Ao terceiro álbum, os The Black Angels atingem uma exposição mediática que por motivos vários, sempre passaram ao lado. E provavelmente, anda bem. Phosphene Dream, foi recebido (principalmente na internet) com muito furor, o que muito terá contribuído o facto de ser o primeiro lançamento da renascida editor Blue Horizon. Infelizmente, e não sei se por influência da sua nova editora ou dos produtores, a sonoridade característica dos texanos diluísse nas tendências mais comerciais. É verdade que o seu som contém ainda o ADN da banda, paisagens psicadélicas sombrias com um ritmo hipnótico como se todos os elementos da banda tivessem tomado analgésicos.Os primeiros temas do álbum são ainda reminiscências do passado da banda, se bem que a duração das canções sejam bem mais curtas. Bad Vibrations, uma curiosa antítese ao solarengo tema dos Beach Boys, apresenta ainda o característico refluxo sonoro da banda, com as guitarras a explanar a sua linha em ondas circulares. Haunting At 1300 McKinley, River of Blood e True Belivers mantêm a tónico, mas depois disso tudo se desmorona.
No momento em que a banda se desvia dos seus padrões habituais, o som torna-se num mero pastiche de variadas influências. Telephone, Yellow Elevator e Sunday Afternoon, na sua tonalidade alegre e o contagiante refrão leva-nos a pensar que estes temas estão fora de contexto, criando uma desigualdade no álbum.
Para quem não conhece estes texanos, Phosphene Dream, não deixa de ser uma interessante porta de entrada da banda, contendo pontos altos, dos mais altos que a banda atingiu até ao momento, e pontos baixos, muito baixos, do mais baixo ….
The Black Angels - Bad Vibrations from Big Ass Lens on Vimeo.
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