Quinta-feira, Janeiro 27, 2011

Heavy Winged - Sunspotted

Heavy Winged é uma banda de Brooklyn que pratica uma sonoridade difícil de classificar. Com peças que se prolongam para além dos 20 minutos numa orgia caótica de drones e sons de guitarra e de baixo a planarem de forma compulsiva numa sonoridade que alguns poderão classificar como experimental, noise, e outros post-rock, naquilo que era a sua verdadeira essência. Sunspotted, o mais recente trabalho da formação explora até à exaustão os feedbacks e os drones de guitarra que conduzem a melodia progressivamente até ao caos, mas perfeitamente audível.

Este é um daqueles discos que facilmente se cataloga como difíceis de ouvir, não só devido à longa duração dos dois únicos temas que compõem o álbum, mas porque exige do ouvinte uma atenção constante, de princípio a fim. Mais do que entrar em conjunturas sobre a qualidade catalogações realço é a paixão e a coragem destes três músicos que têm ao longo dos anos sabido ultrapassar os limites da musicalidade e sempre, sem comprometer a sua visão. Para mim, é sempre com enorme prazer que ouço um disco cuja liberdade criativa não sobre de amarras impostas pelo mercado nem por produtores ávidos de produzirem produtos comerciáveis.


Ponto de escuta: Streaming do álbum via Type: Breath Life; Vapor Trails


Heavy Winged - Sunspotted by _type

Quarta-feira, Janeiro 26, 2011

Hold But Let Go, novo tema do novo disco de Six Organs of Admittance

O sucessor de Luminous Night, do projecto de Ben Chasny Six Organs of Admittance, será editado no próximo dia 22 de Fevereiro. Asleep On The Floodplain, irá apresentar 10 novos temas de Chasney, na sua maioria acusticos, alguns, como o próprio menciona, sem recurso a overdubs. Ainda segundo Chasney, o ambiente do novo disco remete para solos lo-fi tal como no álbum For Octavio Paz, Compathia, e solos de guitarra como e a melodias do disco Compathia, com alguns elementos de puro psicadelismo. Para já, é possivel ouvir um dos novos temas, Hold But Let Go.
Ponto de escuta:


Six Organs Of Admittance - Hold But Let Go by sonsmusica

Terça-feira, Janeiro 25, 2011

Making of de Something Dirty dos Faust

É já no próximo dia 28 deste mês que será editado o novo disco dos Faust, Something Dirty. Deixo aqui o video do "making of".


Segunda-feira, Janeiro 24, 2011

Uma Viagem pelos Blues #10 - Robert Johnson; Hell Hound On My Trail

Robert Johnson nasceu em Hazlehurst, no Mississípi, sendo a sua data de nascimento ainda hoje alvo de controvérsia. Os diferentes registos apontam para diferentes datas, sendo provável que tenha nascido entre os anos de 1909 e 1912. Johnson apenas gravou 29 temas originais em duas sessões de gravação, em 1936 e 1937.

Robert Johnson é apontado frequentemente como o maior cantor de blues de todos os tempos. Apesar de não ser uma das primeiras estrelas do delta blues, o seu trabalho revolucionou o estilo de execução, onde imperava uma técnica apreciável, com recurso a riffs mais elaborados e maior ênfase no uso das cordas graves para criar um ritmo regular. Como tantos outros bluesman, Johnson foi influenciado por nomes como Son House, Leroy Carr, Kokomo Arnold e Charley Patton. Johnson tocou com Sonny Boy Williamson e Howlin’ Wolf. O estilo de Johnson viria a marcar várias gerações de músicos, nomeadamente Muddy Waters, Elmore James e a vaga de blues eléctrico de Chicago dos anos 50. Artistas como os The White Stripes, Eric Clapton e os Rolling Stones tocaram versões de temas de Johnson.

