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segunda-feira, março 08, 2010

Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra - Kollaps Tradixionales

Como é do conhecimento geral, os Silver Mt. Zion surgiram no panorama musical para prestar homenagem ao cão de Efrim Menuck que tinha falecido recentemente. O mentor dos Godspeed You ! Black Emperor pretendia somente honrar o seu fiel companheiro, e ao contrário de muitas das bandas, não tinham ambições específicas, nem pretensões de uma longa e proveitosa carreira. Entretanto, passaram dez anos! E ao longo dos últimos dez anos muita coisa mudou no panorama musical. A dita música alternativa e indie tornou-se uma verdadeira mina de ouro, muito graças à internet, que ajudou, sem dúvidas, a divulgar muitos dos nomes que hoje conhecemos. Os Silver Zion tornaram-se um dos nomes maiores dessa “cultura”, portadores de uma mensagem política anarquista e de um som impar dos restantes. Mesmo do som dos originais GY!BE, dos quais, de disco para disco, se distanciam, apresentando novos esquemas sonoros e uma irreverência no que diz respeita à construção sonora.

Com 13 Blues for Thirteen Moons, os Silver Zion seguiram por um caminho mais pesado o que terá levado a muito boa gente se afastar desse registo. O novo disco parece ser à primeira vista um paço atrás, sugerindo uma reconciliação com o seu público. Apesar de o disco iniciar com um tema típico dos Silver Zion, que estabelece uma ligação directa com o ouvinte para o conduzir para um crescente ambiente negro, com a melodia a levitar em territórios já conhecidos, os dois temas seguintes, I Built Myself a Metal Bird/ I Fed My Metal Bird the Wings of Other Metal Birds, remete-nos imediatamente para o álbum anterior. Este é o momento mais incendiário do disco, com Menuck a gritar histericamente, como que nos obrigando a seguir os seus sentimentos. E esses sentimentos são revelados no último tema Piphany Rambler, onde os ideais políticos e os seus receios de se tornarem mais uma engrenagem no panorama da musica alternativa, e uma anedota de eles próprios.

Em abono da verdade, este pode não ser um dos melhores registos dos Silver Zion. A redução dos membros efectivos parece ter condicionado a construção musical. Onde antes existia uma elaborada orquestração, por vezes demasiado densa, agora surge uma estrutura aparentemente simplificada, mas mais cortante. Julgo por tanto que a banda não deu simplesmente um passo a trás na sua sonoridade, bem pelo contrário, acredito que mais uma vez, Menuck e companhia procuraram seguir um novo trilho, tendo fundido as ideias fundamentais da sua história musical. Pode não ser dos mais brilhantes discos da banda, sendo mesmo, na minha modesta opinião, um dos álbuns mais difíceis de criar uma empatia desde a primeira audição, mas que afinal de contas revela ser um dos mais importantes manifestos de uma banda que procura fugir aos estereótipos de um comércio musical que entorpece a criatividade e o risco de inovar.




I Built Myself A Metal Bird - Thee Silver Mt. Zion from Constellation Records on Vimeo.

domingo, dezembro 27, 2009

Kollaps Tradixionales, novo disco dos Silver Mt. Zion em Fevereiro

Kollaps Tradixionales é o nome do próximo disco dos canadianos Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra. A banda, convertida agora em quinteto, perdeu parte do nome (Tra-La-La Band) e três membros, entrando o baterista David Payant. O novo disco que irá sair a 8 de Fevereiro, promete uma significativa alteração na sonoridade, abordando os temas de forma mais blues, deixando os poderosos riffs de guitarra característicos do álbum anterior. Alguns temas fizeram parte do reportório apresentado ao vivo durante a digressão de 2008, nomeadamente metal Bird.



sexta-feira, dezembro 04, 2009

Imagens #16


Tobias Ott nasceu na Alemanha em 1976 e é conhecido pelos seus trabalhos nas áreas da tipografia, arte e design com foco em fotografia, xilogravura, colagens, livros de cópia única e cinema experimental. As suas obras são inspiradas em cemitérios e lugares melancólicos. Tobias escreve poemas, e gosta de fotografia abstrata fotos e de street art. Não realizou muitos trabalhos na área musical mas deixou uma marca pessoal na obra produzida. Não é de admirar ter escolhido os Silver Mt. Zion para realizar parte da sua obra no campo da fotografia musical, pois os Silver Zion encaixam perfeitamente no perfil de Ott.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Momentos de 2008 # 4

