Sexta-feira, Julho 31, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #15

Neil Young conheceu Vicky Taylor, cantora folk, durante uma actuação num bar em Toronto. Vicky gostava de usar a sua sensualidade nas suas actuações, chegando a surgir em público apenas em bikini. Vicky tinha por hábito abrigar várias pessoas no seu apartamento. Eram tempos do “amor livre”, e tudo podia acontecer. Nessa mesma noite, Young pernoitou na casa de Vicky, tendo permanecido por lá durante algum tempo. O relacionamento entre ambos foi crescendo, com base em gostos comuns, nomeadamente na música de Bob Dylan. Vicky comparava o sentido poético de Young com o de Dylan. Stills ficou chocado ao saber que Young tinha voltado à música folk, lamentado a intervenção de Vicky nesse sentido. Stills questionou por diversas vezes se Young estava apaixonado por Vicky Taylor à qual respondeu sempre que sim. Vicky Taylor, por seu turno, afirmou sempre, nunca ter dormido com Young, mas nesses tempos, tudo podia acontecer, não podendo por isso afirmar com muita segurança. Os seus sentimentos por Neil iam mais no sentido de uma forte amizade e cumplicidade, como se tratasse de um irmão. Foi nessa época que Young conheceu Joni Mitchell que também pernoitava na casa de Vicky.

Nesse período de tempo, Bob Dylan editou Highway 61 Revisited, disco que viria a revolucionar todo o mundo da folk. As polémicas em torno desse disco são bem conhecidas, com ataques a Dylan a surgirem de todos os quadrantes. Os mais puristas, nunca mais viram o cantar com os mesmos olhos, e os mais jovens, viriam a conhecer um dos mais importantes compositores americano do século XX. O seu novo som veio revolucionar por completo o mundo da folk, ao transportar as letras “folk” para uma música “rock”. Dylan justifica-se então com o desejo de mudança, e uma ambição de chegar a novos públicos. Na verdade, Dylan, andava preocupado com a crescente conotação da sua música com os movimentos de esquerda, e os recentes assassinatos de Kennedy e de Martin Luther King, conduziram a uma inflexão do seu discurso. Por outro lado, Dylan, encontrava-se frustrado pelo sucesso, e, pelo lucro, que outros artistas obtinham pelas “covers” das suas músicas, algumas das quais chegaram a número um nas tabelas de vendas. O êxito obtido dos Byrds com o tema Mr. Tambourine Man era a prova de que uma música folk se podia converter num tema de cariz pop. A juventude que se identificava com a cultura popular também se revia nas questões mais politizadas e sociais que os músicos folk habitualmente cantavam. Para além disso, Dylan no seu disco, não deixou de lado a sua veia poética, se bem que menos elaborada do que noutros seus trabalhos, as letras continuaram a desempenhar um papel fundamental na estrutura musical.

Young ao ouvir o novo disco de Dylan, percebeu ser esse o caminho a seguir, abraçando novamente o folk rock. Juntamente com Ken Koblun e o guitarrista Jim Ackroyd voltaram à estrada para realizarem um concerto no Four To Go’s, que por sinal não deixou ninguém impressionado. Young passou a viagem a compor novos temas, à luz dos novos caminhos propostos por Dylan. A carreira dos três músicos encontrava-se num impasse, sem grandes perspectivas de sucesso no Canadá. Neil sugeriu mudarem-se para Nova Iorque, de onde tinha tido um convite para efectuar uma audição como solista para a editora folk Elektra Records.

Final Fantasy, Lewis Take off His Shirt

Owen Pallett tem andado em digressão e apresentado novos temas que deverão surgir no novo disco, que se espera que veja a luz do dia ainda este ano.


Quinta-feira, Julho 30, 2009

Reedição do Cluster & Eno a caminho


Ainda não é conhecida a data da reedição do disco de 1977 que juntou a formação germânica Cluster e Brian Eno. A editora Bureau B tem vindo a reeditar diversos títulos de formações germânicas. A não perder…

Cluster & Brian Eno . Ho Renomo



Yo La Tengo, Here to Fall

Já por aqui tinha falado do novo disco dos Yo La Tengo, que estão de regresso aos discos. A 8 de Setembro lançam o novo álbum Popular Songs. Aproveito para deixar aqui o novo video da banda, com o primeiro tema extraido do disco, Here to Fall.


Novo disco dos Faust a caminho

O companheiro de andanças André Gomes do Bodyspace, teve o privilégio de realizar uma entrevista a Jean-Hervé Péron, fundador da banda germânica, Faust. Nessa entrevista, o músico revelou que brevemente irão lançar um novo trabalho, o sucessor do recente C'est Com...Com...Complique, terá o nome, 10. Podem ler a entrevista aqui.

Terça-feira, Julho 28, 2009

PJ Harvey toca novos temas ao vivo

PJ Harvey tocou sem John Parish num festival e entre as suas canções que tem apresentado nos ultimos tempos, mostrou o que anda a compor. PJ Harvey apresentou-se a solo no festival britânico Camp Bestival no passado sábado e tocou duas canções novas: "The Last Living Rose" e "Let England Shake".




Segunda-feira, Julho 27, 2009

Novo disco de Carla Bozulich sai em Outubro


O novo disco de Carla Bozulich, sob o nome de Evangelista, tem edição prevista para dia 5 de Outubro. Depois do brilhante Hello Voyager, Bozulich prepara-se para editar igualmente pela Costellation Records, Prince Of Truth. Segundo a norte-americana, o novo trabalho será ainda mais organico, dando mais ênfase à experimentação das capacidades de cada musico, fundindo as sonoridades criadas por cada de uns dos intervenientes. A palavra não fica para segundo plano, mas a música em si terá desta fez um lugar primordial no disco, levando a experimentação sonora a novos níveis.

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Cartaz da Festa do Avante 2009


Nos próximos dias 4, 5 e 6 de Setembro, a festa acontece na Atalaia, no Seixal, em mais uma edição da Festa do Avante.


Aldina Duarte

Possuidora de uma voz única, a fadista conta no seu terceiro álbum uma história feminina em 11 temas, donde emergem os segredos e a coragem, as subtilezas e as dúvidas, as transgressões ponderadas e a ousadia, os impulsos e as emoções, a confiança e a frontalidade, a liberdade como valor supremo individual e colectivo. Um trabalho unanimemente considerado uma as grandes revelações do último ano.

Tereza Salgueiro

De 1986 a 2007, Tereza Salgueiro foi a voz e o rosto dos Madredeus, a mais internacional banda portuguesa. Doze álbuns, cerca de 5 milhões de discos vendidos e mais de 900 concertos nos mais prestigiados palcos do mundo. As colaborações com outros grandes vultos da música nacional e internacional deram a Tereza Salgueiro uma experiência ímpar. Em 2006, lança-se pela primeira vez a solo, e em 2007, já sem os Madredeus, dinamiza dois projectos nos quais explora outras sonoridades.

Maria João e Mário Laginha

Maria João e Mário Laginha estão de volta, com o seu mais recente disco Chocolate. Um álbum especial, pois assinada a longa e forte relação de 25 anos entre os dois músicos, recuperando a mesma formação instrumental do primeiro trabalho, embora com diferentes intérpretes. Tal como o disco de 1983, o primeiro gravado em conjunto, Chocolate apresenta novas canções, entre originais e adaptações. «O que nos une é o amor puro, pela música e um pelo outro, por isso escolhemos o nome Chocolate», explicou Maria João aquando do lançamento.