Como a generalidade dos bluesmans, os mitos rodeiam a vida de Johnson. Um dos mais populares refere que o músico vendeu a sua alma ao diabo em troca de dotes musicais, no cruzamento das estradas 61 e 49 em Clarksdale, no Mississípi. Esse mito foi difundido principalmente por Son House apoiado pelas letras de temas como Crossroads Blues, Me and the Devil Blues e Heelhound on My Trail. Esse episódio é frequentemente contado em filmes como Crossroads de 1896 e em séries televisivas como Supernatural.

Em 1938 durante uma apresentação no bar "Tree Forks" Johnson bebeu whisky envenenado supostamente preparado pelo dono do bar. Segundo consta, Johnson estaria a namoriscar a mulher do dono do bar. Apesar de ter recuperado do envenenamento, viria a contrair uma pneumonia, tendo morrido 3 dias depois, em 16 de Agosto de 1938. Contudo a sua causa de morte também não é pacífica, pois há quem afirme que Johnson terá morrido de sífilis, havendo outro que garantem que ele foi assassinado. A sua certidão de óbito apenas diz nas causas de morte “No Doctor”.

Ponto de escuta: Hell Hound On My Trail

Sábado, Janeiro 22, 2011

Fotografias de concerto: O Lírio Quebrado - ARTANE


Filme concerto O Lírio Quebrado, interpretado por ARTANE, no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria.Organização Fade IN. Podem ver mais fotografias em Hall of Mirrors.

Quinta-feira, Janeiro 20, 2011

Low, novo disco em Abril

Os Low irão lançar um novo disco em Abril sendo possivel ouvir um dos temas que irá integrar o albúm.


Ponto de escuta: Monkey
Low-Monkey by sonsmusica

Segunda-feira, Janeiro 17, 2011

Raizes e Antenas, lançamento do livro de António Pires

O livro "Raízes e Antenas - Mistérios e Maravilhas da World Music", de António Pires tem o seu lançamento oficial marcado para terça-feira, dia 18 de Janeiro, às 18h00, na livraria Leya em Lisboa). No dia do laçamento António Pires irá passar alguma música. Já agora, façam uma visita ao blog Raizes e Antenas de António Pires.

Atiba Song, de Panda Bear

O novo albúm de Panda Bear, Tomboy, que tem vindo a ser sucessivamente adiado vai finalmente ver a luz do dia a 19 de Abril. entretanto já é possivel ver o video de um dos novos temas, Atiba song.


ATIBA EVANS Panasonic GH2 Skate from skatefairy on Vimeo.

Domingo, Janeiro 16, 2011

Exposição comemorativa dos 45 anos do Teatro José Lúcio da Silva

O Teatro ontem e hoje.
Composta por imagens que contam a história da primeira pedra para a construção do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, em 1966 e da sua reinauguração em 2007, irá estar patente de 15 de Janeiro a 6 de Fevereiro uma exposição de fotografias representativa dos 45 anos de história do teatro e, que para a qual, tive o grato prazer de contribuir com 3 fotografias que podem ver mais abaixo.

Sexta-feira, Janeiro 14, 2011

Sidi Touré

Sidi Touré, músico do Mali, é apontado frequentemente como o sucessor do mestre Ali Farka Touré, senhor de uma mestria na guitarra aliado a um minimalismo melódico que surpreende o ouvinte mais atento. Apesar da não aprovação por parte da sua família (Touré é descendente de uma família nobre do Mali), Sidi tem angariado reputação pelo mundo fora. Brevemente será editado um novo registo, Sahel Folk, do qual podemos apreciar aqui uma breve amostra.

Sidi Touré - "Artiatanat" with Yehiya Arby from Thrill Jockey Records on Vimeo.

Quinta-feira, Janeiro 13, 2011

Bardo Pond - Bardo Pond

Após 20 anos no activo, os Bardo Pond decidiram atribuir o seu próprio nome a um disco, o que, tendo em conta o historial da banda, a qualidade e o som inconfundível, só poderá significar uma coisa: qualidade. Se o colectivo decidiu atribuir o seu próprio nome ao seu mais recente trabalho é porque ainda acreditam na sua capacidade inventiva e criativa.