Concertos em 2008 em Portugal foram muitos e bons, e poucos os que eu assisti. Por isso este ano não farei uma lista dos melhores concertos do ano. Em abono da verdade mais valia elaborar uma dos concertos que gostaria mas não vi. Seja como for, 2008 ficou marcado pela vinda de alguns dos nomes mais importantes da música internacional. Outros nomes, aqueles que vendem “rodelas” a rodos, e que normalmente vêm desfilar o guarda roupas deixo os comentários para outros bloggers. Em Sines, houve mais uma edição do já conhecido Festival de Músicas do Mundo, que este ano comemorou a sua décima edição com um cartaz de luxo. No meio de tantos espectáculos e actividades paralelas, destaco o concerto de Rokia Traoré, considerado por muito boa gente, com um dos melhores que já aconteceram em Sines. Para os lados de Gouveia, aconteceu mais uma edição do Gouveia Art Rock, com o destaque a ir inteiramente para os veteranos Van Der Graff Generator. Em Abril, os “pais” da música industrial, os Einstürzende Neubauten, aterraram em Portugal para mais dois magníficos concertos, desta vez com o som mais condizente com os ouvidos dos espectadores. Lou Reed e Leonard Cohen também marcaram presença neste rectângulo à beira da banca rôta plantado, e no mesmo dia. Novembro e Dezembro foram meses cheios de espectáculos, com muito psicadelismo, com destaque para Wooden Shjips, Six Organs of Admittance, Sic Alps e companhia, os Lightning Bolt, os Sigur Rós e os Silver Mt. Zion, sim os que também já foram Godspeed You Black Emperor!. Bob Dylan e Neil Young provaram que velhos são os trapos, sobretudo Young, que segundo rezam as crónicas, deu aquele que é o melhor concerto da vida de muito boa gente.


Rokia Traore: Dunia

sábado, dezembro 13, 2008

sábado, novembro 01, 2008

Hoje no Porto, o último concerto dos Silver Zion em Portugal.

Depois dos concertos de Lisboa e de Leiria, os Silver Mt. Zion tocam hoje no Porto. É de esperar que o set seja diferente do apresentado em Leiria, tal como este foi diferente do apresentado em Lisboa. Não se pode dizer que a banda caía na rotina. Pena é que eles tenham vindo a Portugal com uma equipa reduzida, faltando dois elementos o que limita os arranjos, algo que é realmente fundamental na sonoridade silveriana. Contudo, não deixou de ser um excelente concerto aquele que eles deram em Leiria.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Silver Mt. Zion - 13 Blues for Thirteen Moons


O início de “13 Blues…” sugere um novo som para os ASMZ, um que parece evitar as vastas paisagens sonoras criadas nos discos anteriores em favor de uma estrutura que soa algo mais “pesado” e forte no actual panorama rock. “1 000 000 Died to Make This Sound” ataca com riffs explosivos e um intricado arranjos vocais, provocando uma tenção pouco vulgar logo no inicio do álbum. Tudo parece indicar que este não é mais um típico disco pos-rock, apresentando uma atitude mais pesada. Após o consistente clímax (contudo nunca entediante), Efrim, que tem vindo a ganhar confiança nas suas capacidades vocais (ou seja, canta um pouco melhor!) grita que nem um desalmado nas três primeiras faixas. É verdade que a letra faz pouco sentido como por exemplo: “There’s a ravens in the gun trees!” ou “I just want some action!”. Efrim Menuck nunca se mostrou muito envergonhado sobre a sua ideologia anarquista, transpondo-as para os Silver Zion desde que começou a escrever letras. No entanto, e apesar das melhorais das capacidades vocais de Efrim, ele não consegue carregar sozinho com a sua voz uma música inteira, resultando melhor quando cada membro da banda tira proveito do que melhor sabe fazer, e isso já se verificou no passado. Mesmo neste trabalho podemos confirmar esta ideia. Em “Black Waters Blown” e em “BlindBlindBlind” a combinação dos arranjos orquestrais e os coros produzem do melhor que os Mt. Zion já fizeram.

Antes do final do disco surge “BlindBlindBlind”, que começa com um riff dedilhado de guitarra e com a voz comedida, guardando-a mais para o final. A orquestração inflecte na perfeição a letra. Mais à frente Efrim canta de forma solitária “Sometimes there’s an abandoned baby who claims to help. Powers the province of impotent pricks. There ain’t no arguing. But sometimes there are policemen in parallel lines.” Lentamente a música começa a crescer, com as cordas a tocarem no seu máximo e o coro a repetir “Some Hearts Are True!” O disco termina com optimismo contrastando com a tensão do seu início.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Silver Mt. Zion construiram um pássaro de metal que se alimenta de asas de outros pássaros de metal

Dentro de poucas horas os Silver Mt. Zion actuaram no aquário da Galeria Zé dos Bois, que será o primeiro de três concertos em Portugal. Para ale de mudarem de nome frequentemente, o line up dos concertos também varia com bastante frequência, tal como os arranjos das músicas. Não se admirem até que eles toquem músicas inéditas em algum dos três espectáculos. Assim sendo deixo aqui para download algumas músicas inéditas ou versões diferentes de canções já conhecidas.
Ponto de Escuta:

The Silver Mount Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La Band - Horses In The Sky


Com a entrada de um sétimo membro, o nome da banda passou a ser The Silver Mount Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La Band e editaram o seu quinto álbum, “Horses In The Sky”. O disco inicia com “God Bless our Dead Marines” com Efrim a cantar “Put angels in the electric chair, the electric chair…”, e eventualmente construem uma canção com sonoridades orientais com os violinos e outros instrumentos de cordas. O estilo dos instrumentos analisados de forma individual soa de uma forma muito simples, mas quando todos juntos, a sonoridade é complexa e pinta uma bonita tela na nossa mente. A letra e a música seguem caminhos diferentes, ambas boas. Quanto tudo desvanece, a frágil voz de Efrim canta “when the world is sick, can no one be well? but I dreamt we was all beautiful and strong.”