Guy Davis

Consagrado intérprete de blues, o norte-americano Guy Davis é também compositor, actor e escritor. Mas é, sobretudo, um contador de histórias. Nas suas canções, pode contar histórias dos seus bisavós ou dos seus avós, e dos seus dias de ferroviários, e da sua luta de gerações contra o racismo e o segregacionismo, a Ku Klux Klan. Com a mesma sensibilidade com que conta a história de crianças criadas nos subúrbios de Nova Iorque. A sua presença em palco é elogiada por todos e faz parte do núcleo de artistas habitualmente presentes em todas as lutas e expressões de solidariedade, como o demonstrou a sua presença no histórico e recente concerto de homenagem ao 90.º aniversário de Pete Seeger.

Hazmat Modine

Considerada uma das mais originais bandas da cena musical nova-iorquina, a Hazmat Modine é uma original fusão de estilos tão diversos como o blues, o reggae, o klezmer, country e música cigana. Esta diversidade fica também patente nos instrumentos utilizados, originários da China antiga ou da Roménia. Ao vivo, os músicos tocam fundamentalmente originais. Nos seus concertos, convidam regulamente músicos consagrados de Nova Iorque.


João Lencastre’s Communion

O baterista João Lencastre reuniu no seu grupo Communions um naipe de talentos do jazz nacional e internacional. O mais recente trabalho, de 2007, João Lencastre's Communion B-Sides contou com a participação de David Binney, Phil Grenadier, Thomas Morgan, Leo Genovese e Jeremy Hudden. A crítica considerou-o um dos melhores discos do ano daquele género, na sequência do primeiro trabalho do grupo One!.


Laurent Filipe

Laurent Filipe apresenta Flick Music – as grandes músicas do cinema, um espectáculo que parte de algumas das músicas de filmes «de sempre» que mais marcaram o autor – Chinatown, Il Postino, Driving Miss Daisy, Cinema Paradiso, Mission Impossible, etc. Flick Music é, pois, música de cinema, interpretada à maneira deste quarteto, composto por Laurent Filipe, no trompete e no flugelhorn; André Fernandes, na guitarra; Massimo Cavalli, no contrabaixo e Pedro Viana, na bateria.


Nelson Cascais

Guruka é o espectáculo que Nelson Cascais apresenta na Festa do Avante! 2009. Baseado no seu mais recente trabalho, o contrabaixista – que foi considerado em 2002 músico de jazz do ano pelo site http://www.jazzportugal.net – mostrará por que razão actuou já com alguns dos mais consagrados nomes do jazz, nacional e internacional. Guruka, lançado este ano, é o seu terceiro trabalho a solo, depois de Nine Stories e Ciclope e da sua participação em trabalhos de outros artistas.

The PostCard Brass Band

The Postcard Brass Band é um quarteto nascido no ano passado da materialização de um antigo desejo comum aos seus membros fundadores: o da criação de um grupo ecléctico nas suas abordagens ao jazz, que se deixasse levar pela mão das influências de world music de face tanto africana como asiática ou americana, provenientes da nova ou da velha escola. Com este objectivo juntaram-se Mário Marques, Ruben Santos, Sérgio Carolino e Michael Lauren. O primeiro disco, editado recentemente, recebeu o nome da banda.

The Soaked Lamb

The Soaked Lamb é uma banda de roots, com predominância para os blues dos anos trinta e quarenta, e influências do jazz dessa mesma época. É uma banda de seis elementos (Mariana Lima, Miguel Lima, Gito, Tiago Albuquerque, Vasco Condessa e Afonso Cruz), cujo disco de estreia foi gravado em casa, aos domingos.

Blind Zero

Os Blind Zero contam já com 15 anos de carreira e são um dos nomes sólidos do rock que por cá se faz, sendo o primeiro grupo português a obter o prémio do MTV Music Awards para a melhor banda nacional. Estava-se em 2003, mas os Blind Zero não pararam e continuaram a surpreender, com os seus discos e vibrantes actuações ao vivo. Em Setembro, será lançado Luna Park, o novo álbum de originais, de que já é conhecido o primeiro single, Slow Time Love.


Clã

Quando se formaram, na primeira metade dos anos 90, os Clã estariam longe de adivinhar o sucesso que os esperava. O seu primeiro trabalho LusoQualquerCoisa, de 1996, foi bem recebido pela crítica mas teve ainda limitada projecção comercial. Foi, sobretudo, com Kazoo, Lustro, Rosa Carne e Cintura que a sua carreira se solidificou e não parou de crescer, ficando ainda marcada pela colaboração com Sérgio Godinho em Afinidades. A energia que colocam em palco nos espectáculos garantiu-lhes o apoio de um público fiel.


David Fonseca

O convite para a participação na Festa do Avante! coincide David Fonseca com um dos momentos mais altos da sua carreira a solo, na sequência do enorme sucesso alcançado pelo último álbum Dreams in Colour. Se com Sing Me Something New, de 2003, cortou o cordão umbilical que o ligava à sua antiga banda Silence 4, já com Our Hearts Will Beat as One, apontou em direcções artísticas inovadoras e dinâmicas que tiveram o seu corolário no mais recente disco. Na sua actuação surgirão já canções do seu próximo disco de originais.

Gazua

Formados em 2005, os Gazua são uma banda de rock lisboeta, formada por três músicos com uma já larga experiência musical. O seu primeiro disco, Convocação, data de 2007 e já este ano saiu o segundo trabalho, Música Pirata. Este álbum – edição de autor com distribuição nacional – tem um pendente mais inconformista, explorando os caminhos que cada um pode seguir, à margem da grande indústria consumista que atropela os pequenos criadores. Os seus 12 temas passam mensagens de união e luta pelas coisas em que acreditamos.

Peste & Sida

Banda fundamental do panorama musical português, os Peste & Sida estão a comemorar os 20 anos do lançamento do seu Veneno, o seu primeiro álbum de originais. O segundo disco, Portem-se Bem!, confirmaria o bom momento da banda, que seguiria nos anos seguintes, com mais discos – Peste & Sida é que é e Eles andam aí – e concertos apoteóticos. Com os anos, foram sofrendo alterações na formação, mas houve sempre quem levasse a banda para a frente. Regressaram em 2004, com Tóxico e em 2007, saiu Cai no Real.

Willie Nile

Quando Willie Nile lançou o seu primeiro álbum, homónimo, em 1980, a imprensa comparou-o a Bob Dylan ou Bruce Springsteen. Mais de uma quarto de século passou o compositor e cantor nova-iorquino confirmou, superando, tudo o que dele se disse, assumindo-se como um dos mais dotados compositores e letristas que Nova Iorque viu nascer nos últimos anos, um expoente incontornável da corrente folk rock que tem criado muita da melhor música norete-americana. O seu último álbum House of a Thounsand Guitars recebeu críticas muito favoráveis.

