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quarta-feira, julho 15, 2009

FMM Sines '09, antevisão

O último dia do FMM inicia com o projecto português Melech Mechaya, no Centro de Artes. Na Av. da Praia actuam os Bibi Tanga & The Selenites, oriundos da República Centro Africana e de França. James Blood Ulmer, dos Estados Unidos América, abre a noite do castelo. Segue-se o projecto finlandes Alamaailman Vasarat. A encerrar a noite do castelo, actua o jaimaicano Lee ‘Scratch’ Perry. Para a despedida do festival, actuam na Av. da Praia, os franceses Speed Caravan.

Melech Mechaya

Com forte tempero cigano e árabe, o quinteto Melech Mechaya demonstra que o nosso país também merece figurar num mapa onde se destacam lugares como a Hungria, os Balcãs, Israel e Nova Iorque.



Melech Mechaya


Bibi Tanga & The Selenites

Nascido na República Centro-Africana, mas criado em França, o cantor e baixista Bibi Tanga é um artista onde convergem várias linhas das grandes tradições da música africana e afro-americana.



Bibi Tanga & The Selenites

James Blood Ulmer

Nascido em 1942, na Carolina do Sul, começa a carreira em bandas de R&B e funk. Já músico maduro, em Nova Iorque, toca com Ornette Coleman, cuja subversão da harmonia do jazz em favor da improvisação livre, atonal, influenciará a sua produção dos anos 70 e 80. Hoje, a sua música é mais estruturada e ganhou ascendência a tradição que o rock tem no seu instrumento.



James Blood Ulmer

Alamaailman Vasarat

Nascidos em 1997 a partir do núcleo de um grupo de rock progressivo, os Martelos do Submundo (é essa a tradução literal do seu nome) são um projecto essencialmente acústico, mas que fazem muito barulho. Há dois anos actuaram na Av. da Praia, tendo sido um dos pontos altos do festival desse ano. Voltam agora para tocar no castelo.



Alamaailman Vasarat

Lee ‘Scratch’ Perry

Lee ‘Scratch’ Perry teve um contributo para o desenvolvimento do reggae sem comparação com qualquer outra figura viva.



Lee ‘Scratch’ Perry

Speed Caravan

Speed Caravan é uma mescla maravilhosa de influências tradicionais argelinas, batidas electrónicas e a energia crua do rock.



Speed Caravan

terça-feira, julho 14, 2009

FMM Sines '09, antevisão

O dia de sexta feira tem inicio com Paulo Sous, que actuará no Centro de Artes. Pelo fim da tarde, na Av. da Praia, actuam os Njava, de Madagáscar. A noite do castelo tem inicio com a actuação dos Warsaw Village Band, da Polónia. De seguida apresenta-se Debashish Bhattacharya, da Índia. A fechar a noite no castelo, actua Cyro Baptista Beat the Donkey, projecto oriundo do Brasil e dos Estados Unidos da América. Novamente na Av. da Praia, é a vez do conjunto americano Chicha Libre tentar animar a audiência.

Paulo Sousa

Ao longo das últimas décadas, muitos músicos ocidentais têm aprofundado o interesse pela aprendizagem do sitar. Foi o que aconteceu com Paulo Sousa, que depois de, na década de 80, ter co-fundando, como guitarrista, a banda de pop-rock Esse Entente, tem vindo a construir um percurso como sitarista, aprendendo com grandes mestres da música clássica do Hindustão.



Paulo Sousa - Ragas and Voyages -Museu Oriente from Mário Pires on Vimeo.



Paulo Sousa

Njava

Formado por quatro irmãos e um primo, Njava reflecte toda a riqueza da música do país, do “salegy” do norte ao “tsapiky” do sul, passando pelo canto dos pastores Antandroy.



Njava

Warsaw Village Band

Eleito grupo revelação nos BBC Radio 3 World Music Awards 2003, o sexteto Warsaw Village Band é um fenómeno da folk internacional, produzindo música de dança baseada em instrumentos de cordas, tambores poderosos e uma forma peculiar do uso da voz, o “canto branco”, adaptado do grito que os pastores usavam para se chamar a longas distâncias.



