Terça-feira, Julho 21, 2009

Por esta não eu não esperava... os Deep Purple vão voltar a gravar...

Pois parece que é verdade... Os moços juntaram-se na cozinha a beber chá e decidiram gravar um disco... Passo a citar Ian Gillan, o vocalista da banda:
"I think we are ready to make another album. We’ve been talking about it for some time already. I think we’ll start to work on it next February."

"We go into the studio with absolutely nothing, no music or lyrics whatsoever. We sit in the kitchen, having some cup of tea, talk about families and football… Then we go into the room and play; six hours a day. After three days, some ideas begin to shape and we start to turn them into songs. To prepare the main lines takes about three weeks, to deal with lyrics, recording process and mixing also take two weeks. Since there have been many technological developments recently and we use them by recording the music in analog and mix it in digital to achieve the best result."

Ou seja, estão reunidos todos os ingredientes para correr bem...

Embryonic, o novo disco dos Flaming Lips, sai em Setembro

Os Flaming Lips encontram-se actualmente em digressão, e já tocam novos temas do próximo álbum, Embryonic, de seu nome. Lá para meados de Setembro, o disco verá a luz do dia. Entretanto, já é possivel ouvir dois novos temas, Silver Trembling Hands, e, Convinced of the Hex.

Ponto de escuta:
Silver Trembling Hands
Conviced of the Hex

Segunda-feira, Julho 20, 2009

A Lua...



Faz hoje 40 anos que o homem pisou a Lua pela primeira vez. Um pouco por todo o lado, celebra-se hoje tal facto, que marcou a história da humanidade. Tratou-se indiscutivelmente, do corolário da capacidade do ser humano de superar obstáculos e de realizar um dos seus desejos mais antigos. Esse pequeno astro sem vida sempre alimentou as fantasias e de a imaginação todos os que cruzaram a Terra. Da literatura ao cinema, dos contos populares à música, a Lua esteve sempre presente no acto criativo, servindo de fonte inspirativa a algumas das maiores obras. Na música, a Lua (e o seu lado obscuro…) têm uma presença marcante, transversal a todos os géneros, e, no dia em que o homem a pisou pela primeira vez, a música, contribuiu na celebração do acontecimento. Durante a emissão televisiva da BBC, os Pink Floyd foram tocando em directo, celebrando uma comunhão pouco usual, entre o feito humano, e a formação musical mais espacial. Em abono da verdade, os Floyd, foi a banda que melhor retratou o espaço e as viagens espaciais, e não, não me refiro ao Dark Side Of The Moon. Grande parte das composições dos Floyd nos anos 60, eram verdadeiras viagens sensoriais pelo espaço, tendo a capacidade de nos transportar para outros mundos. Nessa noite tocaram o tema “atmosférico” Moonhead, um tema inédito e, que não viria a ser editado.



Recentemente, David Gilmour escreveu um artigo para o jornal britânico Guardian, sobre a experiência de ter tocado nessa noite, em directo e, em simultâneo com a chegada do homem à Lua.

Quinta-feira, Julho 16, 2009

O terceiro disco da trilogia marítima de Fausto vai ser lançado em 2011

O terceiro, e último disco, da trilogia marítima de Fausto, verá a luz em 2011. A tão aguardada conclusão da obra, que teve inicio com Por Este Rio Acima, e, Crónica da Terra Ardente, em 1994, terá a sua conclusão em 2011. Ainda são poucos os pormenores, mas já em Março, Cristina Branco tinha afirmado que o cantor não tinha podido participar na gravação do seu disco por se encontrar a gravar o terceiro volume da trilogia. Durante a apresentação do programa do CCB para 2009/10, foi revelada a informação de que Fausto irá apresentar, num concerto único, sete novos temas, conjuntamente com sete músicas de cada um dos volumes anteriores.

Quarta-feira, Julho 15, 2009

FMM Sines '09, antevisão

O último dia do FMM inicia com o projecto português Melech Mechaya, no Centro de Artes. Na Av. da Praia actuam os Bibi Tanga & The Selenites, oriundos da República Centro Africana e de França. James Blood Ulmer, dos Estados Unidos América, abre a noite do castelo. Segue-se o projecto finlandes Alamaailman Vasarat. A encerrar a noite do castelo, actua o jaimaicano Lee ‘Scratch’ Perry. Para a despedida do festival, actuam na Av. da Praia, os franceses Speed Caravan.

Melech Mechaya

Com forte tempero cigano e árabe, o quinteto Melech Mechaya demonstra que o nosso país também merece figurar num mapa onde se destacam lugares como a Hungria, os Balcãs, Israel e Nova Iorque.



Melech Mechaya


Bibi Tanga & The Selenites

Nascido na República Centro-Africana, mas criado em França, o cantor e baixista Bibi Tanga é um artista onde convergem várias linhas das grandes tradições da música africana e afro-americana.



Bibi Tanga & The Selenites

James Blood Ulmer

Nascido em 1942, na Carolina do Sul, começa a carreira em bandas de R&B e funk. Já músico maduro, em Nova Iorque, toca com Ornette Coleman, cuja subversão da harmonia do jazz em favor da improvisação livre, atonal, influenciará a sua produção dos anos 70 e 80. Hoje, a sua música é mais estruturada e ganhou ascendência a tradição que o rock tem no seu instrumento.



James Blood Ulmer

Alamaailman Vasarat

Nascidos em 1997 a partir do núcleo de um grupo de rock progressivo, os Martelos do Submundo (é essa a tradução literal do seu nome) são um projecto essencialmente acústico, mas que fazem muito barulho. Há dois anos actuaram na Av. da Praia, tendo sido um dos pontos altos do festival desse ano. Voltam agora para tocar no castelo.



Alamaailman Vasarat

Lee ‘Scratch’ Perry

Lee ‘Scratch’ Perry teve um contributo para o desenvolvimento do reggae sem comparação com qualquer outra figura viva.



Lee ‘Scratch’ Perry

Speed Caravan

Speed Caravan é uma mescla maravilhosa de influências tradicionais argelinas, batidas electrónicas e a energia crua do rock.



Speed Caravan

Terça-feira, Julho 14, 2009

FMM Sines '09, antevisão

O dia de sexta feira tem inicio com Paulo Sous, que actuará no Centro de Artes. Pelo fim da tarde, na Av. da Praia, actuam os Njava, de Madagáscar. A noite do castelo tem inicio com a actuação dos Warsaw Village Band, da Polónia. De seguida apresenta-se Debashish Bhattacharya, da Índia. A fechar a noite no castelo, actua Cyro Baptista Beat the Donkey, projecto oriundo do Brasil e dos Estados Unidos da América. Novamente na Av. da Praia, é a vez do conjunto americano Chicha Libre tentar animar a audiência.

Paulo Sousa

Ao longo das últimas décadas, muitos músicos ocidentais têm aprofundado o interesse pela aprendizagem do sitar. Foi o que aconteceu com Paulo Sousa, que depois de, na década de 80, ter co-fundando, como guitarrista, a banda de pop-rock Esse Entente, tem vindo a construir um percurso como sitarista, aprendendo com grandes mestres da música clássica do Hindustão.



Paulo Sousa - Ragas and Voyages -Museu Oriente from Mário Pires on Vimeo.



Paulo Sousa

Njava

Formado por quatro irmãos e um primo, Njava reflecte toda a riqueza da música do país, do “salegy” do norte ao “tsapiky” do sul, passando pelo canto dos pastores Antandroy.