Carla Pires

Com uma carreira iniciada no programa televisivo Chuva de Estrelas, Carla Pires concluiu dois anos depois, em 1995, a sua formação na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo. Daí para cá nunca mais parou de participar em espectáculo no País e por todo o mundo, e em musicais. No seu primeiro trabalho a solo, Ilha do Meu Fado, participam alguns dos melhores músicos de fado da actualidade. Na Festa do Avante!, onde já actuou anteriormente, optou este ano pela grata mas exigente tarefa de interpretar apenas José Carlos Ary dos Santos.


Vanessa Alves

Nascida em 1985, Vanessa Alves começou a cantar aos 7 anos, vencendo um festival da canção organizado pela paróquia do seu bairro. Aos 14, dá os primeiros passos no Fado, integrando o elenco de várias casas de fado de Lisboa. Participante em vários concursos, deu concertos em Moscovo e Pequim e cantou ao lado de vários nomes consagrados do fado.


Ska P

Assumidamente antifascistas e filhos do bairro operário madrileno de Vallecas, os Ska P são umas das maiores referências da música de intervenção ska, em língua espanhola, fortemente comprometido, com a luta dos povos contra o capitalismo, o imperialismo, a guerra e o terrorismo de Estado. Este seu compromissos, levou-os à Venezuela, o ano passado, onde o tema Adelante Comandante foi utilizada na campanha das eleições que reelegeram Hugo Chávez presidente daquele país.


Skalibans

Energia e boa disposição estão garantidas no espectáculo que a banda almadense traz à Festa, até porque os concertos e a interacção com o público são o que mais motiva os Skalibans. Formados em 2004, contam já com um álbum gravado, Is it Voodoo?, editado em 2008, dias depois de terem realizado um memorável concerto no palco 1.º de Maio da Festa do Avante!. Temas como Sunshine e Late Night Phonecall são presenças habituais nas rádios e séries de TV.

Ciganos d’Ouro

Nascidos em 1994, os Ciganos d'Ouro têm já seis álbuns no seu reportório (o último, Guadiana, foi lançado recentemente) e representaram por muitas vezes Portugal e a sua comunidade cigana em eventos internacionais, tendo sido sempre muito bem recebidos pelo público e pela crítica. Partindo do flamenco e do cante hondo, os Ciganos d'Ouro têm vindo a diversificar a sua sonoridade, fruto da sua colaboração com músicos de outras origens, nomeadamente da América Latina.

Maria Alice

O calor das noites quentes de Cabo Verde estará presente na Festa do Avante! pela voz de Maria Alice, uma das grandes intérpretes cabo-verdianas. O espectáculo andará em torno do seu último trabalho, Tocantina, mas incluirá também reportório dos seus três discos anteriores. Depois de Ilha d’Sal, D'Zemcontre e de Lágrima e Súplica, a voz quente característica de Maria Alice traz-nos um novo disco inteiramente dedicado às mornas de Cabo Verde.


Roda de Choro de Lisboa

A Roda de Choro de Lisboa é um quinteto luso-brasileiro que se caracteriza por interpretar temas clássicos do chorinho brasileiro, em fusão com o tango, a polka, e os ritmos populares portugueses, como o fado, o fandango e o corridinho algarvio. Juntos desde 2005, têm vindo a conquistar um lugar de destaque na cena cultural. Os seus concertos transmitem uma alegria contagiante e conquistam rapidamente a simpatia do público.


Tabanka Djaz

Os Tabanka Djaz, oriundos da Guiné-Bissau, são talvez a banda mais influente da África lusófona, contando já com mais de duas décadas de existência. Ao longo dos anos foram construindo a sua sonoridade, conquistando o seu lugar de honra entre os melhores intérpretes da música africana. Deram espectáculos em todo o mundo, juntamente com a «fina-flor» da música do seu continente. Actualmente estão em estúdio, a gravar o seu próximo álbum, a ser lançado ainda este ano.


Bandarra
Formado nos Açores, em 2007, Bandarra é um grupo constituído por seis elementos provenientes de vários países e esta diversidade não deixa de se reflectir no seu som – onde se pode distinguir a música tradicional portuguesa, o fado, o folk, o ska, o reggae, o rock, os blues ou o gipsy. A busca de uma sonoridade própria, assumidamente «vadia» e sem amarras, é o mote desta banda de músicos do mundo, que escolheram os Açores para as suas descobertas e experiências musicais.


Francisco Naia

De Sol a Sul é o novo álbum de Francisco Naia, um cantor com origem no Sul de Portugal, na região do Alentejo. Voz ligada à luta pelas liberdades e transformações sociais antes e depois do 25 de Abril, Francisco Naia apresenta, neste trabalho, temas construídos apenas por instrumentos acústicos, percussões portuguesas e árabes, a guitarra tipicamente alentejana, chamada de viola campaniça, e uma potente voz de tenor, uma das mais belas da música portuguesa.

Frei Fado d’ El Rei

Os Frei Fado d'El Rei são um grupo cujas composições buscam inspiração nos temas da época medieval mas com adaptações aos tempos actuais. O fado, a música popular e o flamenco são os mais recentes estilos que influenciam a sua música. É esta abordagem tão peculiar que constitui o seu grande desafio e lhes dá uma identidade tão característica. Em 2007, editaram Senhor Poeta: um tributo a José Afonso, com 14 canções do criador de Grândola, Vila Morena e que lhes valeu o prémio instituído pelo município da Amadora com o nome do autor do sinal do 25 de Abril.

Luísa Amaro

Em Meditherranios, Luísa Amaro desenvolve uma teoria musical muito própria para a guitarra portuguesa, aliando-a ao guitolão – uma guitarra barítono de que apenas existem dois exemplares no mundo, concebida por Carlos Paredes e desenvolvida por Gilberto Grácio. A guitarrista evoca desta forma a complexa miscigenação cultural que Portugal experimentou ao longo da sua história. O guitolão remete para o alaúde árabe, o clarinete leva-nos aos Balcãs e à Turquia, transportando a percussão ao Oriente Médio. A guitarra, essa, é bem portuguesa.


Samuel

Samuel Quedas enveredou pela carreira musical pela mão do próprio José Afonso, que conheceu em Setúbal. Após este encontro marcante, começou a escrever canções, que dariam origem, em 1972, ao seu primeiro disco O Cantigueiro. Nos anos da Revolução, foi activo e coerente, tendo-se mantido firme junto dos que lutam por um mundo mais justo quando os ventos começaram a soprar para outro lado.


Vitorino com os Cantadores do Redondo

O virtuoso e multifacetado cantor alentejano apresenta-se este ano na Festa do Avante! com o Grupo de Cantadores do Redondo, terra natal de Vitorino e onde vai buscar inspiração. Viajante, homem das artes política e socialmente comprometido, Vitorino tem uma carreira recheada de êxitos, quer nos trabalhos a solo quer nos projectos colectivos que integra. Sempre com a frontalidade que o caracteriza e o faz estar na música com emoção e sentimento.

Voces del Sur

Valentina Montoya Martinez é a líder dos Voces del Sur. Filha de um ex-preso político e, posteriormente, exilado chileno, Valentina fixou-se em Edimburgo, em 1996, iniciando desde então o percurso musical com os demais membros da banda. As influências de Voces del Sur vão o folclore escocês à música latino-americana, com raízes no cancioneiro de luta da América Latina, para onde «voam» nos espectáculos dando voz aos povos de «su continente».