A primeira novidade refere-se ao facto do colectivo ter assinado pela editora Fire Records. Tudo o resto, tudo na mesma. O que é boa notícia. O som continua característico da banda com os irmãos Gibbons a construírem um permanente duelo de riffs de guitarra, entrecruzando o som texturado com a guitarra líder, pautado com os murmúrios de Isobel Sollenberger. A melodia, como é habitual nos Bardo Pond, plana de uma forma por vezes quase celestial, nas suas tradicionais formas psicadélicas, interrompida pelas trips da divagação sonora, conduzidas pelas guitarras e pautadas pela bateria, penetrando paulatinamente numa free jam. É o que sucede no tema Undone, com mais de 20 minutos de duração. Os Bardo Pond ao longo dos últimos anos têm explorado os temas com longa duração, nomeadamente nas recentes edições CDR’s, e normalmente, com muito bom resultado. Ora, neste caso, o resultado final fica aquém da expectativa, e diria que a culpa é da montagem final. O som repetitivo da guitarra tocada ao contrário não transmite nada de significativo à melodia, pelo menos estando o ouvinte num estado de completa sobriedade. Felizmente, lá para o meio da música, tudo melhora e o tradicional som dos Pond regressa.

Este disco pode bem não ser um dos melhores da banda, longe disso, mas contudo, o colectivo demonstra ainda todas as suas boas características sonoras e melódicas. A estrutura musical nunca foi muito complexa, bem pelo contrário. Tudo começa de forma gradual, progredindo em crescendo com os murmúrios da voz de Isobela a conduzirem o ouvinte para um estado alucinogénico dormente até que tudo explode num drone de liberdade sonora, onde tudo é possível, e onde todos os sonhos são permitidos. E é isso que os Bardo Pond são, agora, como há 20 anos atrás. E que diabo, Cracker Wrist bem que pode entrar para a lista dos melhores temas dos Pond.

Ponto de escuta: Cracker Wrist
05 - Cracker Wrist by sonsmusica

Video: Dont Know About You


Quarta-feira, Janeiro 12, 2011

Imagens #34

Iain Macmillan Stewart, fotografo escocês que faleceu em 2006, tem como trabalho mais conhecido, a famosa capa do álbum dos Beatles, Abbey Road, em 1969. O convite para realizar a fotografia para a futura capa surgiu após Stewart ter conhecido e fotografado Yoko Ono em 1966. Stewart teve o privilégio de conviver de perto com o casal, tendo vivido inclusivamente na casa de Nova Iorque. Da amizade resultaram diversos trabalhos que retratavam a vida pessoal e profissional do casal. A imagem da capa do disco viria a tornar-se num Ícone incontornável, na só dos Beatles, bem como da industrial musical e do mundo da fotografia.

Terça-feira, Janeiro 11, 2011

História da música electrónica, concreta e experimental #18

Henry Cowell, parte 1


Henry Cowell é considerado, mesmo pelos seus detractores, como um dos maiores compositores do século XX. Poucos foram os criadores musicais que produziram um conjunto de obras tão radicais e tão normais, e, simultaneamente, tão penetrantes e abrangentes. A sua carreira ficou marcada pela produção maciça bem como por ter sido um dos maiores pedagogos musicais norte-americano.

Cowell nasceu a 11 de Março de 1897 na zona rural Menlo Park, na Califórnia, filho de dois escritores, sendo seu pai imigrante irlandês e a sua mãe natural do Iowa. Cowell demonstrou talento musical precoce e começou a tocar violino aos cinco anos de idade. Após o divórcio de seus pais em 1903, ele foi criado por sua mãe, Clarissa Dixon, autora das primeiras novelas feministas. Apesar do divórcio, Cowell manteve contacto com o seu pai, que lhe deu a conhecer a música irlandesa, que viria a ser um marco em toda a sua carreira.

