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segunda-feira, maio 09, 2011

O FMM já tem os bilhetes há venda, com preços que não são para o nosso "mundo"

Já era de esperar que mais ano menos ano os preços dos ingressos para o FMM iriam aumentar drásticamente. Na actual conjuctura, nem o festival de Sines escapa, passando a ter preços que já não são para o nosso "mundo". E é uma pena...


Concertos nocturnos no Castelo
Bilhete diário: 15 euros

EP 1.º fim-de-semana: 35 euros
EP 2.º fim-de-semana: 50 euros
EP Dois fins-de-semana: 80 euros

Concertos vespertinos no Castelo
Entrada livre

Concertos no palco da Av. Vasco da Gama
Entrada livre

terça-feira, maio 03, 2011

O Festival de Músicas do Mundo de Sines já tem o programa completo

A organização do FMM de Sines já apresentou o programa completo da festa de 2011. Com um cartaz rico e variado, o FMM promete mais uma vez animação e alegria na festa maior da música do mundo em Portugal.

Sexta, 22 de Julho Castelo

António Zambujo (Portugal), 19h00
Le Trio Joubran (Palestina), 21h30
Cheikh Lô (Senegal), 23h00
Secret Chiefs 3 (EUA), 00h30

Sábado, 23 de Julho Castelo

António Chainho “Lisgoa” (Portugal / Índia), 19h00
Mamer (Xinjiang – China), 21h30
Berrogüetto (Galiza – Espanha), 23h00
Congotronics vs. Rockers (R. D. Congo / EUA / Argentina / Suécia), 00h30

Domingo, 24 de Julho Castelo

Aduf (Portugal), 19h00
Luísa Maita (Brasil), 21h30
De Tangos y Jaleos (Extremadura – Espanha), 23h00
Ebo Taylor & Afrobeat Academy (Gana), 00h30

Quarta, 27 de Julho

Mercedes Péon (Galiza – Espanha), 19h00, Castelo
Manou Gallo & Woman Band (Costa do Marfim / Bélgica), 21h45, Castelo
Mama Rosin (Suíça / Cultura Cajun), 23h15, Castelo
Blitz the Ambassador (Gana / EUA), 00h45, Castelo
Mikado Lab (Portugal), 02h45, Av. Vasco da Gama

Quinta, 28 de Julho

Shunsuke Kimura x Etsuro Ono (Japão), 19h00, Castelo
Fromtwo (França), 20h15, Av. Vasco da Gama
Apsilies (Grécia), 21h45, Castelo
Vishwa Mohan Bhatt & The Divana Ensemble “Desert Slide” (Rajastão – Índia), 23h15, Castelo
Nomfusi & The Lucky Charms (África do Sul), 00h45, Castelo
Tuba Project feat. Bob Stewart (Roménia / EUA), 02h45, Av. Vasco da Gama

Sexta, 29 de Julho

L.U.M.E. (Portugal), 19h00, Castelo
Lousy Guru (Portugal), 20h15, Av. Vasco da Gama
Ayarkhaan (República da Iacútia – Rússia), 21h45, Castelo
Marchand vs. Burger “Before Bach” (França), 23h15, Castelo
Dissidenten (Alemanha / Marrocos), 00h45, Castelo
O Experimentar Na M’Incomoda (Açores – Portugal), 02h45, Av. Vasco da Gama

Sábado, 30 de Julho

Aziz Sahmaoui & University of Gnawa (Marrocos / Senegal), 19h00, Castelo
CaBaCe (Portugal), 20h15, Av. Vasco da Gama
Mário Lúcio (Cabo Verde), 21h45, Castelo
Nathalie Natiembé (Ilha Reunião – França), 23h15, Castelo
Sly & Robbie feat. Junior Reid (Jamaica), 00h45, Castelo
Kumpania Algazarra (Portugal), 02h45, Av. Vasco da Gama

quarta-feira, abril 20, 2011

Mais 3 nomes para Sines

SLY & ROBBIE feat. JUNIOR REID (Jamaica)

O último concerto do FMM no Castelo, no dia 30 de Julho, com honras de fogo-de-artifício, estará este ano a cargo de Sly & Robbie feat. Junior Reid.

Lowell “Sly” Dunbar (bateria) e Robert “Robbie” Shakespeare (baixo) formam a dupla mais bem-sucedida da música jamaicana.

Enquanto secção rítmica e produtores, deram coração ao melhor reggae produzido desde os anos 70 até aos dias de hoje e nas cerca de 200 mil canções que já tocaram ou produziram acumulam um dos patrimónios mais impressionantes da música popular.

O seu uso inovador das capacidades do digital ajudou a mudar o “modus faciendi” da criação musical nos anos 80 e a sua erudição rítmica tem sido procurada por uma lista interminável de artistas de outros géneros musicais, em que se incluem nomes como Bob Dylan, The Rolling Stones e Sting.

Apresentam-se em Sines 10 anos depois da sua primeira passagem, em 2001, com os Black Uhuru.

Junior Reid, o cantor que trazem como convidado, também conheceu a experiência de actuar com aquele grupo lendário, mas hoje afirma-se a solo como umas vozes que melhor promove o encontro entre o reggae, o R&B e o hip hop.

DISSIDENTEN (Alemanha)

Os berlinenses Dissidenten sobem ao palco do Castelo de Sines no dia 29 de Julho.

Apelidados de “padrinhos do worldbeat” pela Rolling Stone, foram fundamentais para abrir a música popular ocidental como a conhecemos às músicas do mundo.

Formados em 1981, editaram o primeiro disco, “Germanistan”, no ano seguinte, durante uma estadia na Índia. Em 1984, em Tânger, gravaram “Sahara Elektrik”, de onde saiu um dos maiores sucessos, a canção “Fata Morgana”.