Seth Lakeman

A carreira musical do irlandês Seth Lakeman começou em família, com a banda The Lakeman Brothers e, mais tarde, juntamente com Kathryn Roberts e Kate Rusby, formaram os Equation, que cedo ganharam projecção. Depois de três álbuns e digressões pela Grã-Bretanha, Europa e Estados Unidos, Seth Lakeman seguiu a solo e editou, em 2002, o seu primeiro disco The Punch Bowl. À Festa traz o seu mais recente trabalho, Poor Man’s Heaven.

The Men They Couldn't Hang

Com uma já longa carreira, iniciada na primeira metade dos anos oitenta do século passado, os The Men They Couldn’t Hang - especialmente empenhados políticamente - são uma das mais importantes e consagradas bandas da cena céltica irlandesa, actuando em diversos festivais de música alternativa em Inglaterra e um pouco por toda a Europa, e tendo atingido apreciável notoriedade. A sua nova formação e a entrada de novos elementos – iniciada em 1996 – introduziu novas sonoridades que receberam generalizado apoio de um público fiel entreetanto renovado.

Telectu e convidados

Jorge Lima Barreto e Vítor Rua formaram, em 1982, o projecto Telectu e desde então nunca mais pararam de experimentar novos sons no campo do jazz. Presença assídua na Festa do Avante!, convidam este ano três músicos de inegável prestígio: Jonas Runa (computador) Eddie Prevost (bateria & electronics); Jamie Coleman (trompete & electronics).

Quarta-feira, Julho 22, 2009

Jochen Arbeit na Galeria Zé dos Bois, em dose dupla


Amanhã na Galeria Zé dos Bois, Jochen Arbeit, dos Einstürzende Neubauten, junta a sua guitarra eléctrica às texturas esparsas de David Maranha, fundador dos Osso Exótico, em órgão Hammond e a Francisco Dillon, em violoncelo, que usualmente actuam em duo sob a designação Bowline. No sábado, Arbeit volta a actuar na ZDB, desta vez com o compatriota Kazike.

Ponto de escuta:
Jochen Arbeit
David Maranha
Francisco Dillon

Kazike

Proposta de Lei do Governo para a Segurança Social pata os trabalhadores do espectáculo

"Está a ser discutida na Assembleia da República a Proposta de Lei do Governo para a Segurança Social, PPL nº 270/X/4a, que irá ser aprovada em plenário no dia 23 de Julho.

Desde o início que o regime Intermitente criado na Lei dos trabalhadores do Espectáculo (4/2008) não é aplicável aos profissionais do sector porque, para além de não definir objectivamente a Intermitência, supõe que estes trabalhem para uma só entidade. Esta lei deve ser reformulada, alterada e englobar todos os Intermitentes do espectáculo e do audiovisual, bem como deve regulamentar o seu artigo 21º (Segurança Social).
Na realidade não há qualquer sistema de Segurança Social actual ou proposto, que defina a situação específica dos profissionais do espectáculo quando trabalham para diferentes entidades sucessivamente.
José Sócrates afirmou há uns dias que os trabalhadores do espectáculo poderiam ser abrangidos por contratos de muito curta duração. Mas a lei que regulamenta este tipo de contratos (artigo 142º da Lei 7/2009), só abrange explicitamente trabalhadores sazonais agrícolas e do Turismo. Contratos que aliás, não são sujeitos à forma escrita nem prevêem protecção social na doença e no desemprego.
A proposta de lei da Segurança Social, apesar de contemplar todas as formas de contrato, não prevê a definição do conceito objectivo da actividade dos trabalhadores intermitentes do espectáculo e do audiovisual. É impensável que após tantas reivindicações específicas, o governo continue a ignorar um sector de actividade fundamental para o desenvolvimento do país."

AGE JÁ: COPIA O CORPO DESTA MENSAGEM, ASSINA E ENVIA PARA com11ctssap@ar.parlamento.pt DE FORMA A PRESSIONAR A COMISSÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA QUE ESTÁ A DISCUTIR ESTA LEI.

Terça-feira, Julho 21, 2009

Por esta é que eu não esperava... os Deep Purple vão voltar a gravar...

Pois parece que é verdade... Os moços juntaram-se na cozinha a beber chá e decidiram gravar um disco... Passo a citar Ian Gillan, o vocalista da banda:
"I think we are ready to make another album. We’ve been talking about it for some time already. I think we’ll start to work on it next February."

"We go into the studio with absolutely nothing, no music or lyrics whatsoever. We sit in the kitchen, having some cup of tea, talk about families and football… Then we go into the room and play; six hours a day. After three days, some ideas begin to shape and we start to turn them into songs. To prepare the main lines takes about three weeks, to deal with lyrics, recording process and mixing also take two weeks. Since there have been many technological developments recently and we use them by recording the music in analog and mix it in digital to achieve the best result."

Ou seja, estão reunidos todos os ingredientes para correr bem...

Embryonic, o novo disco dos Flaming Lips, sai em Setembro

Os Flaming Lips encontram-se actualmente em digressão, e já tocam novos temas do próximo álbum, Embryonic, de seu nome. Lá para meados de Setembro, o disco verá a luz do dia. Entretanto, já é possivel ouvir dois novos temas, Silver Trembling Hands, e, Convinced of the Hex.

Ponto de escuta:
Silver Trembling Hands
Conviced of the Hex

Segunda-feira, Julho 20, 2009

A Lua...



Faz hoje 40 anos que o homem pisou a Lua pela primeira vez. Um pouco por todo o lado, celebra-se hoje tal facto, que marcou a história da humanidade. Tratou-se indiscutivelmente, do corolário da capacidade do ser humano de superar obstáculos e de realizar um dos seus desejos mais antigos. Esse pequeno astro sem vida sempre alimentou as fantasias e de a imaginação todos os que cruzaram a Terra. Da literatura ao cinema, dos contos populares à música, a Lua esteve sempre presente no acto criativo, servindo de fonte inspirativa a algumas das maiores obras. Na música, a Lua (e o seu lado obscuro…) têm uma presença marcante, transversal a todos os géneros, e, no dia em que o homem a pisou pela primeira vez, a música, contribuiu na celebração do acontecimento. Durante a emissão televisiva da BBC, os Pink Floyd foram tocando em directo, celebrando uma comunhão pouco usual, entre o feito humano, e a formação musical mais espacial. Em abono da verdade, os Floyd, foi a banda que melhor retratou o espaço e as viagens espaciais, e não, não me refiro ao Dark Side Of The Moon. Grande parte das composições dos Floyd nos anos 60, eram verdadeiras viagens sensoriais pelo espaço, tendo a capacidade de nos transportar para outros mundos. Nessa noite tocaram o tema “atmosférico” Moonhead, um tema inédito e, que não viria a ser editado.



Recentemente, David Gilmour escreveu um artigo para o jornal britânico Guardian, sobre a experiência de ter tocado nessa noite, em directo e, em simultâneo com a chegada do homem à Lua.