Cowell foi um autodidacta, e na sua adolescência já compunha temas, normalmente com melodias repetitivas, como é o caso do tema Anger Dance. Mais tarde viria a ser admitido na Universidade da Califórnia através de convite do seu patrono Charles Seeger. Após dois anos em Berkeley, Cowell prosseguido estudos em Nova York, onde ele encontrou Leo Ornstein, o radicalmente "futurista" pianista e compositor. Ainda adolescente, Cowell escreveu a peça para piano Dynamic Motion, em 1916. De regresso à Califórnia, Cowell envolveu-se numa comunidade teosófica, Halcyon, liderado pelo poeta irlandês John Varian, que alimentaram o interesse Cowell na cultura folclórica irlandesa e mitologia. Em 1917, Cowell escreveu a música para a produção teatral de Varian The Building of Banba, que viria a ser a ser a sua composição mais conhecida.

No início dos anos 20, Cowell viajou amplamente na América do Norte e Europa, como pianista, tocando suas próprias obras experimentais, explorações seminais da tonalidade, politonalidade, polirritmia. Béla Bartók ficou impressionado com a técnica e mestria de Cowell, tendo-lhe pedido autorização para utilizar o seu método de tocar. Outra técnica inovadora, consistia em dedilhar as cordas do piano directamente, ao invés de tocar as teclas. Esta técnica de tocar piano viria a ser uma das principais influências para as composições de John Cage.

Em 1919, Cowell começou a escrever New Musical Resources, que viria a ser publicado após extensa revisão em 1930. Com foco na variedade de conceitos inovadores de rítmico e harmónico que ele usou nas suas composições, viria a ter um efeito poderoso sobre os compositores vanguardistas americanos. As suas experiências com variações rítmicas conduziram à invenção do Rhytmicon (de que falarei mais tarde), instrumento polifónico que viria a ser nos anos 60 amplamente utilizado pelo produtor Joe Meek. Até aos inícios dos anos 30, Cowell compôs dezenas de peças para piano, das quais se destacam Banshee.

No início dos anos 1930, Cowell começou a investigar os sistemas aleatórios, permitindo que os instrumentistas determinassem os elementos primários da composição. Uma de suas principais peças de câmara, o Mosaic Quartet (String Quartet No. 3) (1935), é classificada como uma colecção de cinco movimentos sem sequência predeterminada.


Ponto de escuta: The Banshee
105-henry cowell-the banshee (1925. 1957)-dps by sonsmusica

Domingo, Janeiro 09, 2011

Sons da Casa #06



Setlist:

Neil Young.Love and War.
Robert Wyatt.Laura.
Wovenhand.A Holy Measure.
The Black Angels.Bad Vibrations
Kayo Dot.Calonyction Girl.
Sic Alps.Trip Train.
Rangda.Fist Family.
Grails.Self Hypnosis.
Crippled Black Phoenix.Bostogne Blues.
Univers Zero.Soubresauts.

Sábado, Janeiro 08, 2011

Simon Werner a Disparu, novo volume da série SYR dos Sonic Youth

Simon Werner a Disparu é a nova edição, a nona, da série SYR dos norte-americanos Sonic Youth. Este novo disco é a banda sonora do filme françês com o mesmo nome e será editado em CD e em LP em Fevereiro, estando disponivel via digital no dia 25 deste mês no site Midheaven. A edição em formato CD contêm um tema extra, Theme D'Alice. O DVD do filme, que será lançado a 1 de Fevereiro, incluirá um CD extra com material não incluido na edição SYR.


Sexta-feira, Janeiro 07, 2011

Earth - Angels of Darkeness, Demons of Light 1

Dylan Carlson, mentor do projecto Earth, uma das bandas mais subestimadas, regressa em 2011 com um novo trabalho, Angels of Darkeness, Demons of Light 1. Aparentemente, este será o primeiro volume de uma série de novos discos a lançar por Carlson.