Continuaram em viagem pelo planeta e pelos seus sons nas duas décadas seguintes.

Em 2008, editaram “Tanger Sessions”, disco base do concerto no FMM, inspirado no conflito entre Oriente e Ocidente que se seguiu ao 11 de Setembro.

Marlon Klein (bateria e percussões) e Uve Müllrich (baixo e guitarra), membros fundadores da banda, lideram um septeto explosivo com músicos alemães e marroquinos.


SECRET CHIEFS 3 (Estados Unidos)

O grupo americano Secret Chiefs 3 actua no Castelo de Sines no dia 22 de Julho.

Liderada pelo guitarrista / compositor Trey Spruance, trata-se de uma banda de rock progressivo experimental de grande versatilidade, com influências tão diferentes quanto a música sinfónica de cinema, as melodias do Médio Oriente e o heavy metal.

Originária de São Francisco, foi fundada em meados dos anos 90 por Spruance, Trevor Dunn (baixo) e Danny Heifetz (bateria).

Ao longo da sua história e de quase uma dezena de discos gravados, as formações têm sido fluidas, como a própria banda, que muitas vezes apresenta fronteiras pouco definidas com outros grupos liderados por Spruance, como Ur e Traditionalists.

Texto da organização do Festival de Músicas do Mundo de Sines.

quarta-feira, março 30, 2011

Novos nomes para o Festival de Músicas do Mundo de Sines

Novos nomes foram adicionados ao cartaz do Festival de Músicas do Mundo 2011. Da programação fazem parte, até ao momento os seguintes nomes: Luísa Maita; Mercedes Peón; Manou Gallo; Nomfusi; Nathalie Natiembé; Mário Lúcio; Vishwa Mohan Bhatt & The Divana Ensemble; Mamer; Ayarkhaan; Shunsuke Kimura x Etsuro Ono; António Zambujo; Ebo Taylor; Blitz The Ambassador; Congotronics vs. Rockers.

"A primeira a subir ao palco do Castelo de Sines, no dia 24 de Julho, é a brasileira LUÍSA MAITA, uma das mais fortes apostas recentes da Cumbancha, editora de referência na área das músicas do mundo. Nascida em São Paulo em 1982, filha de pai sírio e mãe judia, faz música assumidamente urbana tendo o samba e a bossa nova como principais fundações artísticas. O seu álbum de estreia, “Lero-Lero”, foi lançado em 2010 e figurou na lista dos melhores discos do ano de várias publicações, incluindo a revista Veja. A sua presença em Sines é uma estreia em palcos portugueses.


MERCEDES PEÓN, natural da Galiza, é um das artistas mais carismáticas do circuito da “world music”. As suas primeiras influências foram os cantos tradicionais das mulheres da Costa da Morte, com os quais aprendeu e os quais ensinou. Gravou o seu primeiro disco, “Isué”, em 2000. Seguiram-se “Ajrú” (2004) e “Sihá” (2007), numa evolução para o registo electroacústico, que culmina em “Sós” (2010), o seu trabalho mais vanguardista, que nos últimos meses tem ocupado o 1.º lugar nos “charts” europeus de “world music”. Compositora, cantora, multi-instrumentista, enche sozinha o palco no Castelo, no dia 27 de Julho.


Também no dia 27 de Julho, actua MANOU GALLO. Natural da Costa do Marfim, apaixonou-se pela música pela via da percussão, tocando desde muito cedo os “tambores falantes”, tipo de percussão usado nos rituais do povo Djiboi. No início da idade adulta, começou a interessar-se pelo baixo, que em 1997 a levaria à Bélgica, para integrar o grupo Zap Mama. Desenvolve uma carreira a solo, como cantora, baixista e percussionista, desde 2001, tendo já gravado três discos: “Dida” (2002), “Manou Gallo” (2006) e “Lowlin” (2009). Na sua música, junta a tradição do seu país a influências de soul, funk e blues. É acompanhada em concerto pela Women Band, constituída por músicos belgas.


NOMFUSI, jovem estrela da música sul-africana, está no Castelo na noite de 28 de Julho. Nascida numa “township” (bairro pobre exclusivamente habitado por não brancos), Nomfusi começou a cantar na igreja, onde foi descoberta e ganhou uma bolsa de estudo para estudar canto e composição na Cidade do Cabo. “Kwazibani”, o nome do seu disco de estreia, lançando em 2009, lembra o nome de sua mãe, morta com sida quando Nomfusi tinha 12 anos. A sua identidade musical situa-se entre o jazz sul-africano, o R&B e o Motown clássico. É acompanhada pela banda The Lucky Charms, formada por músicos das “townships”. Estreia-se em Portugal no FMM.


NATHALIE NATIEMBÉ, natural de Reunião, ilha francesa no Oceano Índico, actua no Castelo na noite de 30 de Julho. Inscrita na tradição do “maloya”, um dos estilos principais da música da ilha, com raízes na cultura dos escravos, Nathalie cria canções com letras em francês e em crioulo, onde também se deixam entrever influências da “chanson” francesa, jazz, blues, reggae e várias músicas africanas. Chega a Sines com três discos gravados: “Margoz” (2001), “Sankèr” (2005), classificado com a nota máxima, Choc, do suplemento musical do Le Monde – e “Karma” (2009). A sua voz, usada a cappella ou acompanhada por um grupo instrumental reduzido, é o seu trunfo principal. É mais uma estreia em Portugal.