Njava

Warsaw Village Band

Eleito grupo revelação nos BBC Radio 3 World Music Awards 2003, o sexteto Warsaw Village Band é um fenómeno da folk internacional, produzindo música de dança baseada em instrumentos de cordas, tambores poderosos e uma forma peculiar do uso da voz, o “canto branco”, adaptado do grito que os pastores usavam para se chamar a longas distâncias.



Warsaw Village Band

Debashish Bhattacharya

Debashish transformou a “slide guitar”, criando versões adaptadas do instrumento que usa como veículo para improvisações de imaginação rara pela raga indiana.



Debashish Bhattacharya

Cyro Baptista Beat the Donkey

A viver nos EUA desde 1980, Cyro é um dos mais respeitados percussionistas do mundo, tendo já trabalhado com músicos tão diferentes quanto John Zorn, Daniel Barenboim e Snoop Dogg.



Cyro Baptista Beat the Donkey

Chicha Libre

“Chicha” era a bebida feita à base de milho que os Incas bebiam na América pré-colombiana. Foi também o nome do movimento musical nascido nos anos 1970, entre os índios da Amazónia peruana, que misturava o som das cumbias colombianas com melodias andinas, “son” cubano, sonoridades psicadélicas de guitarras do surf rock e órgãos e sintetizadores baratos.



Chicha Libre

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #14

Young e os seus The Squires, mudaram-se para Toronto, numa tentativa de alcançar outros públicos e de mostrarem as suas potencialidades a possíveis agentes. Num meio competitivo como o que existia em Toronto, a vida não era fácil, principalmente em termos económicos. Os membros da banda alojaram-se em casa do pai de Young, tendo permitido uma longa estadia na cidade, e assim tentarem a sua sorte. Essa sorte não tardaria a surgir. Martin Onrot, um empresário local, geria a carreira de diversos artistas, nomeadamente, a de Bill Cosby, interessou-se pelas qualidades da banda de Young, tendo aberto algumas portas, que de outra forma, dificilmente se abririam. As orientações e conselhos de Martin, viriam a revelar-se fundamentais para a progressão artística da banda. Uma das primeiras mudanças sugeridas por Martin, foi a alteração do nome da formação, uma vez que já existia uma outra banda com um nome semelhante, de Canadian Squires, e que, recentemente, tinha editado um single. Young e os seus companheiros optaram então pelo nome Four To Go.

A diversidade musical e cultural de Toronto deixava Young abismado. Beatnicks, músicos, actores e proto hippies partilhavam as suas vidas em cafés em bares. O verão de 65 foi provavelmente um dos melhores para a indústria da música pop. Os Byrds subiram ao número um das tabelas de vendas, com a sua versão de Mr. Tambourine Man de Bob Dylan. Sonny & Cher, lançaram I Got You Babe, e os Turtles, editaram mais uma versão de uma música de Dylan, It Ain’t Me Babe. Em face da obtenção de tantos sucessos com as suas músicas, o próprio Dylan, inflectiu o seu estilo, e lançou-se no mundo da folk rock com Like a Rolling Stone, com as consequências que todos conhecem. Do outro lado do atlântico, os Beatles acabavam de lançar Help!, o melhor registo da banda até esse momento, e os Rolling Stones encantavam os jovens com a provocatória canção, (I Can’t Get No) Satisfaction.

No entanto, a vida para Young não corria de feição. Os membros da banda entravam e saiam, sem nunca permanecerem muito tempo. Young continuava a explorar as potencialidades do folk rock, não abdicando dos seus desejos, mesmo se nessa época, em Toronto, essa música não fosse bem aceite pelos puristas da folk, nem pelos entusiastas do rock. O dinheiro ia escasseando, e até ao momento, os Four To Go, ainda não tinham conseguido dar um único concerto. Neil tinha dificuldades em pagar o empréstimo que o seu pai lhe tinha dado. Devido à falta de dinheiro, Young viu-se obrigado a trabalhar durante o dia num café, e à noite encontrava-se com os companheiros para os ensaios. A visão do que queria tocar era cada vez mais dispare da ideia dos outros membros, e isso, deixava-o frustrado. Passado pouco tempo entrou em depressão, refugiando-se novamente em casa do seu pai, onde dormia 18 horas por dia. Em pouco tempo, perdeu o trabalho e a banda.

FMM Sines '09, antevisão

Por motivo de doença, o músico argentino Ramiro Musotto teve de cancelar a sua digressão de Verão, não podendo actuar na noite de 23 de Julho, na Avenida Vasco da Gama, como estava anunciado. Assim sendo, a organização do festival anuncia que Damily, a mais importante figura do “Tsapiky”, do Madagáscar, irá substituir o concerto De ramiro Musotto.

Domingo, Julho 12, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na quinta feira, dia 23, no Centro de Artes de Sines, actua o grupo português, Assobio. Na Av. da Praia, pelo fim da tarde, actua o duo Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa, oriundos da Galiza e Guiné Bissau. A primeira banda a actuar no Castelo é a formação chinesa Hanggai. Logo depois segue-se Chucho Valdés Big Band, de Cuba. Os Kasaï Allstars, do Congo, fecham a noite do Castelo. Na Av. da Praia, realiza-se o último concerto da noite com Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka, originais do Brasil e da Argentina.

Assobio

Oriundos da Beira Alta, os Assobio são o projecto nacional mais arrojado no campo da música de raiz tradicional.

Assobio

Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa

Manecas Costa, guitarrista, cantor e compositor guineense radicado em Portugal, é um dos mais activos nestas incursões pelo noroeste da península. O galego Fran Pérez (Narf), cantautor de horizontes abertos com experiência em trabalho com música africana, particularmente em Moçambique, onde colaborou, por exemplo, com o grupo Timbila Muzimba e o poeta José Craveirinha, junta-se a Manecas Costa para este concerto em Sines.



Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa


Hanggai

Liderado por Ilchi, antigo punk, o grupo Hanggai recupera para o presente a música tradicional da região chinesa da Mongólia Interior.



Hanggai


Chucho Valdés Big Band

Chucho Valdés é filho de Bebo Valdés, um dos mais destacados artistas cubanos do século XX, Chucho Valdés não é menos importante na história da música de Cuba das últimas décadas, com mais de 50 discos gravados e cinco Grammys conquistados.



Chucho Valdés Big Band

Kasaï Allstars

Reunindo 13 músicos de várias etnias da região congolesa do Kasaï, convivem neste super-grupo guitarras eléctricas, likembés electrificados, balafons, vozes, muita percussão e dançarinos que tomam o palco em espectaculares fatos e pinturas tradicionais. Estiveram para actuar nas últimas duas edicções do festival, mas devido a problemas com os vistos de entrada numa Europa cada vez mais fechada sobre si mesma, não permitiu a realização de vários concertos no velho continente.



Kasaï Allstars

Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka

Percussionista versátil, mestre do berimbau, programador electrónico e produtor musical, o argentino Ramiro Musotto é brasileiro de coração e criação. Ramiro cruza música baiana, músicas da América Latina e electrónica num espectáculo onde a percussão é rainha e a electrónica acrescenta ao ritmo um colorido espectral de ambientes e dimensões.



Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka

Sexta-feira, Julho 10, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na quarta feira, tem inicio a "festa" no castelo. Pelo fim da tarde, actua o artista chinês Mamer. No Castelo, os portugueses Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa, abrem as hostilidades. Segue-se Janita Salomé e logo de seguida os Uxía, da Galiza. A noite do Castelo termina com Acetre, da Estremadura espanhola. Para finalizar a noite, os L’Enfance Rouge, actua o projecto franco/ italiano/ tunisino.

Mamer

Mamer vem do interior profundo da China, de um território de grandes estepes povoadas de cavalos, pastores e uma espiritualidade que se vai perdendo na nova China.