Warsaw Village Band

Debashish Bhattacharya

Debashish transformou a “slide guitar”, criando versões adaptadas do instrumento que usa como veículo para improvisações de imaginação rara pela raga indiana.



Debashish Bhattacharya

Cyro Baptista Beat the Donkey

A viver nos EUA desde 1980, Cyro é um dos mais respeitados percussionistas do mundo, tendo já trabalhado com músicos tão diferentes quanto John Zorn, Daniel Barenboim e Snoop Dogg.



Cyro Baptista Beat the Donkey

Chicha Libre

“Chicha” era a bebida feita à base de milho que os Incas bebiam na América pré-colombiana. Foi também o nome do movimento musical nascido nos anos 1970, entre os índios da Amazónia peruana, que misturava o som das cumbias colombianas com melodias andinas, “son” cubano, sonoridades psicadélicas de guitarras do surf rock e órgãos e sintetizadores baratos.



Chicha Libre

segunda-feira, julho 13, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Por motivo de doença, o músico argentino Ramiro Musotto teve de cancelar a sua digressão de Verão, não podendo actuar na noite de 23 de Julho, na Avenida Vasco da Gama, como estava anunciado. Assim sendo, a organização do festival anuncia que Damily, a mais importante figura do “Tsapiky”, do Madagáscar, irá substituir o concerto De ramiro Musotto.

domingo, julho 12, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na quinta feira, dia 23, no Centro de Artes de Sines, actua o grupo português, Assobio. Na Av. da Praia, pelo fim da tarde, actua o duo Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa, oriundos da Galiza e Guiné Bissau. A primeira banda a actuar no Castelo é a formação chinesa Hanggai. Logo depois segue-se Chucho Valdés Big Band, de Cuba. Os Kasaï Allstars, do Congo, fecham a noite do Castelo. Na Av. da Praia, realiza-se o último concerto da noite com Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka, originais do Brasil e da Argentina.

Assobio

Oriundos da Beira Alta, os Assobio são o projecto nacional mais arrojado no campo da música de raiz tradicional.

Assobio

Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa

Manecas Costa, guitarrista, cantor e compositor guineense radicado em Portugal, é um dos mais activos nestas incursões pelo noroeste da península. O galego Fran Pérez (Narf), cantautor de horizontes abertos com experiência em trabalho com música africana, particularmente em Moçambique, onde colaborou, por exemplo, com o grupo Timbila Muzimba e o poeta José Craveirinha, junta-se a Manecas Costa para este concerto em Sines.



Alô Irmão! - Narf & Manecas Costa


Hanggai

Liderado por Ilchi, antigo punk, o grupo Hanggai recupera para o presente a música tradicional da região chinesa da Mongólia Interior.



Hanggai


Chucho Valdés Big Band

Chucho Valdés é filho de Bebo Valdés, um dos mais destacados artistas cubanos do século XX, Chucho Valdés não é menos importante na história da música de Cuba das últimas décadas, com mais de 50 discos gravados e cinco Grammys conquistados.



Chucho Valdés Big Band

Kasaï Allstars

Reunindo 13 músicos de várias etnias da região congolesa do Kasaï, convivem neste super-grupo guitarras eléctricas, likembés electrificados, balafons, vozes, muita percussão e dançarinos que tomam o palco em espectaculares fatos e pinturas tradicionais. Estiveram para actuar nas últimas duas edicções do festival, mas devido a problemas com os vistos de entrada numa Europa cada vez mais fechada sobre si mesma, não permitiu a realização de vários concertos no velho continente.



Kasaï Allstars

Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka

Percussionista versátil, mestre do berimbau, programador electrónico e produtor musical, o argentino Ramiro Musotto é brasileiro de coração e criação. Ramiro cruza música baiana, músicas da América Latina e electrónica num espectáculo onde a percussão é rainha e a electrónica acrescenta ao ritmo um colorido espectral de ambientes e dimensões.



Ramiro Musotto & Orchestra Sudaka

sexta-feira, julho 10, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na quarta feira, tem inicio a "festa" no castelo. Pelo fim da tarde, actua o artista chinês Mamer. No Castelo, os portugueses Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa, abrem as hostilidades. Segue-se Janita Salomé e logo de seguida os Uxía, da Galiza. A noite do Castelo termina com Acetre, da Estremadura espanhola. Para finalizar a noite, os L’Enfance Rouge, actua o projecto franco/ italiano/ tunisino.