O músico cabo-verdiano Mário Lúcio actua no palco do Castelo de Sines no sábado, 30 de Julho, último dia do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011. Nascido no Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde, em 1964, foi o fundador do grupo Simentera, que marcou o regresso da música cabo-verdiana às suas raízes acústicas e reivindicou a cultura continental africana como elemento da identidade cultural cabo-verdiana. Simentera actuou no FMM Sines em 2003, num concerto que Mário Lúcio classificou em palco como um dos 11 melhores dos 11 anos de carreira do grupo. Gravou o seu primeiro disco a solo, intitulado “Mar e Luz”, em 2004, seguido de “Ao Vivo e aos Outros”, em 2006, e “Badyo”, em 2007. “Kreol”, o seu disco mais recente, tem marcado presença regular no topo dos charts de “world music” desde o seu lançamento, em 2010. Artista multifacetado, além de compositor, multi-instrumentista e estudioso da música tradicional, desenvolve uma carreira na escrita e na pintura. Com um historial de intervenção associativa e política, incluindo uma passagem como deputado pelo parlamento cabo-verdiano entre 1996 e 2001, Mário Lúcio foi nomeado, em Março de 2011, ministro da Cultura de Cabo Verde.


No dia 28 de Julho, o Castelo acolhe o projecto “Desert Slide”, que junta Vishwa Mohan Bhatt, um dos maiores mestres da slide guitar, e o grupo cigano Divana Ensemble. Primeiro aluno de Ravi Shankar, Vishwa Mohan Bhatt é um dos músicos indianos mais reconhecidos no mundo. Compositor e improvisador de excelência, criou o seu próprio instrumento, a “Mohan Veena”, um cruzamento de vários instrumentos de cordas indianos com a slide guitar norte-americana. Venceu o Grammy para Melhor Disco de World Music em 1994, com o CD “A Meeting by the River”, em parceria com Ry Cooder. Encontra-se nomeado para o prémio de melhor colaboração intercultural nos prémios Songlines 2011 pelo seu disco “Sleepless Nights on World Village”, com Matt Malley. Originário, como Vishwa, do Rajastão, o maior e mais desértico estado da Índia, o quinteto cigano The Divana Ensemble inscreve-se na tradição das antigas castas de músicos dos rajás. É composto por Anwar Khan Manganiar (voz), Prithviraj Suresh Mishra (tablas), Gazi Khan Barna (kartâl – percussão), Feiruz Khan Manghaniyar (dholak – percussão) e Ghewar Khan Manghaniyar (kamanchiya – instrumento de arco).


Mamer é um dos artistas mais originais e influentes da nova música da China, um trovador na tradição folk. Nascido e criado na província de Xinjiang, busca inspiração na cultura dos pastores nómadas de etnia cazaque que vivem naquela região do noroeste da China. O seu álbum de estreia, “Eagle”, editado em 2009 pela Real World, combina elementos tradicionais, folk e rock. As canções do seu repertório, provenientes no folclore local e originais de Mamer, são cantadas com uma voz grave inconfundível e acompanhadas de forma virtuosa na guitarra, no “dombra” (alaúde dos povos cazaques da Ásia Central) e noutros instrumentos tradicionais. Mamer, que esteve programado para o FMM 2009, mas não chegou a actuar devido a problemas de vistos, sobe ao palco do Castelo na noite de 23 de Julho.


O trio feminino Ayarkhaan recupera a tradição musical da Iacútia (ou Sakha), república asiática da Federação Russa. Formado em 2002, é composto por Albina Degtyareva, Yuliana Krivoshapkina e Olga Podluzhnaya, cantoras e intérpretes de “khomus”, um tipo de berimbau metálico tocado com a boca, instrumento nacional usado pelos xamãs nos seus rituais. Utilizam o estilo de canto gutural “d’ieretii”, semelhante ao utilizado por coros búlgaros e russos. Proveniente de uma das mais desoladas e espectaculares paisagens do mundo, entre a estepe e o Árctico, a música de Ayarkhaan inspira-se nos poderes da natureza, figurando, nalguns momentos, o som do vento, dos cavalos, dos pássaros e outros sons naturais. O concerto de Ayarkhaan no Castelo de Sines realiza-se na noite de 29 de Julho.


O projecto Shunsuke Kimura x Etsuro Ono explora as qualidades do “Tsugaru Shamisen”, um estilo virtuoso, com forte componente percutiva, de tocar o shamisen, instrumento de três cordas omnipresente na cultura do Japão. Formado em 2008, o duo é constituído por Shunsuke Kimura (que além de Tsugaru Shamisen, toca flauta “fue” e percussões) e Etsuro Ono (Tsugaru Shamisen e percussão). Shunsuke Kimura nasceu em 1969 e é um dos mais aclamados compositores e intérpretes de instrumentos tradicionais japoneses. Etsuro Ono, nascido em 1972, estudou “Tsugaru Shamisen” na prefeitura de Aomori, no norte da ilha de Honshu, o coração deste género musical, e tem desenvolvido um trabalho consistente com diversas companhias de teatro. Premiados pela qualidade da sua inovação na música tradicional, Kimura e Ono levam o Tsugaru Shamisen a extremos de dinamismo e improvisação, em concertos em que a energia libertada transcende em muito os recursos aparentes do instrumento acústico. Actuam no Castelo de Sines na noite de 28 de Julho.