Mamer

Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa

Desde o jazz à música tradicional portuguesa, Trilhos realiza uma alquimia que transforma o modo como ouvimos a guitarra.

Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa

Janita Salomé

Janita Salomé dispensa apresentações, sendo um dos artistas maiores do nosso pais...



Janita Salomé

Uxia

Uxía, é uma das maiores cantoras ibéricas, tendo uma forte ligação a Portugal e a Cabo Verde.



Uxia

Acetre

Originário de Olivença, o grupo Acetre é um exemplo de como a música deve servir mais para unir do que para separar.



Acetre

L’Enfance Rouge

Entre o porto siciliano de Trapani e o porto tunisino de Halq al Waady, o Mediterrâneo é um mar estreito, quase pede licença para passar.Considerados por Thurston Moore, como uma das melhores bandas da actualidade, os L’Enfance Rouge apresentam um estilo musical entre o rock progressivo, sobretudo na linha do noise, e a música árabe tradicional.



L’Enfance Rouge

Neil Young - A Estrela do Norte #13

Na escola beneditina, Stills, aprendeu o canto gregoriano, tendo chegado a ser segundo tenor no coro da escola. Mas a sua itinerância não se ficaria por ai. Já na Florida, Stills apaixonou-se pelos blues e pelo folk urbano, um ponto de contacto com Young. Na escola, fez parte de várias bandas, inicialmente como baterista nos Radars. Mais tarde, tocou guitarra nos Continentals, de que era membro Don Felder, que viria mais tarde a fazer parte dos Eagles. Após uma breve passagem pelo Panamá, Stills, tentou entrar na universidade, mas sem sucesso, o que o levou a tentar uma carreira no meio musical. Em 63, instalou-se em Nova Orleães, onde conheceu Chris Sarns, que mais tarde viria a ser road manager dos Buffalo Springfield. No ano seguinte, Stills e Sarns mudaram-se para Nova Iorque, para o bairro Greenwich Village. Stills, formou um trio, juntamente com Peter Thorkelson e John Hopkins, mas não durou muito tempo. As dificuldades económicas eram muitas e as receitas mal davam para cobrir as despesas. Stills viu-se obrigado a aceitar vários trabalhos, mas com pagamento certo. Em 65, juntou-se aos Company e partiu em digressão pelo Canadá.

Na semana em Stills e Young se conheceram, os The Byrds lançaram uma versão do conhecido tema de Bob Dylan, “Tambourine Man”, e que viria a ser um fenómeno de vendas, tenda a imprensa especializada a baptizar este o estilo de folk rock. Desde a audição de “A Hard Day’s Night” dos Beattles, Stills alimentava o desejo de fundir o folk com rock oriundo das ilhas britânicas, e agora, sabia que isso podia ser concretizado. Em Fort Williams, Stills e Young tiveram a oportunidade de trocar a ideias sobre diversos aspectos musicais. Young gostava particularmente da voz e do som da guitarra ritmo de Stills e, por sua vez, este apreciou o facto de, como viria mais tarde a afirmar, de Young estar uns passos à frente de toda a gente ao praticar o folk rock, da forma que ele próprio ambicionava tocar. Stills encontrava-se descontente com a sua banda e ambicionava tocar com Young. No entanto, devido ao contrato que tinha com os Company e ao facto de se encontrar num pais estrangeiro e sem licença de trabalho, viu-se obrigado a adiar esse desejo. De regresso a Nova Iorque após a digressão pelo Canadá, Stills começou a organizar uma pequena digressão dos The Squiers de Young pelos Estados Unidos, juntando-se assim à formação.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na segunda feira, dia 20, o festival muda-se para Sines, mais concretamente, para o Centro de Artes de Sines. Mor Karbasi, de Israel, e, Portico Quartet, do Reino Unido.

Mor Karbasi

Mor Karbasi é a nova estrela das vozes femininas do mundo judaico. Com apenas 20 anos, a cantora israelita radicada no Reino Unido seduz o espectador com o seu desempenho vocal e com a riqueza das suas canções em hebraico, castelhano e Ladino, a língua extinta dos judeus da Península Ibérica. A fonte de inspiração é a música dos judeus sefarditas, cabendo no seu repertório temas tradicionais do séc. XV e novas canções baseadas no Ladino compostas por si.



Mor Karbasi

Portico Quartet

Os Portico Quartet foram nomeados para o Mercury Prize e o disco “Knee-Deep In The North Sea” foi considerado o melhor álbum de jazz, “world music” e folk pela revista Time Out, em 2008. As suas influências são oriundas sobretudo no jazz, mas também no rock, no minimalismo e em várias matrizes tradicionais do mundo. Formado em 2005, o grupo foi descoberto a tocar na rua frente ao National Theatre de Londres pelo clube The Vortex, que criou uma etiqueta discográfica só para lançar a sua música.



Portico Quartet

No dia seguinte, e ainda no Centro de Artes, actuam Corneliu Stroe & Aromanian Ethno Band, da Roménia,e, Carmen Souza, de Portugal/Cabo Verde.

Corneliu Stroe & Aromanian Ethno Band

O estilo da banda é uma fusão entre a música tradicional romena e os elementos modernos do rock e do jazz, pigmentados com sonoridades de música grega e balcânica. É precisamente o folclore arcaico aromeno que está em destaque na música da Aromanian Ethno Band.

Carmen Souza

Carmen Souza, nasceu em Portugal, sendo filha de pais cabo-verdianos. Os vários géneros cabo-verdianos, o gospel e a soul são fontes de inspiração, mas Carmen encontra sobretudo no jazz a principal linha do seu trabalho.



Carmen Souza

Kraftwerk no programa da BBC 2 Culture Show

Os Kraftwerk sempre gostaram de mostrar uma imagem de mistério e fria de si próprios. Recentemente, durante o festival Manchester 2009, o programa da BBC 2, Culture Show, fez uma entrevista, no mínimo diferente, a Ralph Hütter, o único membro fundador que permanece na banda.


Hope Sandoval e os Mazzy Star vão editar novos discos


Hope Sandoval vai lançar o segundo álbum a solo, de seu nome Through The Devil Softly, a 15 de Setembro. Este nome pode dizer pouco a muito boa gente, mas se referir essa senhora era a voz dos MazzY Star, já o caso, seguramente muda de figura. Em tempos idos, durante as minhas deambulações alentejanas, ouvia os Mazzy Star diariamente, de forma quase religiosa, nas noites intermináveis. E já agora, segundo consta, o novo disco dos Mazzy Star, está quase pronto. É verdade, e volta a juntar Hope Sandoval e David Roback juntaram-se para gravar o quarto trabalho da formação.


Ponto de escuta: Blanchard

Quarta-feira, Julho 08, 2009

FMM Sines '09, antevisão

A terceira, e última noite do FMM de Sines em Porto Covo, fica marcada pelas actuações de Wyza, de Angola; de Orquesta Típica Fernández Fierro, da Argentina; e Daara J Family, do Senegal

Wyza

Wyza traz para os nossos dias a riqueza ancestral do “kilapanga”, o estilo musical do povo de que é originário, os Bakongo. “Bakongo”, editado em 2007, é o primeiro disco de Wyza, e anda em torno do “kilapanga” e da pop mais sofisticada, é um dos trabalhos mais interessantes oriundo de um pais africano de língua portuguesa.