Quinta-feira, Julho 16, 2009

O terceiro disco da trilogia marítima de Fausto vai ser lançado em 2011

O terceiro, e último disco, da trilogia marítima de Fausto, verá a luz em 2011. A tão aguardada conclusão da obra, que teve inicio com Por Este Rio Acima, e, Crónica da Terra Ardente, em 1994, terá a sua conclusão em 2011. Ainda são poucos os pormenores, mas já em Março, Cristina Branco tinha afirmado que o cantor não tinha podido participar na gravação do seu disco por se encontrar a gravar o terceiro volume da trilogia. Durante a apresentação do programa do CCB para 2009/10, foi revelada a informação de que Fausto irá apresentar, num concerto único, sete novos temas, conjuntamente com sete músicas de cada um dos volumes anteriores.

Quarta-feira, Julho 15, 2009

FMM Sines '09, antevisão

O último dia do FMM inicia com o projecto português Melech Mechaya, no Centro de Artes. Na Av. da Praia actuam os Bibi Tanga & The Selenites, oriundos da República Centro Africana e de França. James Blood Ulmer, dos Estados Unidos América, abre a noite do castelo. Segue-se o projecto finlandes Alamaailman Vasarat. A encerrar a noite do castelo, actua o jaimaicano Lee ‘Scratch’ Perry. Para a despedida do festival, actuam na Av. da Praia, os franceses Speed Caravan.

Melech Mechaya

Com forte tempero cigano e árabe, o quinteto Melech Mechaya demonstra que o nosso país também merece figurar num mapa onde se destacam lugares como a Hungria, os Balcãs, Israel e Nova Iorque.



Melech Mechaya


Bibi Tanga & The Selenites

Nascido na República Centro-Africana, mas criado em França, o cantor e baixista Bibi Tanga é um artista onde convergem várias linhas das grandes tradições da música africana e afro-americana.



Bibi Tanga & The Selenites

James Blood Ulmer

Nascido em 1942, na Carolina do Sul, começa a carreira em bandas de R&B e funk. Já músico maduro, em Nova Iorque, toca com Ornette Coleman, cuja subversão da harmonia do jazz em favor da improvisação livre, atonal, influenciará a sua produção dos anos 70 e 80. Hoje, a sua música é mais estruturada e ganhou ascendência a tradição que o rock tem no seu instrumento.



James Blood Ulmer

Alamaailman Vasarat

Nascidos em 1997 a partir do núcleo de um grupo de rock progressivo, os Martelos do Submundo (é essa a tradução literal do seu nome) são um projecto essencialmente acústico, mas que fazem muito barulho. Há dois anos actuaram na Av. da Praia, tendo sido um dos pontos altos do festival desse ano. Voltam agora para tocar no castelo.



Alamaailman Vasarat

Lee ‘Scratch’ Perry

Lee ‘Scratch’ Perry teve um contributo para o desenvolvimento do reggae sem comparação com qualquer outra figura viva.



Lee ‘Scratch’ Perry

Speed Caravan

Speed Caravan é uma mescla maravilhosa de influências tradicionais argelinas, batidas electrónicas e a energia crua do rock.



Speed Caravan

Terça-feira, Julho 14, 2009

FMM Sines '09, antevisão

O dia de sexta feira tem inicio com Paulo Sous, que actuará no Centro de Artes. Pelo fim da tarde, na Av. da Praia, actuam os Njava, de Madagáscar. A noite do castelo tem inicio com a actuação dos Warsaw Village Band, da Polónia. De seguida apresenta-se Debashish Bhattacharya, da Índia. A fechar a noite no castelo, actua Cyro Baptista Beat the Donkey, projecto oriundo do Brasil e dos Estados Unidos da América. Novamente na Av. da Praia, é a vez do conjunto americano Chicha Libre tentar animar a audiência.

Paulo Sousa

Ao longo das últimas décadas, muitos músicos ocidentais têm aprofundado o interesse pela aprendizagem do sitar. Foi o que aconteceu com Paulo Sousa, que depois de, na década de 80, ter co-fundando, como guitarrista, a banda de pop-rock Esse Entente, tem vindo a construir um percurso como sitarista, aprendendo com grandes mestres da música clássica do Hindustão.



Paulo Sousa - Ragas and Voyages -Museu Oriente from Mário Pires on Vimeo.



Paulo Sousa

Njava

Formado por quatro irmãos e um primo, Njava reflecte toda a riqueza da música do país, do “salegy” do norte ao “tsapiky” do sul, passando pelo canto dos pastores Antandroy.



Njava

Warsaw Village Band

Eleito grupo revelação nos BBC Radio 3 World Music Awards 2003, o sexteto Warsaw Village Band é um fenómeno da folk internacional, produzindo música de dança baseada em instrumentos de cordas, tambores poderosos e uma forma peculiar do uso da voz, o “canto branco”, adaptado do grito que os pastores usavam para se chamar a longas distâncias.



Warsaw Village Band

Debashish Bhattacharya

Debashish transformou a “slide guitar”, criando versões adaptadas do instrumento que usa como veículo para improvisações de imaginação rara pela raga indiana.



Debashish Bhattacharya

Cyro Baptista Beat the Donkey

A viver nos EUA desde 1980, Cyro é um dos mais respeitados percussionistas do mundo, tendo já trabalhado com músicos tão diferentes quanto John Zorn, Daniel Barenboim e Snoop Dogg.



Cyro Baptista Beat the Donkey

Chicha Libre

“Chicha” era a bebida feita à base de milho que os Incas bebiam na América pré-colombiana. Foi também o nome do movimento musical nascido nos anos 1970, entre os índios da Amazónia peruana, que misturava o som das cumbias colombianas com melodias andinas, “son” cubano, sonoridades psicadélicas de guitarras do surf rock e órgãos e sintetizadores baratos.



Chicha Libre

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Neil Young - A Estrela do Norte #14

Young e os seus The Squires, mudaram-se para Toronto, numa tentativa de alcançar outros públicos e de mostrarem as suas potencialidades a possíveis agentes. Num meio competitivo como o que existia em Toronto, a vida não era fácil, principalmente em termos económicos. Os membros da banda alojaram-se em casa do pai de Young, tendo permitido uma longa estadia na cidade, e assim tentarem a sua sorte. Essa sorte não tardaria a surgir. Martin Onrot, um empresário local, geria a carreira de diversos artistas, nomeadamente, a de Bill Cosby, interessou-se pelas qualidades da banda de Young, tendo aberto algumas portas, que de outra forma, dificilmente se abririam. As orientações e conselhos de Martin, viriam a revelar-se fundamentais para a progressão artística da banda. Uma das primeiras mudanças sugeridas por Martin, foi a alteração do nome da formação, uma vez que já existia uma outra banda com um nome semelhante, de Canadian Squires, e que, recentemente, tinha editado um single. Young e os seus companheiros optaram então pelo nome Four To Go.