O músico português António Zambujo dará o concerto inaugural do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011, no dia 22 de Julho, no Castelo de Sines. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo cresceu a ouvir o cante alentejano, cuja harmonia, cadência e tempo são uma das suas principais influências. Estudante de clarinete no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, ainda pequeno apaixona-se pelo fado, que o leva a Alfama, onde Mário Pacheco lhe abre a porta para cantar no “Clube do Fado”. Mais tarde cantará noutra casa de fado mítica de Lisboa, “Senhor Vinho”. Grava o seu primeiro disco, “O mesmo fado”, em 2002, com marcada influência alentejana, que continua a fazer-se sentir em “Por meu cante”, de 2004, o seu segundo álbum. Em 2006, vence o prémio Amália Rodrigues (atribuído pela Fundação Amália Rodrigues) na categoria de “Melhor Intérprete Masculino de Fado”. O seu terceiro disco, “Outro Sentido”, é editado em 2007. Em 2008, este trabalho é levado pela editora Harmonia Mundi aos mercados da Europa e do EUA e revela-se decisivo para o seu conhecimento pelo público internacional, chegando ao 3.º lugar de vendas na Fnac francesa e multiplicando as presenças em palcos fora de Portugal. O Brasil, onde “Outro Sentido” é editado pela editora MPB com participações de vários artistas locais, torna-se um dos países que o ouve com mais atenção. Caetano Veloso escreve no seu blog: «Quero ouvir mais, mais vezes, mais fundo (…) É de arrepiar e fazer chorar». Um dos seus concertos de 2009 naquele país é eleito pelo jornal O Globo como um dos 10 Melhores Concertos Internacionais do Ano. Em 2010, é lançado o seu quarto disco, “Guia”, onde são interpretados originais de compositores e letristas nacionais e brasileiros. O disco é muito bem recebido pelo público e pela crítica e António Zambujo é escolhido para abrir o palco do prestigiado Copenhagen Concert Center na Womex 2010. “Guia” é, como já tinha sido “Outro Sentido”, considerado Top of the World Album pela revista Songlines e a imprensa portuguesa (Público, Blitz, Jornal de Letras) coloca-o entre os cinco primeiros lugares nas escolhas de melhor disco de 2010. Depois de Vitorino e Janita Salomé com o Grupo de Cantadores de Redondo o terem feito em 2010, tem a honra de abrir a programação do FMM Sines 2011 num concerto vespertino, de entrada livre.


Os artistas Ebo Taylor e Blitz The Ambassador são as duas novas confirmações do programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011. Representam duas gerações musicais do Gana, o país que deu a África um dos seus géneros mais representativos, o highlife. O primeiro a subir ao palco do Castelo de Sines, no dia 24 de Julho (domingo), é o guitarrista EBO TAYLOR, acompanhado pela orquestra Afrobeat Academy. Nascido em 1935, numa família de pescadores, Ebo Taylor interessou-se muito cedo pela guitarra. Em 1962, ganhou uma bolsa para estudar em Londres, onde conheceu o lendário Fela Kuti, pioneiro do afrobeat, com quem manteve uma relação de amizade e mútua influência. De volta ao Gana, em 1965, afirmou-se como um compositor, arranjador, solista e director musical de referência no seu país, responsável por algum do melhor highlife, afrobeat, jazz e funk produzido em África ao longo das últimas décadas. Com a Afrobeat Academy, uma das melhores orquestras de afrobeat do mundo, composta por músicos baseados em Berlim, gravou em 2010 o disco que dominará o concerto de Sines, “Love and Death”. BLITZ THE AMBASSADOR actua no Castelo de Sines no dia 27 de Julho (quinta-feira). Nascido em 1982, em Acra, capital do Gana, Blitz cresceu a ouvir highlife, afrobeat, jazz e soul de Motown. Ainda criança, o seu irmão deu-lhe a conhecer um disco que mudaria a sua vida, “It Takes A Nation of Millions to Hold Us Back”, clássico dos Public Enemy que foi a semente da sua paixão pelo rap. Com a ida para a universidade nos EUA, essa paixão intensifica-se e, depois de se licenciar, tenta singrar na cena hip hop de Nova Iorque. Para criar o som cheio que pretende, com os sopros esmagadores típicos das grandes orquestras africanas, funda a sua própria banda, The Embassy Ensemble, mas o “mainstream” do género tem dificuldade em assimilar a sua fusão entre hip hop, afrobeat, highlife e jazz. Face o desinteresse das “majors” pelo seu hip hop fortemente instrumental, funda uma companhia discográfica independente, Embassy MVMT, que aposta na divulgação de projectos de hip hop alternativo. Chega a Sines na sequência do seu terceiro álbum, “Stereotype” (2009), e em fase de preparação do seu novo disco, “Native Son”, a lançar em Maio. A edição de 2011 do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo realiza-se na cidade de Sines em dois fins-de-semana de Julho: 22 a 24 (sexta a domingo) e 27 a 30 (quarta a sábado).


O projecto Congotronics vs. Rockers, que reúne no mesmo palco músicos ocidentais da cena alternativa e músicos congoleses da série “Congotronics”, é a primeira confirmação oficial do programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011. O espectáculo realiza-se no Castelo de Sines, na noite de 23 de Julho, e é uma estreia em território português. A música baseada em instrumentos tradicionais electrificados artesanalmente de bandas como Konono n.º 1 e Kasaï Allstars (conhecidas colectivamente pela série de discos “Congotronics”) tem sido recebida de forma entusiástica pelo público, imprensa e artistas do rock alternativo. Lançado no final de 2010, o disco duplo “Tradi-Mods vs Rockers: Alternative Takes on Congotronics”, é um tributo prestado por 26 artistas de rock e música electrónica às bandas da República Democrática do Congo. Ao longo da Primavera e Verão de 2011, num conjunto seleccionado de palcos, entre os quais Sines, o público poderá ver uma versão ao vivo do projecto, através de um grupo composto por 10 músicos congoleses e 10 músicos de rock indie, que se juntam na criação de repertório novo onde os seus universos estéticos se cruzam. Os 10 músicos da “equipa” Congotronics são provenientes dos grupos Konono n.º 1, conhecido pelas distorções progressivas dos seus “likembes” electrificados, e Kasaï Allstars, que se notabilizou pela reinvenção dos ritmos hipnóticos da música cerimonial congolesa. Os 10 músicos ocidentais, os “Rockers” do conjunto, são Deerhoof, uma das bandas de referência da cena indie dos EUA, Juana Molina, cantautora argentina, Wildbirds & Peacedrums, duo pop experimental sueco, e Skeletons, outro grupo alternativo norte-americano, representado pelo seu líder, Matt Mehlan. A edição de 2011 do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo realiza-se na cidade de Sines em dois fins-de-semana de Julho: 22 a 24 (sexta a domingo) e 27 a 30 (quarta a sábado)."