Wyza

Orquesta Típica Fernández Fierro

A Orquesta Típica Fernández Fierro é hoje um caso único de popularidade da música argentina. Criada em 2001 por um grupo de estudantes de Buenos Aires, recupera a tradição das grandes orquestras de tango dos anos 50, fazendo arranjos de velhos temas, criando novos, e mantendo-se fiel a um som integralmente acústico, com quatro bandoneons, três violinos, uma viola, um violoncelo, um contrabaixo, um piano e a voz de Walter “Chino” Laborde.



Orquesta Típica Fernández Fierro

Daara J Family

Tal como o gospel ou os blues, também o rap teve origem em África antes de desenvolver como o género que conhecemos nos EUA. As raízes remontam ao “tasso”, uma velha forma de poesia ritmada que os povos do Senegal usavam para falar dos dramas e dos anseios que atravessavam a sua vida.



Daara J Family

Terça-feira, Julho 07, 2009

Elfin Saddle - Ringing For The Begin Again

Elfin Saddle resulta de uma estranha combinação de um canadiano, Jordan McKenzi e, de uma pequena japonesa, Emi Honda, sendo ambos artistas plásticos. O seu universo criativo é povoado por espíritos, deuses e outras criaturas oriundas das suas imaginações. Como artistas plásticos, têm recebido os mais diversos elogios pelas suas complexas instalações que envolvem motores, órgãos, comida entre outras coisas. Recentemente envolveram-se no meio musical, como forma de expressar a sua criatividade. O mundo musical não é de todo estranho a este duo, pois, já escrevem músicas há algum tempo, tendo inclusive um disco gravado, Gigantic Mother/ Wounded Child.

Coloca-se contudo a inevitável questão de se estes dois artistas plásticos conseguem transpor a sua criatividade para a música. A música em si reflecte um apurado sentido de criatividade, sendo deveras interessante ouvir este trabalho de fio a pavio. Mas… existe sempre um mas, depois da audição existirá uma real urgência de o voltar ouvir. Confesso que não senti essa urgência. É verdade que estamos perante um disco que apresenta uma sonoridade agradável e com alguns apontamentos que nos conduzem para mundos surreais, não deixando de se notar o estilo de mistura da editora Constellation. No entanto, e estranhamente, a música não perdura na mente, e as letras não são o ponto forte deste duo. Em termos técnicos tudo é perfeito, até porque os músicos são de excelência, mas isso não significa que realizem uma obra que nos cative e nos inspire desde a primeira audição. Não entrarei na velha questão (e que já tenho visto em diversos artigos sobre esta banda), se este disco é ou não uma obra de arte. Isso seria absurdo e de pretensão de que da qual me excluo. O fundamental, como em tudo, é o que se pode usufruir da obra, e cada ouvinte retirará sensações e emoções diferentes. Apesar de todos estas considerações, este é um disco que deverá ser ouvido com muito atenção, porque ele é banhado de muitos (e bons) pormenores, por vezes de uma riqueza e de uma subtileza que poderá passar desapercebida a uma audição mais desatenta.


Ponto de escuta: Temple Daughter

Myspace: Elfin Saddle
Página oficial: Elfin Saddle

Segunda-feira, Julho 06, 2009

FMM Sines '09, antevisão

No segundo dia do festival, ainda em Porto Covo, Victor Démé, do Burkina Faso; os The Ukranians, da Inglaterra e, Dele Sosimi Afrobeat Orchestra, da Nigéria, farão seguramente a festa.

Victor Démé

Victor Démé, oriundo do Burkina Faso, o cantautor que neste momento melhor o representa no circuito das músicas do mundo. Em 2008, um conjunto de felizes encontros permitiu que, a editora Chapa Blues Records, gravasse, aos 46 anos, o seu disco de estreia, “Victor Demé”. Victor dá voz a baladas onde cruza a tradição mandinga com influências latinas com um travo dos grandes trovadores folk.



Victor Démé

The Ukrainians

The Ukrainians, são um dos melhores representantes da fusão entre a folk e a música (pós-)punk com origem no Reino Unido. A música dos The Ukrainians é uma amalgama de estilos onde pautam canções ucranianas e êxitos pop dos T.Rex, The Sex Pistols, The Smiths, The Velvet Underground, entre outros.



The Ukranians

Dele Sosimi Afrobeat Orchestra

Dele Sosimi teclista dos Egypt 80 a partir de 1979,juntamente com Femi Kuti, tomou as rédeas do grupo quando Fela foi preso pelas suas posições políticas em 1984/85. Em 1995, foi viver para Londres e começou finalmente a trabalhar numa carreira em que já é totalmente seu o controlo criativo, tendo gravado dois discos. No ano passado tocou em Portugal no Festival do Mar.



Dele Sosimi Afrobeat Orchestra

Neil Young - A Estrela do Norte #12

Em palco, Young seguia uma linha mais R&B, influenciado pelos Rolling Stones e pelos Kinks. O reportório era agora mais alargado e, contava como novos temas de autoria de Young como, “Find Another Soulder” e Hello Lonely Women”. Em Fort William, os The Squires tiveram uma oportunidade de gravar um novo disco para a estação de rádio local, CJLY. Tocaram “I Wonder”, com um novo arranjo, e dois novos temas de Young, “I’Il Love You Forever” e Together Alone”. Estes temas foram mais tarde apresentados à editora Capitol Records mas sem sucesso, não tendo conseguido assinar contrato.

No final do desse ano, os The Squires regressaram a Winnipeg e, apessar do relativo sucesso e dos razoáveis rendimentos obtidos, o lyne up da banda sofreu diversas alterações. O guitarrista Doug Campbell, dos Dimensions juntou-se à formação e, diversos bateristas entraram e saíram. Pelo meio, conseguiram mais uma oportunidade de realizar mais uma sessão de gravação. “I Wonder”, numa nova versão, fez parte dos temas gravados, bem como, “I’m a Man and I Can’t Cry”.

Young sabia que teria de sair do circuito fechado de Winnipeg para poder evoluir e prosseguir a sua carreira. Em Maio de 65, os The Squires voltaram a Fort William. Nessa estadia, Young viria a conhecer Stephen Stills.

Stephen Stills

Stills nasceu a 3 de Janeiro do ano de 1945 em Houstan, no Texas, sendo somente 10 meses mais velho que Young. Contudo, a sua carreira e experiência musical era já enorme. A sua infância e juventude foi passada na estrada, de cidade em cidade, tendo vivido com os seus pais no Panamá e na Costa Rica, o que lhe permitiu assimilar diferentes raízes musicais, tendo apreendido a tocar diversos instrumentos. Os seus pais, numa tentativa de controlar o seu espírito rebelde e autónomo, enviaram-no para uma academia militar. Essa nova experiência foi do agrado de Stills, cuja obsessão pelo controle e autoridade era já evidente, tendo chegado a condutor da banda da academia. A sua personalidade levava-o a fazer e a perder vários amigos, um pouco como Young. No entanto, a estadia na academia militar não durou muito. Os seus pais, na sua vida errática, e numa perspectiva de constante desafio, enviaram-no para um mosteiro beneditino, para lhe permitir a obtenção de uma formação espiritual.

FMM Sines '09, antevisão

Já falta pouco para o arranque de mais uma edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Nos próximos dias irei dar destaque às diversas bandas que irão passar pelos vários palcos daquel que é considerado o melhor festival de músicas do mundo em Portugal.
O'Questrada
Os O’Questrada, oriundos de Portugal, trazem até nós uma música alegre e cantam em português, crioulo, espanhol, francês e inglês, num palco transformado em tasca imaginária, onde as desgarradas são constantes e o teatro acompanha a música.