Após o lançamento do magnifico Bees Made Honey in the Lion’s Skull, muito boa gente questionava qual o caminho que os Earth iriam trilhar no futuro. Coisa rara nos dias que correm, Carlson optou neste novo disco explorar novas abordagens, mais minimalistas do que nos trabalhos anteriores, Hex, e Bess…, mas definitivamente menos seguros. A diferença mais assinalável entre Angels…, e Bees, é provavelmente a ausência de riffs que ficam na memória do ouvinte. Os novos temas, 5, quase todas com mais de 10 minutos de duração, apresentam uma coesão sonora, explorando uma ideia quase até à exaustão, onde a guitarra segue caminhos que se aproximam dos trilhos do avant-gard, e que nos permitem vaguear por uma paisagem sombria. As melodias evoluem de forma extremamente cuidada, evitando os “obrigatórios” riffs da praxe e repetições de secções melódicas.

Angels of Darkeness, Demons of Light 1 é um disco de difícil abordagem, onde o tradicional ouvinte de música rock não tem onde se “agarrar”. Mas analisando bem, os Earth nunca procuram o caminho mais fácil, apresentado sempre melodias complexas e cinemáticas que ilustravam na perfeição a paisagem sonora pretendida. Ora, é aqui que porventura reside o problema deste novo disco. Se nos anteriores trabalhos cada inflexão de emoções era bem vincada nos riffs de guitarra, neste Angels of Darkeness, tudo é mais subtil, não se denotando a diferença a melancolia e a virulência que por exemplo polvilham Bees Made Honey. Contudo, este é, aparentemente, o primeiro volume de uma saga, não sabendo que ideias tem Carlson em mente para o desenvolvimento desta história.

Em 2008, Bees Made Honey deu a conhecer a muito boa gente um projecto que era quase desconhecido e, apesar de aplaudido pela generalidade da crítica, permaneceu praticamente um objecto obscuro. Melhor sorte não auguro para Angels of Darkeness, Demons of Light 1, que apesar da sua qualidade intrínseca, não deverá despertar grandes amores na comunidade em geral. E é uma pena…

Ponto de escuta: Descent to the Zenith

03 - Descent to the Zenith by sonsmusica

Quinta-feira, Janeiro 06, 2011

Fade In apresenta O Lírio Quebrado de D.W.Griffith

Eis que surgem notícias sobre a primeira actividade da FADE IN - Associação de Acção Cultural em 2011.

"Desafiámos os ARTANE (braço musical da reputada companhia multidisciplinar PERSONA) a musicar um dos grandes clássicos dos filmes mudos, "O Lírio Quebrado" (1919) de D.W.Griffith. O resultado será agora apresentado ao vivo em quatro cidades: Coimbra, Torres Novas, Leiria e Torres Vedras.

Os filmes mudos nunca implicaram necessariamente o silêncio total absoluto. Desde sempre que o som esteve presente no cinema, mesmo no cinema mudo. A FADE IN – Associação de Acção Cultural, leva a cabo a produção de um ciclo de filmes-concerto itinerantes, incentivando músicos à criação de bandas sonoras originais para filmes mudos consagrados e/ou de culto. O primeiro desafio é o filme de D.W.Griffith “O LÍRIO QUEBRADO” de 1919, e o objectivo consiste na criação de uma obra única de cariz alternativo e individual, mas partilhável e comunicável, onde a imagem e o som se unem num só. Baseado no livro ‘Limehouse Nights’ de Thomas Burke, “O LÍRIO QUEBRADO” conta uma simples história de amor que termina de forma trágica e violenta, onde Griffith expõe a sua visão sobre um novo mundo, destituído de delicadeza e repleto de desumanidade. É um filme simples mas profundamente desarmante e dado a reflexões.

