Peluche" no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no dia 29 de Abril. Quem o diz é o Cotonete.

"O concerto lisboeta abre uma digressão nacional que vai tentar privilegiar as capitais de distrito - a seu tempo, tentaremos noticiar mais novidades sobre a agenda dos Mão Morta.

O Cotonete soube, pelas palavras do vocalista bracarense, que o novo álbum, a sair em meados de Abril, vai contar com a colaboração de Fernando Ribeiro (dos Moonspell e dos Hoje) numa das novas canções dos Mão Morta.

«É um álbum que partiu do universo do [J.G.] Ballard [famoso autor de livros de ficção cientifica] mas que não está preso» à sua escrita, refere Canibal que promete um álbum de «canções rock curtas. Depois do "Maldoror" [obra de músicas mais complexas], vamos fazer um regresso às nossas origens rock & roll».

Segundo nos avança Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta têm já prontas 12 músicas, embora ainda não haja um número de faixas definido para "Pesadelo em Peluche".

O novo longo, que será finalizado este mês, vai ser o primeiro álbum de originais a ter o selo da multinacional Universal.

Na próxima semana, vai ser editada a caixa "Mão Morta 1988-1992" que agrupa os primeiros quatro discos do grupo nortenho: "Mão Morta" (de 1988), "Corações Felpudos" (de 1990), "O.D., Rainha do Rock & Crawl" (de 1991) e "Mutantes S.21" (de 1992)."

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

História da música electrónica, concreta e experimental #6

O Singing Arc foi provavelmente o primeiro instrumento totalmente electrónico. Foi desenvolvido por William Duddell em 1899 a partir da tecnologia utilizada na lâmpada de arco de carbono, um precursor eléctrico para a lâmpada utilizada na Europa. O problema com a lâmpada de arco de carbono é o ruído que produzia, um zumbido baixo de um irritante agudo apito. Sr. Duddell, um físico Inglês, foi contratado para investigar o som que estas lâmpadas produziam e descobriu que quanto maior for a quantidade de electricidade aplicada à lâmpada, maior o campo resultante. Para demonstrar esse fenómeno, foi ligado um teclado para a luz e chamou-lhe o Arco Singing. O Arco Singing podia ser ouvido sem o benefício de um amplificador ou alto-falante. Foi utilizado pela primeira vez numa palestra para a London Institute of Electrical Engineers, tendo sido o teclado ligado a lâmpadas de arco ao prédio e constatou-se que o som produzido era ouvido igualmente nos prédios vizinhos. Apesar do sucesso, esse método de transmissão de música através, nunca foi levada adiante. Duddell não chegar a registar a patente da sua máquina.

Alguns anos antes, em 1887, um inventor holandês descobriu que as ondas de som podem ser usadas para modular a intensidade da chama produzida pelo gás sob pressão (chamado um manométrico).

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Uma Viagem pelos Blues #1 - Pink Anderson, That's No Way To Do It

Pink Anderson nasceu a 12 de Outubro de 1900 em Lawrence, na Carolina do Sul. Em 1914 juntou-se a Dr. Kerr da “Indian Remedy Company” para entreteter as multidões. Anderson cantava, dançava e contava anedotas enquanto Kerr vendia uma mistela com supostas qualidades medicinais. Dois anos mais tarde, Anderson conheceu Simmie Dooley em Spartanburg, com quem aprendeu a cantar “blues” e com quem tocava em espectáculos não organizados. Pink Anderson apenas gravou alguns temas nos anos 60 e em 63 chegou a entrar no filme The Bluesmen.

No entanto, não deixa de ser curioso que a sua relativa fama adevem de Syd Barrett ter utilizado parte do nome do cantor norte-americano à banda britânia Pink Floyd.

Ponto de escuta: That's No Way To Do It



Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Tony Allen de regresso a Portugal

Tony Allen, que é considerado um dos pais do afrobeat, regressa a Portugal, nos próximos dias 5 e 6 de Março, a Tondela, no ACERT e ao Porto, na Casa da Música, respectivamente.