O'questrada

Rupa & The April Fishes

Nascida na Califórnia, filha de pais indianos, foi durante a adolescência passada em França que a cantautora Rupa Marya descobriu que a cor da sua pele não era neutra: confundiam-na com os árabes e os ciganos e isso tinha um preço. Cantando em inglês, francês, espanhol e hindi, buscando referências na canção francesa, no tango, na música cigana e na folk americana, entre outros géneros, Rupa faz do mundo inteiro o seu território estético.




Rupa & The April Fishes

Circo Abusivo

Com sede espiritual em Valtelatija, destino de antigas migrações ciganas entre os lagos e montanhas dos Alpes italianos, o grupo Circo Abusivo cumpre desde 2001 a missão a que se propôs: fazer a festa, mas não uma festa qualquer, fazer a festa total. Música cigana dos Balcãs, klezmer, polka, samba, tarantella, surf-rock, mazurka, jingles publicitários, genéricos televisivos, enfim, todas as músicas capazes de dar o seu contributo para uma grande celebração da vida.




Circo Abusivo

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Festival Mestiço, na Casa da Música


É já amanhã que tem inicio o Festival Mestiço na Casa da Música, no Porto.


Programa:

2 de Julho: 22.00 horas
Nána Vasconcelos e Virgínia Rodrigues
J.P. Simões

3 de Julho: 22.30 horas
Babylon Circus
Orquestra Imperial

4 de Julho: 22.30 horas
Natiruts
Comunidade Nin-Jitsu
Lei Di Dai

5 de Julho: 22.00 horas
Konono nº1
Bruno_M
Batida

Videos 061 - Iggy Pop - King Of The Dogs

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Beirut ao vivo no Music Hall of Williamsburg


Watch the full concert at baeblemusic.com

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Festas do Almonda, 2009

As Festas do Almonda irá decorrer entre os dias 3 e 12 de Julho, em Torres Novas. O festival realiza-se no Jardim das Rosas, perto do rio Almonda e este ano, mais uma vez, contará com um excelente cartaz. Os congoleses Konono nº1 serão os cabeças de cartaz deste ano.

Sexta, dia 3: Konono nº1; Pontos Negros
Sábado, dia 4: Falsa Escuadra; Tucanas
Domingo, dia 5: Musafir; Commedia A La Carte
Segunda, dia 6: Orquestra Imperial ; Lula Pena
Terça, dia 7: Caravan Palace; Bunnyranch
Quarta, dia 8: Paulo de Carvalho; Cacique 97
Quinta, dia 9: Danças Ocultas; Municipale Balcânica
Sexta, dia 10: João Gil, Shout e Tito Paris; X-Wife e Big Boss Band
Sábado, dia 11: Orquesta Típica Fernández Fierro; Diabo a Sete
Domingo, dia 12: Tereza Salgueiro e Lusitânia Ensemble

Terça-feira, Junho 16, 2009

Discografia Imprescendível 018 - 35007 - Liquid (2002)

Os 35007 têm no minimo, um nome enigmático. Se virarmos os caracteres ao contrário, pode-se ler a palavra “loose”, ou não. Só muito recentemente conheci esta banda holandesa e, confesso que fiquei bastante surpreendido pelo som produzido por esta formação, nomeadamente dos seus dois últimos trabalhos. Encontrar informações biográficas desta banda não é propriamente fácil, pois segundo se consta, eles são uns “bichos raros” que raramente dão concertos e gravam pouco material. O seu disco de estreia, “Especially for You”, de 1994 e o seu sucessor, “35007”, de 1997, continham algumas vocalizações, fundidas numa música predominantemente instrumental de cariz ambiente trance-groove com um stoner rock bastante pesado.

Em 2002 é editado o terceira longa duração, “Liquid”, porventura o disco mais coeso do grupo que resulta do esforço colectivo de realizar um álbum conceptual. “Liquid” contem somente quatro músicas, interligadas entre si com o intuito de ilustrar o estado fluido e liquido numa forma musical. O resultado é uma extraordinária viagem (diria cinemática) que trespassa todo o álbum. O disco começa com o que é muito provavelmente o melhor tema da banda, “Tsunami”, uma peça de 11 minutos que tem inicio nas profundezas do oceano, com crescendo lento dos sintetizadores, sobe gradualmente até à superfície onde explode com uns riffs de guitarra stoner rock, como as ondas a baterem na praia e, logo de seguida, desvanece, submergindo novamente para as profundezas. “Crystalline” e “Evaporate”, seguem o mesmo caminho, com a rotação rítmica da guitarra baixo a fazer lembrar as paisagens mais psicadélicas. Mas o aspecto mais importante destes dois temas é a continuidade da sensação de fluidez, alternando momentos de tenção com momentos de um certo relaxamento, com o intuito de conduzir para o último tema, o mais longo do disco, “Voyage Automatique”, com os seus 14 minutos de duração. É neste tema que os 35007 explanam da melhor forma o conceito fluidez, num arranjo hipnótico mas sedutivo, onde a metáfora líquido funciona na perfeição.

Ponto de escuta:
Voyage Automatique




Video: Tsunami


Segunda-feira, Junho 15, 2009

Industrial, em livro

A música, dita, industrial, atraiu desde muito cedo a minha atenção, muito por culpa de bandas como os Einstürzende Neubauten ou os Cabaret Voltaire. A editora Camion Blanc lançou recentemente o primeiro volume de um livro dedicado à música industrial. Este conceito musical forjou bandas como os Throbbing Gristle, nos anos 70, tendo dado origem a uma miríade de novas formações nasceram, cativadas pela ideia da experimentação. O resultado, foi um número quase infindável de estilos e de universos que reclamam ter como fase o “industrial”, mas que por vezes são antagónicos entre si. O primeiro volume desta série, relata, exaustivamente nas suas 656 páginas, os percursos de bandas como os Cabaret Voltaire, SPK, Lustmord, Clock DVA, Einstürzende Neubauten, Test Dept, Laibach, Whitehouse e Body Rice.

Domingo, Junho 14, 2009

Novo disco do Efterklang em Outubro

Os Efterklang anunciaram que vão editar no dia 19 de Outubro um CD/DVD, gravado com a The Danish National Chamber Orchestra, em Copenhaga no passado mês de Setembro. Para além dos 55 minutos o DVD conta ainda com alguns extras, como os já tradicionais behind-the-scenes, apresentando ainda todos os videos realizados para as canções do albúm Parades. Para assinalar a edição do Perfoming Parades, os Efterklang irão fazer uma re-criação do disco no Barbican Hall, em Londres, juntamente com a The Britten Sinfonia.

Dois novos temas dos canadianos Clues

Os canadianos Clues que recentemente editaram o seu primeiro disco, andam em digressão pelo continente americano e, têm aproveitado para rodar novo material. Aqui ficam dois novos temas gravados durante um concerto em Los Angels.



