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terça-feira, março 22, 2011

O Muro caiu no Pavilhão Atlântico pelas mãos de Roger Waters

Sim, o concerto teve a bonecada insuflável, sim, o concerto teve o avião a despenhar-se contra o muro, sim o concerto teve o porco (não era cor-de-rosa) a planar sobre o público. Sim, o concerto teve explosões a rodos. Roger Waters trouxe toda a parafernália associada aos Pink Floyd e ao original The Wall. Está tudo lá. A música também! Felizmente. Afinal de contas é disso que se trata, embora por vezes tal não parece, diluída que fica no meio de tanto aparato pirotécnico, de luz e de imagem. Sendo um espectáculo visualmente deslumbrante, em algumas situações peca por excesso e, muito honestamente, prefiro a versão mais soft dos anos 80, com menos informação visual e mais emoção auditiva.

Por falar em emoção, foram vários os momentos que conseguiram levar o publico ao êxtase. As tradicionais Another Brick in the Wall, parte 2, Run Like Hell e Comfotably Numb fizeram as delícias dos fãs incondicionais que esperaram 30 anos para ver esta coisa ao vivo. Destaco, pelo lado positivo, a magnifica versão de Mother em que Waters faz um dueto com ele próprio (!), com um intervalo de 30 anos. Com projecção de um vídeo da época do The Wall original, Waters em 2011 e Waters em 1981 cantam em conjunto um dos temas mais emblemáticos do duplo álbum dos Pink Floyd. Pela negativa, destaco o pior solo de guitarra do tema Comfortably Numb que já ouvi, com o guitarrista a manear-se em cima do muro, a abanar a longa melena enquanto assassina um dos mais belos solos escritos por David Gilmour. Volta Gilmour, estás perdoado. Felizmente, no DVD, que irá sair (aposto) lá para as alturas do natal, surgirá o lendário guitarrista dos Floyd que tocará em Londres, em vez deste senhor saído de uma pseudo banda de heavy-metal de garagem.

30 Anos passados sobre o original de The Wall, a nova versão revista e actualizada dispara em todos os sentidos. E continua a fazer sentido. Cada vez mais, diria. Da política à economia, passando pela religião, nada escapa à ira de Waters sobre o estado actual da sociedade. Com referências explícitas a marcas e a ideologias, Waters conduz e manipula magistralmente a audiência em delírio que grita efusivamente as palavras de ordem vindas do palco, qual Adolf e Goebbels em Nuremberg. Não deixa de ser curioso que Waters escreveu uma obra sobre a alienação das massas, sobre o controlo social, político e religioso, onde abertamente expressa a sua abominação sobre todo e qualquer tipo de sistema social organizado e utiliza tudo isso para conduzir e manipular a audiência para onde ele quer e como ele quer. Não deixa igualmente de ser curioso o facto de que Waters ganha uns quantos milhares de tostões a criticar o velho sistema capitalista… É a vida… Mas não se deixem enganar pelas minhas palvras, isto é um grande, grande espectáculo...

E já agora, sim, o muro cai no final do concerto….

Video Mother, ao vivo em United Center, Chicago em 2010


Video The Trial, ao vivo em United Center, Chicago em 2010

quarta-feira, agosto 18, 2010

Video do concerto Hoping Foudation Benefit Evening com Roger Waters e David Gilmour

Já por aqui falei da reunião de Roger Waters e David Gilmour no passado dia 10 de Julho no concerto de angariação de fundos Hoping Foudation Benefit Evening. Agora é possivel ver os quatros temas tocados pelos ex-Floyd.