Mamer

Mamer vem do interior profundo da China, de um território de grandes estepes povoadas de cavalos, pastores e uma espiritualidade que se vai perdendo na nova China.



Mamer

Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa

Desde o jazz à música tradicional portuguesa, Trilhos realiza uma alquimia que transforma o modo como ouvimos a guitarra.

Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa

Janita Salomé

Janita Salomé dispensa apresentações, sendo um dos artistas maiores do nosso pais...



Janita Salomé

Uxia

Uxía, é uma das maiores cantoras ibéricas, tendo uma forte ligação a Portugal e a Cabo Verde.



Uxia

Acetre

Originário de Olivença, o grupo Acetre é um exemplo de como a música deve servir mais para unir do que para separar.



Acetre

L’Enfance Rouge

Entre o porto siciliano de Trapani e o porto tunisino de Halq al Waady, o Mediterrâneo é um mar estreito, quase pede licença para passar.Considerados por Thurston Moore, como uma das melhores bandas da actualidade, os L’Enfance Rouge apresentam um estilo musical entre o rock progressivo, sobretudo na linha do noise, e a música árabe tradicional.



L’Enfance Rouge

quinta-feira, julho 09, 2009

FMM Sines '09, antevisão

Na segunda feira, dia 20, o festival muda-se para Sines, mais concretamente, para o Centro de Artes de Sines. Mor Karbasi, de Israel, e, Portico Quartet, do Reino Unido.

Mor Karbasi

Mor Karbasi é a nova estrela das vozes femininas do mundo judaico. Com apenas 20 anos, a cantora israelita radicada no Reino Unido seduz o espectador com o seu desempenho vocal e com a riqueza das suas canções em hebraico, castelhano e Ladino, a língua extinta dos judeus da Península Ibérica. A fonte de inspiração é a música dos judeus sefarditas, cabendo no seu repertório temas tradicionais do séc. XV e novas canções baseadas no Ladino compostas por si.



Mor Karbasi

Portico Quartet

Os Portico Quartet foram nomeados para o Mercury Prize e o disco “Knee-Deep In The North Sea” foi considerado o melhor álbum de jazz, “world music” e folk pela revista Time Out, em 2008. As suas influências são oriundas sobretudo no jazz, mas também no rock, no minimalismo e em várias matrizes tradicionais do mundo. Formado em 2005, o grupo foi descoberto a tocar na rua frente ao National Theatre de Londres pelo clube The Vortex, que criou uma etiqueta discográfica só para lançar a sua música.



Portico Quartet

No dia seguinte, e ainda no Centro de Artes, actuam Corneliu Stroe & Aromanian Ethno Band, da Roménia,e, Carmen Souza, de Portugal/Cabo Verde.

Corneliu Stroe & Aromanian Ethno Band

O estilo da banda é uma fusão entre a música tradicional romena e os elementos modernos do rock e do jazz, pigmentados com sonoridades de música grega e balcânica. É precisamente o folclore arcaico aromeno que está em destaque na música da Aromanian Ethno Band.

Carmen Souza

Carmen Souza, nasceu em Portugal, sendo filha de pais cabo-verdianos. Os vários géneros cabo-verdianos, o gospel e a soul são fontes de inspiração, mas Carmen encontra sobretudo no jazz a principal linha do seu trabalho.



Carmen Souza

quarta-feira, julho 08, 2009

FMM Sines '09, antevisão

A terceira, e última noite do FMM de Sines em Porto Covo, fica marcada pelas actuações de Wyza, de Angola; de Orquesta Típica Fernández Fierro, da Argentina; e Daara J Family, do Senegal

Wyza

Wyza traz para os nossos dias a riqueza ancestral do “kilapanga”, o estilo musical do povo de que é originário, os Bakongo. “Bakongo”, editado em 2007, é o primeiro disco de Wyza, e anda em torno do “kilapanga” e da pop mais sofisticada, é um dos trabalhos mais interessantes oriundo de um pais africano de língua portuguesa.