Sábado, Junho 13, 2009

Videos 060 - Son Lux - Stay

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Gouveia Art Rock 2009 em imagens e sons


Premiata Forneria Marconi
A fotografia é de minha autoria, todos os direitos reservados

Terça-feira, Junho 09, 2009

The Curious Mystery - Rotting Slowly

Os The Curious Mystery, é uma nova banda de Seattle, que segue as pisadas dos Black Moutains, mas cujo som é, mais psicadélico e sujo, resultando numa cacofonia que mistura o som de garagem com o estilo country bem regado de uns quantos ácidos. Não tenho muito mais para dizer desta formação, pois pouco conheço deles. Posso no entanto dizer-vos que este é o disco de estreia e, contem um bom para de boas músicas, muito boas na verdade. O disco apresenta uma coerência impressionante, onde somente dois temas fogem à regra, resultado de um momento de menor inspiração. E, acima de tudo, Shana Cleveland tem uma daquelas vozes sensuais que faz levantar todos os pelos do corpo…
Ponto de escuta:

Nicaragua

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Neil Young Archives, vol.1, ao que parece não traz tudo

O tão aguardado lançamento do Neil Young Archives Vol.1, previsto para este mês, está a provocar alguma discução na imprensa escrita bem como na internet. Ao contrário do que tem sido anunciado, esta edição dos arquivos de Young, ainda não contempla toda a obra do músico canadiano. Alguns temas não fazem parte desta colectânea, e outras, são versões não editadas antes, que diga-se de passagem, não é má ideia. Em baixo fica uma lista de temas que não fazem parte desta nova edição:

Neil Young, a solo:
"The Emperor Of Wyoming" (não incluido no Archives)
"If I Could Have Her Tonight" (não incluido no Archives)
"String Quartet From Whiskey Boot Hill" (não incluido no Archives)
"I've Been Waiting For You" (Archives contem uma mistura anterior, nunca antes editada)
"Here We Are In The Years" (Archives contem a segunda versão)
"What Did You Do To My Life" (Archives contem uma mistura anterior, nunca antes editada)

De Everybody Knows This Is Nowhere:
"The Losing End (When You're On)" (não incluido no Archives)

De After the Goldrush:
"Oh Lonesome Me" (Archives contem uma mistura anterior, nunca antes editada)
"Don't Let It Bring You Down" (Archives contem a primeira versão editada)
"Birds" (Archives contem versão mono de 45rpm, e uma versão mais antiga)
"When You Dance, I Can Really Love" (Archives contem a primeira versão editada)

De Harvest:
"Out On The Weekend" (não incluido no Archives)
"There's A World" (não incluido no Archives)
"A Man Needs A Maid" (Archives contem uma mistura anterior, nunca antes editada)
"Words (Between The Lines Of Age)" (Archives contem Journey Through the Past version)

Gouveia Art Rock 2009 em imagens e sons




Kouenji Hyakkei - Rattims Friezz


Video autoria POSEIDONpro
Fotografia de minha autoria, todos os direitos reservados

Neil Young - A Estrela do Norte #11

A música folk e a pop, nomadamente, a brit-pop, eram por natureza estilos distintos, e isso era notório nas estações de rádio que, dedicavam a sua programação musical quase exclusivamente a um dos estilos. Contudo, novos territórios começavam a ser explorados, e uma nova folk comercial despontava e ganhava adeptos. Bandas como, Peter, Paul & Mary e New Christy Minstrels, tocavam novas versões de temas de Bob Dylan, como, “Blowin’ in the Wind”; “Don’t Think Twice” e It’s All Right”. Algumas pessoas ligadas ao meio musical aperceberam-se que existia um território por explorar, entre Bob Dylan e os Beatles. Na costa oeste, os Byrds começavam a ocupar esse “território”, lançando as fundações do que viria a ser conhecido como “folk rock”.

Como qualquer banda de covers, os The Squires, abraçavam todos os géneros musicais que estivessem mais berra, tocando temas pop, folk e R&B. Numa actuação na estação de rádio CKRC, a banda apresentou dois novos temas escritos por Young, “I Wonder’”, muito influenciada pelos Beatles, cuja melodia será mais tarde usada em “No Tears”, e, “Ain’t It The Thruth”, cuja influência vem directamente dos blues, ficou no esquecimento durante vinte anos, tendo Young revisitado novamente esse tema. A banda não esqueceu as suas origens, a influência dos Shadows ainda se fazia notar com o tema “Mustang”. Neil, continuava a compor e gravar temas sozinho durante este período, músicas com títulos como: “Cleopatra”, “Be My Girl”, “No” e “High School Playboy”. Young continuava na escola, mas os resultados não eram bons, mostrando um certo aborrecimento pelas actividades escolares. A indolência com que Young encarava a escola, levou o director da escola a aconselhar Neil de que deveria seguir a carreira musical, algo que Young via com bons olhos. Neil tornar-se músico a tempo inteiro.

Os seus sonhos começavam agora a tornar-se realidade e, podia finalmente sair de Winnipeg. Ken Smith e Allan Bates, não puderam seguir nesse desígnio. Ken Koblum e Young recrutaram novos membros, Jeff Wuckert, viria a ser o pianista de serviço e, o baterista Bill Edmunson. Wuckert permaneceu pouco tempo na banda, pois seus pais não permitiram que anda-se em digressão. Os restantes membros partiram para Fort William, onde asseguraram um contrato com o Flamingo Club.

Sábado, Junho 06, 2009

Baby Dee ontem no Fade In

Baby Dee ao vivo no âmbito do Fade In, em Leiria



Quinta-feira, Junho 04, 2009

Novo disco dos Yo La Tengo sai em Setembro

Os Yo La Tengo anunciaram hoje que irão editar em Setembro um novo trabalho, um disco duplo, de seu nome, Popular Songs. Periodically Double or Triple é o primeiro tema que se pode ouvir.

Ponto de esuta:


Periodically Double or Triple

Página oficial Yo La Tengo
Mysapace: Yo La Tengo

World Music Festival LX'09

Chega o verão e os festivais dedicados às músicas ditas do mundo multiplicam-se um pouco por todo lado. Os promotores vêm este tipo de música como um bom filão a explorar, vamos ver até quando. Por enquanto o público agradece. O novo World Music Festival LX’09 (até tem nome em inglês), surge após o fim de dois outros que se realizavam na capital, o África Festival e o Multimúsicas. Este novo festival, na verdade, mini, realiza-se na livraria Ler Devar do espaço Lx Factory em Alcântara. Arranca no dia 14 e termina a 19 de Julho.

Dia 14
Spok Frevo Orquestra (Brasil)

Dia 15
Júlio Pereira (Portugal)

Dia 16
Kasai Masai (Congo)

Dia 17
Dobet Gnahoré (Costa do Marfim)

Dia 18
Stewart Sukuma (Moçambique)

Dia 19
Bassekou Kouyate & Ngoni Ba (Mali)


Para mais informações: WMF LX'09

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Gouveia Art Rock 2009 em imagens e sons


Josh Pollock; Daevid Allen’s University of Errors
Fotografias de minha autoria, todos os direitos reservados.


Sons de Música no blog da semana do Cotonete


Este humilde blog foi escolhido, pela equipa do sítio Cotonete, para o Blog da Semana. Desde já agradeço a simpatia à equipa do Cotonete e, em particular ao Helder Gomes. Já agora façam o favor de lhes fazer uma visita.

Terça-feira, Junho 02, 2009

Gouveia Art Rock 2009 em imagens e sons

Tony Levin, Stick Man.





Video de sacatube

Alamaailman Vasarat - Huuro Kolkko

Os finlandeses Alamaailman Vasarat são conhecidos pela sua música folk progressiva, com acordeões, violinos, violoncelos com som distorcido e um sentido de humor muito peculiar. Aliás, a primeira actuação da banda em Portugal, e que tive o grato privilégio de assistir, foi no festival de música progressiva Gouveia Art Rock. No ano seguinte encantaram os espectadores na avenida junto ao mar em Sines no Festival de Músicas do Mundo. Este ano voltarão a actuar em Sines, desta vez no castelo. Chegados ao quarto disco, coloca-se a questão de o seu som ainda conseguir surpreender alguém.
Huuro Kolkko é um álbum conceptual, inspirado Huuri kokko, um explorador finlandês dos inícios de 1900. Um admirador dos Vasarat e familiar do explorador, Richard Kolkko, herdou uma colecção de fotografias, insectos e notas relativas às explorações do seu antepassado. Richard resolveu mostrar essas relíquias aos Vasarat com o intuito de musicar as viagens e os mundos vistos por Huuro.


