Mostrar mensagens com a etiqueta Arbouretum. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arbouretum. Mostrar todas as mensagens

domingo, julho 03, 2011

Sons da Casa #010



Setlist:

Pontiak.Part III.
Pontiak.Part IV.
Psychic Ills.Second Sight.
Om.Pilgrimage.
Pink Floyd.Set The Controls For The Heart Of The Sun.
Guapo.Five Suns (part 1).
Arbouretum.When Delivery Comes.
Colour Haze.Tempel Tempel.
The Book Of Knots.Drosophila Melanogaster.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Arbouretum - The Gathering

Após a digressão mundial de 2009 que muita coisa mudou nos Arbouretum e muito boa gente não augurava nada de bom para a banda. Da mudança de lineup e um prolongado silêncio não ajudavam à causa. No entanto, após as primeiras audições do novo longa duração, de seu nome, The Gathering, podemos afirmar que o seu som é agora mais “pesado” que os registos anteriores, sem deixar de lado a construção melódica em meandro, bem tradicional nos Arbouretum. Diria mesmo que as composições são mais elaboradas, mais intricadas neste novo álbum do que nos anteriores.

As mudanças verificam-se logo na abertura do disco, em White Bird, onde podemos ouvir uma palete de sons agradavelmente concentrada e de forma linear, sempre num registo psicadélico, mas onde mesmo os solos de Heumann se mantêm dentro dos parâmetros da melodia. Tudo é feito com uma precisão meticulosa, onde todas as inflexões foram bem pensadas. Mas não nos devemos enganar por esta aparente contenção, ainda encontramos aqui um livre espírito irrequieto, e sobretudo imaginativo e absolutamente cativante. Curiosamente, ou não, os temas de maior duração são os mais cativantes, onde as rédeas andam mais soltas, arrastando o ouvinte para uma dimensão paralela. São também os temas mais eléctricos, em contraposição com os temas mais melódicos e acústicos do álbum. Alias, os Arbouretum já nos habituaram nos três anteriores trabalhos que são mestres na manipulação da atenção/tenção do ouvinte. Após uma forte abertura, os temas seguintes conduzem-nos a uma acalmia, onde pontuam os temas mais calmos, transportando o ouvinte para paisagens sonoras mais delicadas, para a ¾ do fim voltarem à carga, com aqueles que são porventura as melhores composições do disco. Song of the Nile, com os seus 10 minutos de duração é um bom exemplo disso mesmo, porventura um dos melhores temas da formação.

Em jeito de resumo, The Gathering, julgo estarmos presente ao melhor disco da banda, e seguramente um dos mais interessantes trabalhos que ouvi este ano…


Video: Waxing Crescents

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Sons da Casa #07

Sons Da Casa #07 by Sonsmusica on Mixcloud




Playlist:

Six Organs Of Admittance.Hold But Let Go
Colin Stetson.The Stars In His Head (Dark Lights Remix)
TU.The NOOOSE
Arbouretum.Song of the Nile
Faust.Lost the Signal
Miasma & the Carousel of Headless Horses.The Mage
Kevin Ayers.We Did it Again
Woven Bones.Grown Crazy
Our Broken Garden.Watermark

quinta-feira, novembro 04, 2010

The Gathering, o novo disco dos Arbouretum em Fevereiro

Os Arbouretum anunciaram recentemente que o seu novo disco será editado no próximo dia 21 de Fevereiro de 2011 com o título The Gathering. Entretanto já é possivel ouvir um dos futuros temas, ainda em versão acustica.


Arbouretum - When Delivery Comes (solo acoustic) from Thrill Jockey Records on Vimeo.

terça-feira, março 03, 2009

Arbouretum - Songs of Pearl


Songs of the Pearl, o terceiro longa duração dos americanos Arbouretum e o primeiro em que a formação é idêntica em todos temas. Desta vez os Arbouretum contam com Dave Heumann na guitarra e na voz, Daniel Franz (que também participa ocasionalmente nos Beach House) na bateria, Corey Allender no baixo e Steve Strohmeier na guitarra. Em relação ao álbum anterior, Rites of Uncovering, este Songs of the Pearl apresenta uma linguagem mais directa, de certa forma mais simples. Esse factor não constitui em si mesmo um valor negativo, antes pelo contrário. As características sonoras mantêm-se intactas, com as guitarras a alternarem entre o ritmo “pesado” e o simples dedilhar em busca de uma melodia que progride de forma natural. Os temas alternam entre o devaneio controlado com distorção quanto baste e a voz nasalada de Heumann. No fundo estamos presente a um disco folk-rock com pinceladas psicadélicas, agora em menor número dos que os trabalhos precedentes. Este Songs of Pearl exala uma certa dose de esperança, algo novo na trajectória dos Arbouretum, que no entanto é contraposta pela voz grave de Heumann.


Gravado em apenas dois meses, o álbum abre com False Spring, um tema que vive muito à custa de um ritmo pesado de guitarra que embate em doses sucessivas na parede até finalmente a quebrar e explodir em solos bem ácidos, por sinal. Nesta faixa (bem como nas seguintes) nota-se a preocupação com os arranjos, bastante mais elaborados do que nos anteriores trabalhos. A lista de instrumentos utilizados aumentou e deparamo-nos de tempos a tempos com guitarras acústicas, pianos e címbalos, tudo com o intuito de criar um ambiente mais “acolhedor” e mais psicadélico. Aliás, o cuidado dos arranjos, principalmente com os de cordas, muito da responsabilidade de Walker Teret, dão a este tema um ar mais barroco. Ok, pode ser um exagero dizer barroco, mas ultimamente esta palavra salta frequentemente à frente dos meus olhos… Os elementos escritos sempre foram um ponto importante para a banda que se inspiram com frequência na cultura tradicional das ilhas britânicas o que reforça a ideia de um certo ar folk, barroco. Bem, o importante no meio disto é o facto de a letra e a orquestração se complementarem, unindo-se num só.


O lado emocional das letras reporta-nos para os “songwriters” como Dylan, não admirando que o último tema dos disco, Tomorrow is a Long Time” uma canção antiga de Bob Dylan surja no disco, de forma quase irreconhecível, é certo, mas reforça um certo ar folk que os Arbouretum. O ritmo lento com que o tema é recriado e a voz arrastada consegue captar de uma nova forma os lamentos de Dylan.


Songs of Pearl é sem duvidas um dos discos mais interessantes que viu a luz neste inicio de ano e bem ajudar a consolidar a sua posição de relevo no seio do género folk-rock, psicadélico,heavy e mais alguma subcategoria que se possam lembrar. É certo que este trabalho não atingira os píncaros das luzes da ribalta, mas também o que isso importa. O fundamental é o resultado da audição e o que dela se extrai. Pelos menos a critica, muitas vezes avessa a falar bem seja lá do que for, tem exaltado os recentes trabalhos de Dave Heumann, e nada tem para não o voltar a fazer desta vez. Agora resta esperar que na digressão que Heumann irá realizar, os bons ventos o traga a terras lusas.


Myspace: Arbouretum

Ponto de escuta:


segunda-feira, dezembro 08, 2008

Songs of the Pearl, o novo disco dos Arbouretum sai em Março

Está confirmado o lançamento para inícios de Março, do terceiro álbum dos Arbouretum, de seu nome, Songs of the Pearl, sucessor do brilhante Rites of Uncovering.

Alinhamento:
01 False Spring
02 Another Hiding Place
03 Down by the Fall Line
04 Song of the Pearl
05 Thin Dominion
06 Infinite Corridors
07 The Midnight Cry
08 Tomorrow is a Long Time

Ponto de Escuta:
Arbouretum