Wyza

Orquesta Típica Fernández Fierro

A Orquesta Típica Fernández Fierro é hoje um caso único de popularidade da música argentina. Criada em 2001 por um grupo de estudantes de Buenos Aires, recupera a tradição das grandes orquestras de tango dos anos 50, fazendo arranjos de velhos temas, criando novos, e mantendo-se fiel a um som integralmente acústico, com quatro bandoneons, três violinos, uma viola, um violoncelo, um contrabaixo, um piano e a voz de Walter “Chino” Laborde.



Orquesta Típica Fernández Fierro

Daara J Family

Tal como o gospel ou os blues, também o rap teve origem em África antes de desenvolver como o género que conhecemos nos EUA. As raízes remontam ao “tasso”, uma velha forma de poesia ritmada que os povos do Senegal usavam para falar dos dramas e dos anseios que atravessavam a sua vida.



Daara J Family

segunda-feira, julho 06, 2009

FMM Sines '09, antevisão

No segundo dia do festival, ainda em Porto Covo, Victor Démé, do Burkina Faso; os The Ukranians, da Inglaterra e, Dele Sosimi Afrobeat Orchestra, da Nigéria, farão seguramente a festa.

Victor Démé

Victor Démé, oriundo do Burkina Faso, o cantautor que neste momento melhor o representa no circuito das músicas do mundo. Em 2008, um conjunto de felizes encontros permitiu que, a editora Chapa Blues Records, gravasse, aos 46 anos, o seu disco de estreia, “Victor Demé”. Victor dá voz a baladas onde cruza a tradição mandinga com influências latinas com um travo dos grandes trovadores folk.



Victor Démé

The Ukrainians

The Ukrainians, são um dos melhores representantes da fusão entre a folk e a música (pós-)punk com origem no Reino Unido. A música dos The Ukrainians é uma amalgama de estilos onde pautam canções ucranianas e êxitos pop dos T.Rex, The Sex Pistols, The Smiths, The Velvet Underground, entre outros.



The Ukranians

Dele Sosimi Afrobeat Orchestra

Dele Sosimi teclista dos Egypt 80 a partir de 1979,juntamente com Femi Kuti, tomou as rédeas do grupo quando Fela foi preso pelas suas posições políticas em 1984/85. Em 1995, foi viver para Londres e começou finalmente a trabalhar numa carreira em que já é totalmente seu o controlo criativo, tendo gravado dois discos. No ano passado tocou em Portugal no Festival do Mar.



Dele Sosimi Afrobeat Orchestra

FMM Sines '09, antevisão

Já falta pouco para o arranque de mais uma edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Nos próximos dias irei dar destaque às diversas bandas que irão passar pelos vários palcos daquel que é considerado o melhor festival de músicas do mundo em Portugal.
O'Questrada
Os O’Questrada, oriundos de Portugal, trazem até nós uma música alegre e cantam em português, crioulo, espanhol, francês e inglês, num palco transformado em tasca imaginária, onde as desgarradas são constantes e o teatro acompanha a música.





O'questrada

Rupa & The April Fishes

Nascida na Califórnia, filha de pais indianos, foi durante a adolescência passada em França que a cantautora Rupa Marya descobriu que a cor da sua pele não era neutra: confundiam-na com os árabes e os ciganos e isso tinha um preço. Cantando em inglês, francês, espanhol e hindi, buscando referências na canção francesa, no tango, na música cigana e na folk americana, entre outros géneros, Rupa faz do mundo inteiro o seu território estético.




Rupa & The April Fishes

Circo Abusivo

Com sede espiritual em Valtelatija, destino de antigas migrações ciganas entre os lagos e montanhas dos Alpes italianos, o grupo Circo Abusivo cumpre desde 2001 a missão a que se propôs: fazer a festa, mas não uma festa qualquer, fazer a festa total. Música cigana dos Balcãs, klezmer, polka, samba, tarantella, surf-rock, mazurka, jingles publicitários, genéricos televisivos, enfim, todas as músicas capazes de dar o seu contributo para uma grande celebração da vida.




Circo Abusivo