Hurro Kolkko nunca foi reconhecido pelos seus colegas cientistas apesar de ter percorrido diversos continentes sem ter tido nunca um patrono que subsidiasse as suas pesquisas. Durante as suas viagens, realizou estudos das culturas locais, desenhou mapas de áreas nunca antes exploradas e recolheu insectos, flora e fauna. Alguns jornais mencionaram que Huuro terá encontrado algumas ilhas desconhecidas ou mesmo um pequeno continente. Seja verdade ou não, dá uma boa história. Os Alamaailman Vasarat em 2000, no seu álbum de estreia, tinham imaginado um continente novo, de seu nome Vassarasia, por isso a ideia não era nada estranha ao universo dos finlandeses.


Quanto à música. Bem, ela continua numa progressão de distorção, equilibrada, cativante e surreal. O som permanece pouco convencional ao juntar influências da música tradicional finlandesa com as sonoridades dos Balcãs e trash metal. Infelizmente, esse som já não é novidade para quem conhece os Vasarat, tendo pouco a acrescentar ao seu universo musical. Não se entenda com estas palavras, que o disco não tem qualidades intrínsecas. É ainda um prazer ouvir de forma repetida este Huuro Kolkko, porque mais não seja, ele tem a capacidade de nos transportar para uma outra dimensão, irreal e fantasiosa, que é simultaneamente fantástica. E os ouvidos agradecem esta sonoridade…
Video: Kivitetty Saatana





Ponto de escuta:
Liskopallo
Luonto tuli lähelle
Myspace: Alamaailaman Vasarat

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Gouveia Art Rock 2009, retrospectiva


No passado dia 1, 2 3 de Maio realizou-se a 7ª edição do Gouveia Art Rock. Esta edição ficou marcada pelo desígnio da mudança da mudança. Pela primeira vez no historial do festival, o evento teve três dias, oferecendo uma ampla e variada gama de espectáculos. O grafismo geral do festival sofreu, igualmente, profundas alterações, relegando o aspecto naife, que era imagem de marca desde o seu inicio. De menor relevo, foi a mudança do já carismático toque de chamada dos inícios concertos, que levou muito boa gente a perder o inicio dos espectáculos. A organização, como já vem sendo habitual, foi de elevada qualidade, e nem mesmo o aumento de dias e o correspondente acréscimo de concertos, fez baixar a capacidade organizativa da equipa liderada por Eduardo Mota O Gouveia Art Rock é uma referência no panorama do rock progressivo, sendo considerado com um dos melhores a nível europeu. O cartaz deste ano revelou ser equilibrado, mas de grande qualidade, mesmo não trazendo bandas de maior relevo, como sucedeu em edições anteriores. No entanto, o resultado foi consideravelmente mais homogéneo, não se verificando um desnível de qualidade musical que por diversas ocasiões foi notório no passado. Tal como em edições anteriores, as atracões principais eram constituídas por bandas veteranas, nomeadamente, os Focus, que encerram o primeiro dia, e os Premiata Forneria Marconi, que fecharam o festival. No segundo dia, coube aos Stick Man, um projecto recente, que se encontra actualmente a preparar o primeiro disco, a atrair as maiores atenções. Este foi sem duvida um dos grandes concertos desta edição, juntamente com os japoneses Koneji Hyakke e Daevid Allan, que animou a plateia com a sua exuberância e a sua juvialidade dos seus 70 anos…

Nos próximos dias colocarei diversas fotografias de minha autoria e uns vídeos captados por alguns espectadores do festival.


daevid allen´s university of errors


Video de Chuuvanegra

Festival de músicas do mundo da Arrábida

Os festivais de músicas ditas do "mundo" nascem em Portugal como cogumelos. Agora é a vez de a Arrábida ter um festival, o AWM. Dia 3 e 4 de Julho no Forte de S. Filipe em Setúbal.

03 JULHO 2009

PALCO WORLD
Tinariwen
Tcheka

PALCO BLUES
Legendary Tiger Man

LOUNGE - CAFÉ DEL MAR(IBIZA)
DJ Café del Mar

04 JULHO 2009

PALCO WORLD
Sun Ra Arkestra
Mazgani

PALCO BLUES
Heavy Trash

LOUNGE - CAFÉ DEL MAR(IBIZA)
DJ Café del Mar

Para mais informações, consultem o site oficial do AWM

Cardápio da semana

Hoje, segunda feira, os Deerhunter actuam no Lux, em Lisboa. Na quinta feira, dia 4, Baby Dee toca na Galeria Zé dos Bois em Lisboa e, no dia seguinte, em Leiria, no Teatro Miguel Franco.

Sábado, Maio 30, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #10

A morte de J. F. Kennedy transformou lançou uma profunda amargura e desencanto, não só nos Estados Unidos da América, como igualmente no país vizinho. Os The Squires tinham agendado um concerto no st. Petre’s Mission no dia em que Kennedy foi assassinado, e Young, ressentido como os acontecimentos, escreveu uma música, um elogio sem palavras, intitulada “White Flower”, um grito de um jovem pela paz. Uma rápida mudança, a nível político e cultural, trespassou pela sociedade, alterando mentalidades em todos os estratos sociais. Estremaram-se os sentimentos, os conservadores endureceram as suas posições, e a juventude contestatária radicalizou os seus protestos. As questões dos direitos civis e a escalada da guerra no Vietname incendiaram uma sociedade americana frágil e dividida.

Na Inglaterra, os Shadows, com os seus temas instrumentais que os mantiveram no topo das vendas e das preferências dos britânicos, começavam a ser relegados por um novo fenómeno, os Beatles. Muitos duvidaram que os quatro músicos de Liverpool conseguissem conquistar a América. Young, tal como a generalidade dos jovens do continente americano, sentia-se esmagado por este novo som vindo do outro lado do oceano. Young decidiu então arriscar a cantar, ou gritar, e expor-se ao possível ridículo, em algumas canções, que incluiu no reportório. “Money” e “It Won’t Be Long” tornaram-se temas de referência nos concertos dos The Squires. A influência dos Beatles e, da invasão britânica que se seguiu, era de tal forma, que a generalidade das pequenas bandas tocava covers dos 4 de Liverpool. Os The Squires não fugiam à regra, tocando temas dos Beatles com uma sonoridade folk. Tudo era permitido, e o desejo dos jovens de ouvir os temas dos Beatles era de tal forma, que acorriam em massa aos concertos de bandas locais que tocassem temas deles. Terá sido num desses concertos, que Young conheceu Joan Anderson, mais conhecida pelo nome que adoptaria mais tarde, Joni Mitchell.

Festival Med, cartaz completo

Mais uma edição de um dos melhores festivais dedicados à "Wolrd Music" em Portugal, realiza-se em Loulé, de 24 a 28 de Julho.