Para a interpretação musical desta obra melodramática, a FADE IN – Associação de Acção Cultural, desafiou o projecto ARTANE, braço musical da reputada companhia multidisciplinar PERSONA sediada em Santa Maria da Feira. Interiorizando uma visão quase teatral, tintada de azuis, amarelos e verdes, os ARTANE debitam a sua estranha e personalizada electrónica, recriando paisagens densas, invulgares e por vezes catárticas. Desse desiderato de fusão imagem/som os ARTANE remetem-nos para ritmos de respiração díspares, criando no espectador sensações que vão da acalmia à agitação, da brutalidade à contemplação. Uma abordagem diferente e fortemente personalizada para uma das possíveis interpretações diferenciadas do magnífico “O LÍRIO QUEBRADO”"

14 Janeiro
COIMBRA - TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE
Normal: € 8,00 Estudante e Sénior: € 6,00

15 Janeiro
TORRES NOVAS - TEATRO VIRGÍNIA
Geral: € 5,00

21 Janeiro
LEIRIA - TEATRO JOSÉ LÚCIO DA SILVA
Geral: € 5,00

29 Janeiro
TORRES VEDRAS - TEATRO-CINE
Geral: € 5,00

Quarta-feira, Janeiro 05, 2011

Cardápio de Janeiro

Dia 8 - Nurse With Wound - Teatro Maria Matos, Lisboa
Dia 15 - Phill Niblock; Gerd Stern; Katherine Liberovskaya - ZDB, Lisboa
Dia 20 - Japanther; Shellshag - ZDB, Lisboa
Dia 24 - Joana Newsom; Alasdair Roberts - Casa da Música, Porto
Dia 25 - Joana Newsom; Alasdair Roberts - Teatro Aveirense, Aveiro
Dia 26 - Joana Newsom; Alasdair Roberts - CCB, Lisboa; Yasmin Levy - Casa da Música, Porto
Dia 29 - The Young Gods - Hard Club, Porto
Dia 30 - OM, Gabriel Ferrandini - ZDB, Lisboa; The Young Gods - Santiago Alquimista,
Lisboa
Dia 31 - OM - Passos Manuel, Porto

Terça-feira, Janeiro 04, 2011

Melhores concertos de 2010

Não, não vou apresentar a lista de melhores concertos de 2010. Irei somente mencionar alguns, dos que assisti, que achei mais relevantes. Começo por destacar o concerto dos germânicos Faust, que pela primeira vez actuaram em solo português, onde revelaram toda a sua loucura e anarquismo, e que nos conduziram a uma viagem alucinante ao de todo o espectáculo. Podem ver video aqui e aqui.

Em tempos de crise, nem os espectáculos musicais escaparam da má conjuntura económica. Entre festivais cancelados, casos houve em que os promotores fugiram com o dinheiro, e redução de cartazes, aconteceu de tudo um pouco. Em Sines, o Festival de Músicas do Mundo o cartaz foi reduzido para metade, tendo sido cancelados os já habituais concertos de Porto Covo. Destaco os concertos dos Barbez, dos Tinariwen (podem ver video aqui), dos N'Diale - Jacky Molard Quartet & Founé Diarra Trio, dos Staff Benda Bilili e dos Wimme.

Ainda no que diz respeito a festivais, de louvar a primeira edição do Festival EntreMuralhas, em Leiria, onde a excelente equipa do Fade In organizou o primeiro festival dedicado à música gótica. Podem ver aqui o video dos Ataraxia

Segunda-feira, Janeiro 03, 2011

Lista de melhores discos de 2010

Esta lista dos discos que mais gostei de ouvir ao longo de 2010 é constituída com base na minha (fraca) memória, ou seja, daqui a 2 horas, provavelmente seria completamente diferente…

Kayo Dot – Coyote
Neil Young – Le Noise
Faust – Faust Is Last
Ali Farka Touré & Toumani Diabaté – Ali and Toumani
Wyatt Atzmon Stephen - For The Ghosts Within
Scout Niblett - The Calcination of Scout Niblett
Land Of Kush – Monogamy
Paus – É uma água
The Black Angels - Phosphene Dream
Linda Martini - Casa Ocupada