Texto da organização do FMM.

sábado, março 05, 2011

Primeiros nomes para o Festival de Músicas do Mundo de Sines 2011

"O projecto Congotronics vs. Rockers, que reúne no mesmo palco músicos ocidentais da cena alternativa e músicos congoleses da série “Congotronics”, é a primeira confirmação oficial do programa do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2011.

O espectáculo realiza-se no Castelo de Sines, na noite de 23 de Julho, e é uma estreia em território português.

A música baseada em instrumentos tradicionais electrificados artesanalmente de bandas como Konono n.º 1 e Kasaï Allstars (conhecidas colectivamente pela série de discos “Congotronics”) tem sido recebida de forma entusiástica pelo público, imprensa e artistas do rock alternativo.

Lançado no final de 2010, o disco duplo “Tradi-Mods vs Rockers: Alternative Takes on Congotronics”, é um tributo prestado por 26 artistas de rock e música electrónica às bandas da República Democrática do Congo.

Ao longo da Primavera e Verão de 2011, num conjunto seleccionado de palcos, entre os quais Sines, o público poderá ver uma versão ao vivo do projecto, através de um grupo composto por 10 músicos congoleses e 10 músicos de rock indie, que se juntam na criação de repertório novo onde os seus universos estéticos se cruzam.

Os 10 músicos da “equipa” Congotronics são provenientes dos grupos Konono n.º 1, conhecido pelas distorções progressivas dos seus “likembes” electrificados, e Kasaï Allstars, que se notabilizou pela reinvenção dos ritmos hipnóticos da música cerimonial congolesa.

Os 10 músicos ocidentais, os “Rockers” do conjunto, são Deerhoof, uma das bandas de referência da cena indie dos EUA, Juana Molina, cantautora argentina, Wildbirds & Peacedrums, duo pop experimental sueco, e Skeletons, outro grupo alternativo norte-americano, representado pelo seu líder, Matt Mehlan.

A edição de 2011 do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo realiza-se na cidade de Sines em dois fins-de-semana de Julho: 22 a 24 (sexta a domingo) e 27 a 30 (quarta a sábado)."

Texto da organização do FMM Sines 2011.

terça-feira, agosto 03, 2010

Festival de Músicas do Mundo de Sines 2010

Decorreu na passada semana a 12ª edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Se é sempre difícil fazer comparações entre as diversas edições, mais o é quando este ano o festival sofreu uma redução de dias. Como já foi amplamente mencionado, a crise também chegou ao FMM, obrigando à contenção de custos e consequentemente à redução de concertos e de dias. Julgo no entanto que a qualidade geral não foi afectada, fazendo jus ao título atribuído por muito boa gente, de “melhor festival” realizado em Portugal. Este ano a novidade consistiu nos concertos gratuitos no castelo realizados antes do habitual espectáculo de fim da tarde na Av. da Praia.

A minha visão sobre a edição deste ano carece do facto de não ter assistido a todos os concertos, pelo que a análise é parcial. Pelo lado positivo destaco os concertos do grupo nova-iorquino Barbez, do quarteto bretão Jacky Molard com o trio maliano Founé Diarra, e do grupo finlandês Wimme. Pelo menos positivo, ou seja, pelo lado menos interessante, destaco os concertos da chinesa Sa Dingding que parece ter saído do festival da Eurovisão (não é por encaixar instrumentos tradicionais em orquestrações de pop baratuxa que torna a coisa mais interessante) e dos timorenses Galaxy, com um reportório entre o reggae e o metal, igual a qualquer banda de bairro.

Os Barbez sendo praticamente desconhecidos entre nós, apresentaram uma música rica em texturas e em pormenores, fundido jazz experimental com um rock elaborado, parecendo em determinados momentos estarmos perante uns GY!BE ou uns Silver Mt. Zion. Não posso deixar de salientar a qualidade sonora, que permitiu ouvir os pormenores deliciosos do instrumento theremin (que por aqui já falei).

Jacky Molard conseguiu uma proeza que muitos consideravam impossível; conjugar a música bretã com as melodias malianas. O quarteto de Jacky Molard juntou-se com o trio Founé Diarra e apresentaram um momento inesquecível a um público deliciado, até mesmo para um dos operadores de câmara que dançou de forma efusiva durante o concerto. Igualmente do Mali, os Tinariwen apresentaram um espectáculo competente, não muito efusivo, mas que apesar de já terem actuado em Portugal por diversas vezes, foi a primeira no FMM. O público agradeceu e “obrigo-os” a tocaram dois encores.

Wimme, oriundos da Finlândia, trouxeram a voz do povo Sami para um fim de tarde quente. Aliás, a voz esteve em destaque neste festival, onde Lole Montoya e Yasmine Levy conseguiram “agarrar” um público por vezes mais dado a outros ritmos. Por último, os Staff Benda Bilili, que apesar das suas debilidades físicas, transpuseram uma energia impressionante para o público.

Podem ver mais algumas fotografias do festival em Hall of Mirrors.

terça-feira, abril 27, 2010

Mais 7 nomes para o Festival de Músicas do Mundo de Sines

São sete os novos nomes a anunciados pela organização do FMM de Sines, todos oriundos do continente americano. A saber: La 33; 34 Puñaladas; Céu; Novalima; Las Rubias del Norte; Grupo Fantasma e Forro in the Dark.