Quarta-feira, 24 de Junho
19h30 - VINTAS TRIO (Portugal), palco Classic
20h00 - LUXARMA ZEN (Portugal), palco Bica
20h30 - LOUNGE'AS TRIO (Portugal), palco Arco
21h30 - RABIH ABOU-KHALIL & RICARDO RIBEIRO "Em Português" (Líbano/Portugal), palco Cerca
21h30 - IBN BATTUTA (Marrocos/Espanha), palco Castelo
22h15 - YIN & YANG (Portugal), palco Arco
23h00 - MORIARTY (EUA/França), palco Matriz
23h00 - RAMUDAH (Portugal), palco Bica
23h45 - MARIÁRIA (Portugal), palco Castelo
00h30 - BAJOFONDO (Argentina), palco Cerca

Quinta-feira, 25 de Junho
19h30 - RUI BAETA E RUBEN ALVES (Portugal), palco Classic
20h00 - SAM ALONE (Portugal), palco Bica
20h30 - ABMIRAM (Portugal), palco Arco
21h30 - ENEIDA MARTA (Guiné-Bissau), palco Cerca
21h30 - DIABO A SETE (Portugal), palco Castelo
22h15 - YIN & YANG (Portugal), palco Arco
23h00 - OJOS DE BRUJO (Espanha), palco Matriz
23h00 - AMAR GUITARRA (Portugal), palco Bica
23h45 - MÚ (Portugal), palco Castelo
00h30 - HORACE ANDY & DUB ASANTE (Jamaica), palco Cerca

Sexta-feira, 26 de Junho
19h30 - ORQUESTRA DO ALGARVE (Portugal), palco Classic
20h00 - NANOOK E OS VAGABUNDOS (Portugal), palco Bica
20h30 - TRIO JOÃO ORNELAS (Portugal), palco Arco
21h30 - DONNA MARIA (Portugal), palco Cerca
21h30 - HRISTOV (Bulgária), palco Castelo
22h00 - ORQUESTRA BUENA VISTA SOCIAL CLUB (Cuba), palco Matriz
23h00 - DUONDE (Portugal/Cabo Verde), palco Bica
23h30 - YIN & YANG (Portugal), palco Arco
23h45 - PHILARMONIC WEED (Portugal), palco Castelo
00h00 - PITINGO (Espanha), palco Cerca
00h30 - DJ CLICK (França), palco Matriz

Sábado, 27 de Junho
19h45 - ORQUESTRA DE SOPROS DE CASTRO VERDE (Portugal), palco Classic
20h00 - MISTURA PURA (Portugal), palco Bica
20h30 - KAZU (Portugal), palco Arco
21h30 - LURA (Cabo Verde), palco Cerca
21h30 - MUTENROHI (Espanha), palco Castelo
22h00 - CAMANÉ (Portugal), palco Matriz
23h00 - OCO (Portugal), palco Bica
23h30 - YIN & YANG (Portugal), palco Arco
23h45 - RASPECT (Portugal), palco Castelo
00h00 - SIBA E A FULORESTA (Brasil), palco Cerca
00h30 - JUSTIN ADAMS & JULDEH CAMARA (Inglaterra/Gâmbia), palco Matriz
01h45 - DJ N'SISTA (Espanha/Brasil), palco Castelo

Domingo, 28 de Junho
19h45 - VIOLINOACORDEÃO (Portugal), palco Classic
20h00 - EDUARDO RAMOS (Portugal), palco Bica
20h30 - SUSANA TRAVASSOS (Portugal), palco Arco
21h30 - ROKIA TRAORÉ (Mali), palco Cerca
21h30 - FILIPA PAIS (Portugal), palco Castelo
22h15 - YIN & YANG (Portugal), palco Arco
23h00 - LA NOTTE DELLA TARANTA FEAT. STEWART COPELAND (Itália/EUA/Grécia), palco Matriz
23h00 - ALMA LUSA (Portugal), palco Bica
23h45 - SON DE NADIE (Espanha), palco Castelo
00h30 - KIMMO POHJONEN UNIKO (Finlândia), palco Cerca

Mais informações na página oficial do Festival Med

Sexta-feira, Maio 29, 2009

Concerto de Woven Hand no Fade In em Leiria

Ainda não falei do concerto que os Woven Hand realizaram em Leira, no âmbito do Fade In, um pouco por falta de tempo, mas também por ser difícil expressar por palavras o que foi esse espectaculo. Por isso, deixo aqui o video do tema de abertura do concerto, Heart and Soul. A qualidade não é muito boa, mas foi do melhor que encontrei.


Festival de Músicas do Mundo de Sines 09, o programa completo

O cartaz do Festival de Músicas do Mundo já foi divulgado. São 37 concertos, repartidos por nove dias, que se realizarão em Porto Covo e em Sines. O Festival terá lugar entre os dias 17 e 25 de Julho.

Porto Covo:
Dia 17
O'QUESTRADA (Portugal), 21h30
RUPA & THE APRIL FISHES (EUA), 23h00
CIRCO ABUSIVO (Itália), 00h30

Dia 18
VICTOR DÉMÉ (Burkina Faso), 21h30
THE UKRAINIANS (Reino Unido), 23h00
DELE SOSIMI AFROBEAT ORCHESTRA (Nigéria / Reino Unido), 00h30

Dia 19
WYZA (Angola), 21h30
ORQUESTA TÍPICA FERNÁNDEZ FIERRO (Argentina), 23h00
DAARA J FAMILY (Senegal), 00h30

Sines:
Dia 20
MOR KARBASI (Israel / Reino Unido), 22h00, Centro de Artes de Sines
PORTICO QUARTET (Reino Unido), 23h30, Centro de Artes de Sines

Dia 21
CORNELIU STROE & AROMANIAN ETHNO BAND (Roménia), 22h00, Centro de Artes de Sines
CARMEN SOUZA (Portugal / Cabo Verde), 23h30, Centro de Artes de Sines

Dia 22
MAMER (China), 18h30, Centro de Artes de Sines
TRILHOS - NOVOS CAMINHOS DA GUITARRA PORTUGUESA (Portugal), 21h00, Castelo
JANITA SALOMÉ (Portugal), 22h15, Castelo
UXÍA (Galiza), 23h30, Castelo
ACETRE (Extremadura), 00h45, Castelo
L'ENFANCE ROUGE (Tunísia / França / Itália), 02h30, Av. Vasco da Gama

Dia 23
ASSOBIO (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
NARF & MANECAS COSTA (Galiza / Guiné Bissau), 19h30, Av. Vasco da Gama
HANGGAI feat. MAMER (China), 21h30, Castelo
CHUCHO VALDÉS BIG BAND (Cuba), 23h00, Castelo
KASAÏ ALLSTARS (Rep. Dem. Congo), 00h30, Castelo
RAMIRO MUSOTTO & ORCHESTRA SUDAKA (Argentina / Brasil), 02h30, Av. Vasco da Gama

Dia 24
PAULO SOUSA (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
NJAVA (Madagáscar), 19h30, Av. Vasco da Gama
WARSAW VILLAGE BAND (Polónia), 21h30, Castelo
DEBASHISH BHATTACHARYA (Índia), 23h00, Castelo
CYRO BAPTISTA BEAT THE DONKEY (Brasil / EUA), 00h30, Castelo
CHICHA LIBRE (EUA), 02h30, Av. Vasco da Gama

Dia 25
MELECH MECHAYA (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
BIBI TANGA ET LE PROFESSEUR INLASSABLE (RCA / França), 19h30, Av. Vasco da Gama
JAMES BLOOD ULMER (EUA), 21h30, Castelo
ALAMAAILMAN VASARAT (Finlândia), 23h00, Castelo
LEE 'SCRATCH' PERRY (Jamaica), 00h30, Castelo
SPEED CARAVAN (França / Argélia), 02h30, Av. Vasco da Gama

Em breve prestarei mais informações sobre as bandas que participam edição 2009 do FMM Sines.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

Documentário sobre a Rough Trade

A BBC 4 exibiu recentemente um documentário sobre a editora Rough Trade. Conta com entrevistas a Geoff Travis, Daniel Miller, Mayo Thompson, Raincoats, Robert Wyatt, entre outros. Para quem tiver paciência para ver, não dará mal empregue o tempo…