A diversidade musical e cultural de Toronto deixava Young abismado. Beatnicks, músicos, actores e proto hippies partilhavam as suas vidas em cafés em bares. O verão de 65 foi provavelmente um dos melhores para a indústria da música pop. Os Byrds subiram ao número um das tabelas de vendas, com a sua versão de Mr. Tambourine Man de Bob Dylan. Sonny & Cher, lançaram I Got You Babe, e os Turtles, editaram mais uma versão de uma música de Dylan, It Ain’t Me Babe. Em face da obtenção de tantos sucessos com as suas músicas, o próprio Dylan, inflectiu o seu estilo, e lançou-se no mundo da folk rock com Like a Rolling Stone, com as consequências que todos conhecem. Do outro lado do atlântico, os Beatles acabavam de lançar Help!, o melhor registo da banda até esse momento, e os Rolling Stones encantavam os jovens com a provocatória canção, (I Can’t Get No) Satisfaction.

No entanto, a vida para Young não corria de feição. Os membros da banda entravam e saiam, sem nunca permanecerem muito tempo. Young continuava a explorar as potencialidades do folk rock, não abdicando dos seus desejos, mesmo se nessa época, em Toronto, essa música não fosse bem aceite pelos puristas da folk, nem pelos entusiastas do rock. O dinheiro ia escasseando, e até ao momento, os Four To Go, ainda não tinham conseguido dar um único concerto. Neil tinha dificuldades em pagar o empréstimo que o seu pai lhe tinha dado. Devido à falta de dinheiro, Young viu-se obrigado a trabalhar durante o dia num café, e à noite encontrava-se com os companheiros para os ensaios. A visão do que queria tocar era cada vez mais dispare da ideia dos outros membros, e isso, deixava-o frustrado. Passado pouco tempo entrou em depressão, refugiando-se novamente em casa do seu pai, onde dormia 18 horas por dia. Em pouco tempo, perdeu o trabalho e a banda.

FMM Sines '09, antevisão

Por motivo de doença, o músico argentino Ramiro Musotto teve de cancelar a sua digressão de Verão, não podendo actuar na noite de 23 de Julho, na Avenida Vasco da Gama, como estava anunciado. Assim sendo, a organização do festival anuncia que Damily, a mais importante figura do “Tsapiky”, do Madagáscar, irá substituir o concerto De ramiro Musotto.

Domingo, Julho 12, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na quinta feira, dia 23, no Centro de Artes de Sines, actua o grupo português, Assobio. Na Av. da Praia, pelo fim da tarde, actua o duo Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa, oriundos da Galiza e Guiné Bissau. A primeira banda a actuar no Castelo é a formação chinesa Hanggai. Logo depois segue-se Chucho Valdés Big Band, de Cuba. Os Kasaï Allstars, do Congo, fecham a noite do Castelo. Na Av. da Praia, realiza-se o último concerto da noite com Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka, originais do Brasil e da Argentina.

Assobio

Oriundos da Beira Alta, os Assobio são o projecto nacional mais arrojado no campo da música de raiz tradicional.

Assobio

Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa

Manecas Costa, guitarrista, cantor e compositor guineense radicado em Portugal, é um dos mais activos nestas incursões pelo noroeste da península. O galego Fran Pérez (Narf), cantautor de horizontes abertos com experiência em trabalho com música africana, particularmente em Moçambique, onde colaborou, por exemplo, com o grupo Timbila Muzimba e o poeta José Craveirinha, junta-se a Manecas Costa para este concerto em Sines.



Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa


Hanggai

Liderado por Ilchi, antigo punk, o grupo Hanggai recupera para o presente a música tradicional da região chinesa da Mongólia Interior.



Hanggai


Chucho Valdés Big Band

Chucho Valdés é filho de Bebo Valdés, um dos mais destacados artistas cubanos do século XX, Chucho Valdés não é menos importante na história da música de Cuba das últimas décadas, com mais de 50 discos gravados e cinco Grammys conquistados.



Chucho Valdés Big Band

Kasaï Allstars

Reunindo 13 músicos de várias etnias da região congolesa do Kasaï, convivem neste super-grupo guitarras eléctricas, likembés electrificados, balafons, vozes, muita percussão e dançarinos que tomam o palco em espectaculares fatos e pinturas tradicionais. Estiveram para actuar nas últimas duas edicções do festival, mas devido a problemas com os vistos de entrada numa Europa cada vez mais fechada sobre si mesma, não permitiu a realização de vários concertos no velho continente.



Kasaï Allstars

Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka

Percussionista versátil, mestre do berimbau, programador electrónico e produtor musical, o argentino Ramiro Musotto é brasileiro de coração e criação. Ramiro cruza música baiana, músicas da América Latina e electrónica num espectáculo onde a percussão é rainha e a electrónica acrescenta ao ritmo um colorido espectral de ambientes e dimensões.



Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka

Sexta-feira, Julho 10, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na quarta feira, tem inicio a "festa" no castelo. Pelo fim da tarde, actua o artista chinês Mamer. No Castelo, os portugueses Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa, abrem as hostilidades. Segue-se Janita Salomé e logo de seguida os Uxía, da Galiza. A noite do Castelo termina com Acetre, da Estremadura espanhola. Para finalizar a noite, os L’Enfance Rouge, actua o projecto franco/ italiano/ tunisino.

Mamer

Mamer vem do interior profundo da China, de um território de grandes estepes povoadas de cavalos, pastores e uma espiritualidade que se vai perdendo na nova China.



Mamer

Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa

Desde o jazz à música tradicional portuguesa, Trilhos realiza uma alquimia que transforma o modo como ouvimos a guitarra.

Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa

Janita Salomé

Janita Salomé dispensa apresentações, sendo um dos artistas maiores do nosso pais...



Janita Salomé

Uxia

Uxía, é uma das maiores cantoras ibéricas, tendo uma forte ligação a Portugal e a Cabo Verde.



Uxia

Acetre

Originário de Olivença, o grupo Acetre é um exemplo de como a música deve servir mais para unir do que para separar.



Acetre

L’Enfance Rouge

Entre o porto siciliano de Trapani e o porto tunisino de Halq al Waady, o Mediterrâneo é um mar estreito, quase pede licença para passar.Considerados por Thurston Moore, como uma das melhores bandas da actualidade, os L’Enfance Rouge apresentam um estilo musical entre o rock progressivo, sobretudo na linha do noise, e a música árabe tradicional.



L’Enfance Rouge

Neil Young - A Estrela do Norte #13

Na escola beneditina, Stills, aprendeu o canto gregoriano, tendo chegado a ser segundo tenor no coro da escola. Mas a sua itinerância não se ficaria por ai. Já na Florida, Stills apaixonou-se pelos blues e pelo folk urbano, um ponto de contacto com Young. Na escola, fez parte de várias bandas, inicialmente como baterista nos Radars. Mais tarde, tocou guitarra nos Continentals, de que era membro Don Felder, que viria mais tarde a fazer parte dos Eagles. Após uma breve passagem pelo Panamá, Stills, tentou entrar na universidade, mas sem sucesso, o que o levou a tentar uma carreira no meio musical. Em 63, instalou-se em Nova Orleães, onde conheceu Chris Sarns, que mais tarde viria a ser road manager dos Buffalo Springfield. No ano seguinte, Stills e Sarns mudaram-se para Nova Iorque, para o bairro Greenwich Village. Stills, formou um trio, juntamente com Peter Thorkelson e John Hopkins, mas não durou muito tempo. As dificuldades económicas eram muitas e as receitas mal davam para cobrir as despesas. Stills viu-se obrigado a aceitar vários trabalhos, mas com pagamento certo. Em 65, juntou-se aos Company e partiu em digressão pelo Canadá.