O “programa latino” do FMM 2010 começa ainda em Porto Covo, no dia 24 de Julho, com a actuação de La 33 (Colômbia), uma das mais interessantes orquestras de salsa da actualidade. Formada em 2002, em Bogotá, La 33 grava o primeiro disco, homónimo, em 2005, tornando-se a sua versão salsa do tema da Pantera Cor-de-Rosa, de Henry Mancini, um êxito entre DJ’s de todo o mundo. As rumbas de “Gonzalo” (2007) merecem o prémio de disco do ano da revista Semana e uma nomeação para os Grammy latinos. O seu último trabalho, “Ten Cuidado” (2009), retoma o som da salsa dos anos 60 e 70, e será a base do concerto em Porto Covo, a estreia de La 33 em Portugal.

No dia 27 de Julho, no Auditório do Centro de Artes de Sines, actua o quinteto de tango 34 Puñaladas (Argentina). Formado em 1998, grande parte do seu percurso artístico foi dedicado a explorar o repertório mais sombrio da canção argentina das décadas de 20 e 30, com os seus discos “Tangos Carcelarios (2002 e 2004), “Slang” (2005) e “Argot” (2006), cantados em lunfardo, o calão do submundo de Buenos Aires. Em 2009, lançam “Bombay Bs.As.”, com letras e melodias originais, considerado pela imprensa argentina o disco de tango mais original dos últimos anos e “o começo de uma nova era” para o género (La Nación). É a segunda vinda do grupo ao FMM, depois da presença em 2005.

A cantora Céu (Brasil) sobe ao palco do Castelo de Sines na noite de 28 de Julho. Criada numa família paulistana de forte cultura musical, Céu decide tornar-se cantora aos 15 anos. Grava o seu primeiro disco, “CéU”, em 2005, com aclamação imediata da crítica e do público, obtendo duas nomeações para os Grammy, o n.º 1 na tabela de “world music” e o n.º 57 na tabela principal da Billboard, a posição mais alta atingida por um brasileiro desde Astrud Gilberto, nos anos 60. O seu segundo disco, “Vagarosa” (2009), situa-se num território entre a música brasileira e a música da Jamaica.

Novalima (Peru), um dos grupos mais importantes da música afro-peruana, actua na Avenida Vasco da Gama, na madrugada de 28 de Julho. Formado em 2001, é o resultado da reunião de quatro jovens músicos peruanos cosmopolitas com alguns dos melhores músicos tradicionais da comunidade negra para criar uma fusão entre as antigas canções dos escravos e os recursos da música moderna. Depois de “Novalima” (2002), “Afro” (2005), melhor disco de fusão “world” nos prémios Independent Music Awards 2006, chegam a Sines para apresentar “Coba Coba” (2008), uma edição Cumbancha onde os ritmos afro-peruanos se cruzam com diferentes músicas latino-americanas, dub reggae, house e electrónica. Mais uma estreia em Portugal.

Las Rubias del Norte (EUA) fazem a sua estreia europeia no palco da Avenida Vasco da Gama, na tarde de 29 de Julho. Formado há sete anos, em Nova Iorque, por Allyssa Lamb e Emily Hurst, duas antigas cantoras clássicas, são um projecto que pensa como seria a música hoje se a revolução rock não tivesse derrubado o domínio da música latina que se verificava entre os anos 30 e os anos 50 do século XX. Com três discos gravados – “Panamericana”, “Rumba Internationale” e “Ziguala” (lançado em Março de 2010) -, recriam canções onde cruzam harmonias clássicas com boleros, valsas peruanas, huaynos dos Andes, rancheras mexicanas, guajiras cubanas, cumbias colombianas e influências de todo o espectro musical (de Mozart aos ABBA).

Considerada a melhor orquestra latina nascida nos Estados Unidos na última década, o Grupo Fantasma (EUA) apresenta-se no palco da Avenida Vasco da Gama na madrugada de 29 de Julho. Nascida no ano 2000 em Austin, Texas, junta a cumbia, a salsa, o bolero, o son montuno a estilos com o afro-funk, o jazz, a música psicadélica e o reggae. Com quatro Prémios Univisión de Musica Latina e a nomeação do seu quarto disco, “Sonidos Gold” (2008), para o Grammy de melhor disco de rock latino em 2009, o cantor e compositor José Galdeano e os seus nove companheiros chegam ao final da sua primeira década de vida com a crítica rendida à sua “versão séc. XXI do groove latino” (Boston Globe). Em Sines já ouviremos os temas de “El Existencial”, o quinto disco, que o grupo lança em Maio. Também uma estreia em Portugal.

Forro in the Dark (Brasil), companhia dos Gogol Bordello em digressão nos últimos meses e estreia nacional no palco da Avenida da Praia na madrugada de 30 de Julho, são um dos fenómenos mais recentes das músicas do mundo. Nascida em 2005 num clube de Nova Iorque, por um grupo de músicos brasileiros a viver na Big Apple, a banda Forro in the Dark cruza os ritmos tradicionais do forró nordestino com o dub, o indie rock, o funk e outras músicas. “Bonfires of São João” (2006), com a colaboração de David Byrne, Bebel Gilberto e Miho Hatori, e “Light a Candle” (2009) são os discos lançados até ao momento.

Os textos aqui apresentados são da organização do Festival de Músicas do Mundo de Sines

segunda-feira, março 22, 2010

Mais 4 nomes para Sines

Foram divulgados mais quatro nomes para a edição 2010 do Festival de Músicas do Mundo de Sines.