Hoping Foundation benefit performance from Hoping Foundation on Vimeo.

sexta-feira, agosto 13, 2010

An Introduction to Syd Barrett, a nova compilação de Syd Barrett

A nova compilação chamada An Introduction to Syd Barrett será lançada pela EMI no próximo dia 4 de Outubro. O álbum apresenta 18 temas de Syd Barrett dos seus álbuns a solo, bem como alguns escritos para os Pink Floyd. Cinco das músicas foram re-misturadas pelo produtor do álbum, David Gilmour, bem como por Iddins Damon e Andy Jackson. A capa ficou a cargo de Storm Thorgerson. Syd Barrett continua a seu um dos artistas que tem mais complilações do que trabalhos originais...

sexta-feira, julho 16, 2010

Roger Waters e David Gilmour, juntos e ao vivo

David Gilmour e Roger Waters reuniram-se no passado dia 10 para tocar no Hoping Foudation Benefit Evening. Inicialmente estava previsto tocarem três temas, mas graças à insistência do público, Waters e Gilmour acederam tocar mais um tema. Podem ver fotografias no site de Polly Samson. Aparentemente a relação entre os dois tem vindo a melhorar, e a prova disso é o anúncio de que Gilmour irá actuar num dos concertos da nova digressão de The Wall onde irá tocar Comfortably Numb.

Para quem andou distraído e não conseguiu comprar bilhete para o concerto de Lisboa, que já esgotou, Waters anunciou a realização de um segundo concerto no Pavilhão Atlântico.

Por falar em The Wall, o eterno rumor do lançamento do DVD da digressão original dos Pink Floyd volta à baila. Desta feita a notícia do possível lançamento filme surgiu no Illinois Times, numa entrevista Michael Lennon, vocalista convidado para a nova digressão, em que afirmou ter estado com Waters a ver um DVD da digressão original. Infelizmente, isso não significa que os Floyd irão editar o tão famigerado filme.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Dia Mundial da Fotografia; Imagens #01


Aproveitando o dia mundial da fotografia, inicio hoje uma secção dedicada à fotografia musical. A minha primeira escolha recai numa das fotografas ligadas à industrial musical que mais aprecio, Jill Furmanovsky. Esta fotografia foi tirada durante um concerto do The Wall dos Pink Floyd, num duns raros momentos em que se podia vislumbrar David Gilmour a tocar. A fotograva não tinha autorização para efectuar o registo fotográfico do concerto, tendo-lhe sido conficado diversos rolos, tendo no entanto, sobrevivido esta fotografia, que viria a transformar-se num incone da fotografia de espectáculos musicais.

segunda-feira, julho 20, 2009

A Lua...



Faz hoje 40 anos que o homem pisou a Lua pela primeira vez. Um pouco por todo o lado, celebra-se hoje tal facto, que marcou a história da humanidade. Tratou-se indiscutivelmente, do corolário da capacidade do ser humano de superar obstáculos e de realizar um dos seus desejos mais antigos. Esse pequeno astro sem vida sempre alimentou as fantasias e de a imaginação todos os que cruzaram a Terra. Da literatura ao cinema, dos contos populares à música, a Lua esteve sempre presente no acto criativo, servindo de fonte inspirativa a algumas das maiores obras. Na música, a Lua (e o seu lado obscuro…) têm uma presença marcante, transversal a todos os géneros, e, no dia em que o homem a pisou pela primeira vez, a música, contribuiu na celebração do acontecimento. Durante a emissão televisiva da BBC, os Pink Floyd foram tocando em directo, celebrando uma comunhão pouco usual, entre o feito humano, e a formação musical mais espacial. Em abono da verdade, os Floyd, foi a banda que melhor retratou o espaço e as viagens espaciais, e não, não me refiro ao Dark Side Of The Moon. Grande parte das composições dos Floyd nos anos 60, eram verdadeiras viagens sensoriais pelo espaço, tendo a capacidade de nos transportar para outros mundos. Nessa noite tocaram o tema “atmosférico” Moonhead, um tema inédito e, que não viria a ser editado.



Recentemente, David Gilmour escreveu um artigo para o jornal britânico Guardian, sobre a experiência de ter tocado nessa noite, em directo e, em simultâneo com a chegada do homem à Lua.