Na semana em Stills e Young se conheceram, os The Byrds lançaram uma versão do conhecido tema de Bob Dylan, “Tambourine Man”, e que viria a ser um fenómeno de vendas, tenda a imprensa especializada a baptizar este o estilo de folk rock. Desde a audição de “A Hard Day’s Night” dos Beattles, Stills alimentava o desejo de fundir o folk com rock oriundo das ilhas britânicas, e agora, sabia que isso podia ser concretizado. Em Fort Williams, Stills e Young tiveram a oportunidade de trocar a ideias sobre diversos aspectos musicais. Young gostava particularmente da voz e do som da guitarra ritmo de Stills e, por sua vez, este apreciou o facto de, como viria mais tarde a afirmar, de Young estar uns passos à frente de toda a gente ao praticar o folk rock, da forma que ele próprio ambicionava tocar. Stills encontrava-se descontente com a sua banda e ambicionava tocar com Young. No entanto, devido ao contrato que tinha com os Company e ao facto de se encontrar num pais estrangeiro e sem licença de trabalho, viu-se obrigado a adiar esse desejo. De regresso a Nova Iorque após a digressão pelo Canadá, Stills começou a organizar uma pequena digressão dos The Squiers de Young pelos Estados Unidos, juntando-se assim à formação.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na segunda feira, dia 20, o festival muda-se para Sines, mais concretamente, para o Centro de Artes de Sines. Mor Karbasi, de Israel, e, Portico Quartet, do Reino Unido.

Mor Karbasi

Mor Karbasi é a nova estrela das vozes femininas do mundo judaico. Com apenas 20 anos, a cantora israelita radicada no Reino Unido seduz o espectador com o seu desempenho vocal e com a riqueza das suas canções em hebraico, castelhano e Ladino, a língua extinta dos judeus da Península Ibérica. A fonte de inspiração é a música dos judeus sefarditas, cabendo no seu repertório temas tradicionais do séc. XV e novas canções baseadas no Ladino compostas por si.



Mor Karbasi

Portico Quartet

Os Portico Quartet foram nomeados para o Mercury Prize e o disco “Knee-Deep In The North Sea” foi considerado o melhor álbum de jazz, “world music” e folk pela revista Time Out, em 2008. As suas influências são oriundas sobretudo no jazz, mas também no rock, no minimalismo e em várias matrizes tradicionais do mundo. Formado em 2005, o grupo foi descoberto a tocar na rua frente ao National Theatre de Londres pelo clube The Vortex, que criou uma etiqueta discográfica só para lançar a sua música.



Portico Quartet

No dia seguinte, e ainda no Centro de Artes, actuam Corneliu Stroe & Aromanian Ethno Band, da Roménia,e, Carmen Souza, de Portugal/Cabo Verde.

Corneliu Stroe & Aromanian Ethno Band

O estilo da banda é uma fusão entre a música tradicional romena e os elementos modernos do rock e do jazz, pigmentados com sonoridades de música grega e balcânica. É precisamente o folclore arcaico aromeno que está em destaque na música da Aromanian Ethno Band.

Carmen Souza

Carmen Souza, nasceu em Portugal, sendo filha de pais cabo-verdianos. Os vários géneros cabo-verdianos, o gospel e a soul são fontes de inspiração, mas Carmen encontra sobretudo no jazz a principal linha do seu trabalho.



Carmen Souza

Kraftwerk no programa da BBC 2 Culture Show

Os Kraftwerk sempre gostaram de mostrar uma imagem de mistério e fria de si próprios. Recentemente, durante o festival Manchester 2009, o programa da BBC 2, Culture Show, fez uma entrevista, no mínimo diferente, a Ralph Hütter, o único membro fundador que permanece na banda.


Hope Sandoval e os Mazzy Star vão editar novos discos


Hope Sandoval vai lançar o segundo álbum a solo, de seu nome Through The Devil Softly, a 15 de Setembro. Este nome pode dizer pouco a muito boa gente, mas se referir essa senhora era a voz dos MazzY Star, já o caso, seguramente muda de figura. Em tempos idos, durante as minhas deambulações alentejanas, ouvia os Mazzy Star diariamente, de forma quase religiosa, nas noites intermináveis. E já agora, segundo consta, o novo disco dos Mazzy Star, está quase pronto. É verdade, e volta a juntar Hope Sandoval e David Roback juntaram-se para gravar o quarto trabalho da formação.


Ponto de escuta: Blanchard

Quarta-feira, Julho 08, 2009

FMM Sines '09, antevisão

A terceira, e última noite do FMM de Sines em Porto Covo, fica marcada pelas actuações de Wyza, de Angola; de Orquesta Típica Fernández Fierro, da Argentina; e Daara J Family, do Senegal

Wyza

Wyza traz para os nossos dias a riqueza ancestral do “kilapanga”, o estilo musical do povo de que é originário, os Bakongo. “Bakongo”, editado em 2007, é o primeiro disco de Wyza, e anda em torno do “kilapanga” e da pop mais sofisticada, é um dos trabalhos mais interessantes oriundo de um pais africano de língua portuguesa.



Wyza

Orquesta Típica Fernández Fierro

A Orquesta Típica Fernández Fierro é hoje um caso único de popularidade da música argentina. Criada em 2001 por um grupo de estudantes de Buenos Aires, recupera a tradição das grandes orquestras de tango dos anos 50, fazendo arranjos de velhos temas, criando novos, e mantendo-se fiel a um som integralmente acústico, com quatro bandoneons, três violinos, uma viola, um violoncelo, um contrabaixo, um piano e a voz de Walter “Chino” Laborde.



Orquesta Típica Fernández Fierro

Daara J Family

Tal como o gospel ou os blues, também o rap teve origem em África antes de desenvolver como o género que conhecemos nos EUA. As raízes remontam ao “tasso”, uma velha forma de poesia ritmada que os povos do Senegal usavam para falar dos dramas e dos anseios que atravessavam a sua vida.



Daara J Family

Terça-feira, Julho 07, 2009

Elfin Saddle - Ringing For The Begin Again

Elfin Saddle resulta de uma estranha combinação de um canadiano, Jordan McKenzi e, de uma pequena japonesa, Emi Honda, sendo ambos artistas plásticos. O seu universo criativo é povoado por espíritos, deuses e outras criaturas oriundas das suas imaginações. Como artistas plásticos, têm recebido os mais diversos elogios pelas suas complexas instalações que envolvem motores, órgãos, comida entre outras coisas. Recentemente envolveram-se no meio musical, como forma de expressar a sua criatividade. O mundo musical não é de todo estranho a este duo, pois, já escrevem músicas há algum tempo, tendo inclusive um disco gravado, Gigantic Mother/ Wounded Child.