Sa Dingding é uma das figuras mais representativas da música chinesa contemporânea. Actua no Castelo de Sines, no dia 30 de Julho. "Com mais de dois milhões de álbuns vendidos só no Sudoeste Asiático, Sa Dingding é também uma das raras artistas chinesas com uma carreira internacional, tendo vencido a categoria de melhor artista asiática nos prémios de world music da BBC Radio 3, em 2008, na sequência da edição de “Alive”, o seu primeiro disco com edição mundial."





Guadi Galego é uma das cantautoras em maior destaque na nova geração da música galega. Sobe ao palco do Auditório do Centro de Artes de Sines no dia 26 de Julho. "Guadi Galego começa a sua carreira estudando música no Conservatório da Coruña e música tradicional em diversos grupos da região. Em 1997 ingressa nos Berrogüetto, banda onde passou 10 anos como cantora e gaiteira e em cujo seio obteve grande reconhecimento internacional, com destaque para uma nomeação para os Grammy latinos em 2002, entre vários galardões europeus, espanhóis e galegos. Depois de 2009 ter pisado o palco do Castelo de Sines como convidada de Uxía Pedreira, Guadi Galego volta ao FMM para um concerto a solo no Auditório do Centro de Artes de Sines."

Yasmin Levy, cantora israelita é considerada uma das melhores cantoras do Médio Oriente. O palco do Castelo de Sines é seu no dia 29 de Julho. "Nascida em Jerusalém, em 1975, filha de um profundo conhecedor de 500 anos de repertório da tradição ladina, Yasmin Levy usa a música dos judeus sefarditas da Península Ibérica como base das suas canções desde o seu primeiro álbum, “Romance & Yasmin” (2004).

No seu segundo álbum, “La Judería” (2005), continuou a transformar as canções ladinas, mas começou a fazer experiências com o flamenco (que viria a estudar em Sevilha), num cruzamento entre a pureza e o romantismo da música judaica e a paixão do flamenco que ainda hoje define a sua identidade musical e que viria a merecer a aclamação da crítica internacional, com duas nomeações para os prémios de world music da BBC Radio 3.

Depois de outro álbum de originais de grande sucesso editado em 2007, “Mano Suave”, vem a Sines na sequência do lançamento de “Sentir” (2009), o seu trabalho mais maduro até ao momento, com produção de Javier Limón."





Lole Montoya é uma das vozes mais importantes da história do flamenco, que estará presente no palco do Castelo, no último dia do evento, 31 de Julho. "No seio da dupla que durante anos formou com Manuel Molina (Lole y Manuel), Lole Montoya esteve na vanguarda do Novo Flamenco, o movimento que, a partir dos anos 70, abriu novos horizontes para o género mais representativo da música espanhola.

Nascida em Triana, Sevilha, em 1954, numa família de grandes tradições flamencas (o pai era “bailaor” e a mãe era “cantaora” e bailaora”), Lole Montoya pisou os “tablaos” de maior prestígio desde muito pequena.

Em 1975, Lole e o seu então marido, o guitarrista e compositor Manuel Molina, gravaram um disco de estreia que iria ajudar a transformar a face do flamenco. “Nuevo Día” deu corpo sonoro ao processo de modernização que se operava em Espanha (Franco morre no mesmo ano) e mostrou como o flamenco se podia abrir a novas temáticas poéticas e ao diálogo com outras músicas."








segunda-feira, março 01, 2010

Festival de Músicas do Mundo de Sines: os primeiros nomes

O Festival Músicas do Mundo já tem data marcada, irá decorrer entre os dias 23 e 31 de Julho de 2010. A distribuição dos concertos pelos diferentes palcos na 12.ª edição do FMM é semelhante à dos anos anteriores: três dias em Porto Covo (23 a 25 de Julho), dois dias com concertos no auditório do Centro de Artes de Sines (26 e 27 de Julho) e quatro dias com música nos palcos do Castelo e da Avenida Vasco da Gama (28 a 31 de Julho).

Já são conhecidos dois nomes do cartaz: os britânicos, The Mekons; e o grupo congolês, Staff Benda Bilili.

"O grupo britânico The Mekons nasceu em Leeds em 1977, ao lado de bandas como Gang of Four e Delta 5, no seio do movimento pós-punk. A primeira fase da carreira da banda acompanhou as tendências dominantes da música inglesa e embora tenham tido diversas formações, o coração criativo constituído pelos guitarristas, vocalistas e compositores Jon Langford e Tom Greenhalgh manteve-se intacto desde o início. Em 1985, a banda ganhou uma segunda vida com o lançamento do álbum “Fear and Whiskey”. Já com uma formação que inclua a cantora Sally Timms, a violinista Susie Honeyman, o acordeonista Rico Bell, o baterista Steve Goulding e o multi-instrumentista Lu Edmonds, entre outros, The Mekons aproximaram a sua música das raízes folk inglesas e da country norte-americana, dando início ao que viria a ser designado por alt-country, movimento que, desde os anos 90, tem revelado alguns dos melhores músicos da música alternativa (um deles, Will Oldham, tem aliás uma canção de tributo ao grupo inglês, “For The Mekons et al”). Hoje já com 26 álbuns gravados, o último dos quais “Natural” (2007), um regresso acústico às raízes folclóricas inglesas, o octeto mantém a reputação de uma das melhores bandas do mundo em espectáculos ao vivo, ajudada por um tempero reggae surpreendente em algumas das canções e pelo humor e a veia política que sempre ofereceram substância ao seu repertório. Quando subirem ao palco do Castelo de Sines na noite de 29 de Julho já deverão apresentar canções do seu novo disco, a lançar nos próximos meses".



"Vencedor do melhor disco de world music de 2009 em várias publicações, o grupo congolês Staff Benda Bilili actua no Castelo de Sines, na noite de 31 de Julho. Um dos maiores casos de sucesso das músicas do mundo no último ano e uma das maiores revelações da música africana da última década, o grupo Staff Benda Bilili nasceu no jardim zoológico de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, formado por músicos paraplégicos, vítimas de poliomielite em crianças, que dormiam e ganhavam a sua vida na rua cantando e tocando para os transeuntes. O seu álbum de estreia, “ Très Très Fort” (Crammed), gravado no zoo de Kinshasa por Vincent Kenis, produtor de Konono n.º 1, Kasaï Allstars e de toda a série Congotronics, chegou ao 1.º lugar da World Music Charts Europe em Maio de 2009, foi considerado o melhor do ano pela bíblia do género, a revista fRoots, e foi eleito o melhor álbum de “world music” de 2009 pela Mojo, uma das mais consagradas revistas de música popular. A digressão europeia que se seguiu ao lançamento do disco mereceu críticas elogiosas em publicações de referência de todo o continente, incluindo The Guardian, The Independent e NME. Musicalmente, Staff Benda Bilili é uma mistura tipicamente congolesa de ritmos tradicionais, funk e a versão local da rumba. Os músicos cantam, dançam e tocam em guitarras e instrumentos criados pelos próprios com os objectos que encontram na rua. As letras falam da doença que os colocou em cadeiras de rodas, mas sobretudo do que acontece à sua volta, as histórias das crianças sem-abrigo e dos refugiados da guerra, e são assumidas como verdadeiras crónicas da vida da capital congolesa. O prémio Womex, normalmente só entregue a músicos no final de uma longa carreira, foi-lhes atribuído em 2009 em reconhecimento do seu exemplo extraordinário de dedicação à música".












segunda-feira, maio 18, 2009

Nomes para FMM Sines 09: Actualização

Cyro Baptista, percussionista brasileiro radicado no EUA, vai actuar no dia 24 de Julho, no Castelo de Sines. Cyro é um dos mais respeitados percussionistas do mundo, tendo já trabalhado com músicos como Paul Simon, Yo-Yo Ma, John Zorn, Herbie Hancock, Daniel Barenboim, Brian Eno, Sting, Caetano Veloso, Wynton Marsalis, Jay-Z e Snoop Dogg.

Outras bandas que irão estar presentes no FMM 09:
Alamaailman Vasarat ; Lee "Scratch" Perry ; James "Blood" Ulmer ; Debashish Bhattacharya; Warsaw Village Band ; Acetre ; OqueStrada ; Circo Abusivo ; Kasaï Allstars ; Dele Sosimi ;Victor Démé ; Speed Caravan ; Chicha Libre ; Rupa & The April Fishes; Mor Kabasi; Portico Quartet e Hanggai.

sexta-feira, maio 08, 2009

Nomes para FMM Sines 09: Actualização

Mais nomes para Sines. Há alguns dias, foram revelados mais alguns artistas que irão actuar no FMM de Sines. Mor Karbasi, cantora israelita e os ingleses Portico Quartet actuarão no Centro de Artes de Sines, no dia 20 de Julho. De acordo com o vizinho Juramento Sem Bandeira, os chineses Hanggai actuarão no dia 23.


Outras bandas que irão estar presentes no FMM 09:

Alamaailman Vasarat
Lee "Scratch" Perry
James "Blood" Ulmer
Debashish Bhattacharya
Warsaw Village Band
Acetre
OqueStrada
Circo Abusivo
Kasaï Allstars
Dele Sosimi
Victor Démé
Speed Caravan
Chicha Libre
Rupa & The April Fishes

segunda-feira, abril 20, 2009

Nomes para FMM Sines 09: Actualização

Segundo o companheiro de andanças Crónicas da Terra, os norte-americanos Rupa & The April Fishes actuam no dia 17 de Julho em Porto Covo, no arranque de mais um edição do Festival de Músicas do Mundo.

Myspace dos Rupa & The April Fishes

Outras bandas que irão estar presentes no FMM 09:

Alamaailman Vasarat
Lee "Scratch" Perry
James "Blood" Ulmer
Debashish Bhattacharya
Warsaw Village Band
Acetre
OqueStrada
Circo Abusivo
Kasaï Allstars
Dele Sosimi
Victor Démé
Speed Caravan
Chicha Libre

sexta-feira, abril 10, 2009

Nomes para FMM Sines 09: Actualização

Os finlandeses Alamaailman Vasarat vão voltar a Sines, desta vez para encerrar o festival no castelo. Depois de terem tocado no festival de rock progressivo Gouveia Art Rock, em Sines e na Povoa do Varzim, os finlandeses vão seguramente voltar a encantar o público com a sua boa disposição e alegria, aproveitando para apresentar o novo álbum que sairá ainda este mês. Entretanto são já conhecidos outros nomes que irão animar o festival:


Lee "Scratch" Perry
James "Blood" Ulmer
Debashish Bhattacharya
Warsaw Village Band
Acetre
OqueStrada
Circo Abusivo
Kasaï Allstars
Dele Sosimi
Victor Démé
Speed Caravan
Chicha Libre

terça-feira, março 17, 2009

Nomes para o FMM de Sines

O Festival de Músicas do Mundo, que todos os anos se realiza em Sines, já tem alguns nomes confirmados. Assim sendo, parece que já estão confirmados os Chicha Libré, vindos directamente de Brooklyn; os franceses Speed Caravan; Victor Démé do Burquina Faso; Dele Sosimi da Inglaterra, da Itália os Circo Abusivo , os Kasaï Allstars e o jaimacano Lee “Scratch” Perry. O festival tem data, ainda provisória, de realização, de 17 a 25 de Julho.