Coloca-se contudo a inevitável questão de se estes dois artistas plásticos conseguem transpor a sua criatividade para a música. A música em si reflecte um apurado sentido de criatividade, sendo deveras interessante ouvir este trabalho de fio a pavio. Mas… existe sempre um mas, depois da audição existirá uma real urgência de o voltar ouvir. Confesso que não senti essa urgência. É verdade que estamos perante um disco que apresenta uma sonoridade agradável e com alguns apontamentos que nos conduzem para mundos surreais, não deixando de se notar o estilo de mistura da editora Constellation. No entanto, e estranhamente, a música não perdura na mente, e as letras não são o ponto forte deste duo. Em termos técnicos tudo é perfeito, até porque os músicos são de excelência, mas isso não significa que realizem uma obra que nos cative e nos inspire desde a primeira audição. Não entrarei na velha questão (e que já tenho visto em diversos artigos sobre esta banda), se este disco é ou não uma obra de arte. Isso seria absurdo e de pretensão de que da qual me excluo. O fundamental, como em tudo, é o que se pode usufruir da obra, e cada ouvinte retirará sensações e emoções diferentes. Apesar de todos estas considerações, este é um disco que deverá ser ouvido com muito atenção, porque ele é banhado de muitos (e bons) pormenores, por vezes de uma riqueza e de uma subtileza que poderá passar desapercebida a uma audição mais desatenta.


Ponto de escuta: Temple Daughter

Myspace: Elfin Saddle
Página oficial: Elfin Saddle

Segunda-feira, Julho 06, 2009

FMM Sines '09, antevisão

No segundo dia do festival, ainda em Porto Covo, Victor Démé, do Burkina Faso; os The Ukranians, da Inglaterra e, Dele Sosimi Afrobeat Orchestra, da Nigéria, farão seguramente a festa.

Victor Démé

Victor Démé, oriundo do Burkina Faso, o cantautor que neste momento melhor o representa no circuito das músicas do mundo. Em 2008, um conjunto de felizes encontros permitiu que, a editora Chapa Blues Records, gravasse, aos 46 anos, o seu disco de estreia, “Victor Demé”. Victor dá voz a baladas onde cruza a tradição mandinga com influências latinas com um travo dos grandes trovadores folk.



Victor Démé

The Ukrainians

The Ukrainians, são um dos melhores representantes da fusão entre a folk e a música (pós-)punk com origem no Reino Unido. A música dos The Ukrainians é uma amalgama de estilos onde pautam canções ucranianas e êxitos pop dos T.Rex, The Sex Pistols, The Smiths, The Velvet Underground, entre outros.



The Ukranians

Dele Sosimi Afrobeat Orchestra

Dele Sosimi teclista dos Egypt 80 a partir de 1979,juntamente com Femi Kuti, tomou as rédeas do grupo quando Fela foi preso pelas suas posições políticas em 1984/85. Em 1995, foi viver para Londres e começou finalmente a trabalhar numa carreira em que já é totalmente seu o controlo criativo, tendo gravado dois discos. No ano passado tocou em Portugal no Festival do Mar.



Dele Sosimi Afrobeat Orchestra

Neil Young - A Estrela do Norte #12

Em palco, Young seguia uma linha mais R&B, influenciado pelos Rolling Stones e pelos Kinks. O reportório era agora mais alargado e, contava como novos temas de autoria de Young como, “Find Another Soulder” e Hello Lonely Women”. Em Fort William, os The Squires tiveram uma oportunidade de gravar um novo disco para a estação de rádio local, CJLY. Tocaram “I Wonder”, com um novo arranjo, e dois novos temas de Young, “I’Il Love You Forever” e Together Alone”. Estes temas foram mais tarde apresentados à editora Capitol Records mas sem sucesso, não tendo conseguido assinar contrato.

No final do desse ano, os The Squires regressaram a Winnipeg e, apessar do relativo sucesso e dos razoáveis rendimentos obtidos, o lyne up da banda sofreu diversas alterações. O guitarrista Doug Campbell, dos Dimensions juntou-se à formação e, diversos bateristas entraram e saíram. Pelo meio, conseguiram mais uma oportunidade de realizar mais uma sessão de gravação. “I Wonder”, numa nova versão, fez parte dos temas gravados, bem como, “I’m a Man and I Can’t Cry”.

Young sabia que teria de sair do circuito fechado de Winnipeg para poder evoluir e prosseguir a sua carreira. Em Maio de 65, os The Squires voltaram a Fort William. Nessa estadia, Young viria a conhecer Stephen Stills.

Stephen Stills

Stills nasceu a 3 de Janeiro do ano de 1945 em Houstan, no Texas, sendo somente 10 meses mais velho que Young. Contudo, a sua carreira e experiência musical era já enorme. A sua infância e juventude foi passada na estrada, de cidade em cidade, tendo vivido com os seus pais no Panamá e na Costa Rica, o que lhe permitiu assimilar diferentes raízes musicais, tendo apreendido a tocar diversos instrumentos. Os seus pais, numa tentativa de controlar o seu espírito rebelde e autónomo, enviaram-no para uma academia militar. Essa nova experiência foi do agrado de Stills, cuja obsessão pelo controle e autoridade era já evidente, tendo chegado a condutor da banda da academia. A sua personalidade levava-o a fazer e a perder vários amigos, um pouco como Young. No entanto, a estadia na academia militar não durou muito. Os seus pais, na sua vida errática, e numa perspectiva de constante desafio, enviaram-no para um mosteiro beneditino, para lhe permitir a obtenção de uma formação espiritual.

FMM Sines '09, antevisão

Já falta pouco para o arranque de mais uma edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Nos próximos dias irei dar destaque às diversas bandas que irão passar pelos vários palcos daquel que é considerado o melhor festival de músicas do mundo em Portugal.
O'Questrada
Os O’Questrada, oriundos de Portugal, trazem até nós uma música alegre e cantam em português, crioulo, espanhol, francês e inglês, num palco transformado em tasca imaginária, onde as desgarradas são constantes e o teatro acompanha a música.





O'questrada

Rupa & The April Fishes

Nascida na Califórnia, filha de pais indianos, foi durante a adolescência passada em França que a cantautora Rupa Marya descobriu que a cor da sua pele não era neutra: confundiam-na com os árabes e os ciganos e isso tinha um preço. Cantando em inglês, francês, espanhol e hindi, buscando referências na canção francesa, no tango, na música cigana e na folk americana, entre outros géneros, Rupa faz do mundo inteiro o seu território estético.




Rupa & The April Fishes

Circo Abusivo

Com sede espiritual em Valtelatija, destino de antigas migrações ciganas entre os lagos e montanhas dos Alpes italianos, o grupo Circo Abusivo cumpre desde 2001 a missão a que se propôs: fazer a festa, mas não uma festa qualquer, fazer a festa total. Música cigana dos Balcãs, klezmer, polka, samba, tarantella, surf-rock, mazurka, jingles publicitários, genéricos televisivos, enfim, todas as músicas capazes de dar o seu contributo para uma grande celebração da vida.




Circo Abusivo

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Festival Mestiço, na Casa da Música


É já amanhã que tem inicio o Festival Mestiço na Casa da Música, no Porto.


Programa:

2 de Julho: 22.00 horas
Nána Vasconcelos e Virgínia Rodrigues
J.P. Simões

3 de Julho: 22.30 horas
Babylon Circus
Orquestra Imperial

4 de Julho: 22.30 horas
Natiruts
Comunidade Nin-Jitsu
Lei Di Dai

5 de Julho: 22.00 horas
Konono nº1
Bruno_M
Batida

Videos 061 - Iggy Pop - King Of The Dogs