“Moutains Made of Steam” começa com um riff de guitarra que poderia muito bem ser de “Yanqui U.X.O. dos GYBE! A voz de Efrim chega-nos entre o som de guitarra e isto continua até os outros vocalistas entrarem em cena. Trata-se de uma secção muito bonita, das mais bem conseguidas pela banda. Quando finalmente fica só o violoncelo, Efrim sussura "the angles in your palm sing gentle worried songs and the sweetness of our dreams like mountains made of steam".

“Horses in the Sky”, “Teddy Roosevelt’s Guns”, e “Hang on to Each Other” são muito semelhantes. “Teddy Roosevelt’s Guns” conta uma secção instrumental notavel com recurso a um xilofone. De mais, todo o resto é muito repetitivo, com a música a acompanhar a voz de Efrim a cantar sobre a guerra.

“Ring Them Bells (Freedom Hás Come)” inicia com um violino. A voz de Efrim e o xilofone chegam seguindo uma guitarra. O ponto central desta vez não é a voz, mas sim a música. Perto do final, quando um piano se junta aos outros instrumentos de uma forma muito inocente e delicada, as vozes regressam para cantarem " imagine the view from a helicopter gunship. You hit the switch and cut then men in two, imagine the view."

Este disco é dos menos apreciados pelos seguidores dos ASMZ, sobretudo pelos que não gostam da voz de Efrim, uma vez que grande parte do álbum se centra na sua voz. Contudo existem diversos bons momentos no trabalho, que fazem dele na sua essência um excelente disco.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Thee Silver Mountain Elegies Play War Radio e Patti Smith

No Outono de 2005, quarto membros dos SMZ conjuntamente com os membros dos Hangedup, igualmente da editora Constellation, compuseram material novo para um novo projecto que foi baptizado Thee Silver Mountain Elegies Play War Radio. Neste projecto, a música com cariz político funde-se com um filme projectado durante o concerto. Patti Smith colaborou com este novo projecto ao declamar dois poemas ao vivo. Este novo material será eventualmente editado em disco, encontrando-se ainda em fase de desenvolvimento. Enquanto não é lançado o disco, podemos ouvir uma gravação efectuada no dia 13 de Outubro de 2005 no Kunstencentrum Vooruit em Ghent, na Bélgica.

Silver Mt. Zion - The "Pretty Little Lightning Paw" E.P.


A música dos Silver Mt. Zion é repleta de confusão e de dor mas também de alegria e de esperança na desolação após o apocalipse. Em “Pretty Little Lightning Paw” as características fundamentais do som da banda mudou consideravelmente. No trabalho anterior, “He Has Left Us Alone…” e “Born Into Trouble Sparks fly Upwards”, os ASMZ pintaram uma tela sonora bastante deprimente. Na primeira canção de “Pretty Little Lightning Paw”, “More Action! Less Tears!”, a atitude parce ter mudado. Ela começa com o som de uma criança a brincar e rapidamente muda para uma peça instrumental com reminiscências da abertura de “Lift Your Skinny Fists Like Antennas To Heaven” dos GYBE!. “Mor Action! Less Tears!” possui um sentimento muito intenso de alegria e de felicidade que lentamente esvanece com a paranóica “Microphones In The Trees”. Os GYBE! e os ASMZ são conhecidos pelo uso da revervação e em “Microphones In The Trees” o seu uso é simplesmente brilhante. “Pretty Little Lightning Paw”, a canção, é constituída essencialmente por um bom trabalho de voz, com o uso de várias camadas do instrumento humano. A peça termina com uma barragem de samples que conduzem a “There’s a River in The Valley Mada of Melting Snow”, uma música cheia de “esperança”, que se pode catalogar como pos-shoegaze (se é que isso existe!), com guitarras “desfocadas” e as vozes distorcidas. A beleza e o medo que se encontra nestas canções são o que torna este E.P. realmente interessante. É fundamental que numa visão realista do mundo cheio de desespero e de ódio, também encontremos beleza na verdade em vez de estarmos contra tudo o que nos rodeia, e os lamentos de como coisas boas poderiam acontecer com algumas pequenas mudanças no sistema.

Silver Mt. Zion - "This Is Our Punk-Rock," Thee Rusted Satellites Gather + Sing (2003)


Numa tentativa de fugir ao som Godspeed do seu primeiro disco, “This Is Our Punk Rock” revela-nos uns Silver Mt. Zion diferentes, usando mais a voz de uma forma nunca antes usado na banda, prevelecendo sobre a música. Apesar de Eferim não ser propriamente um cantor (bem longe disso), as suas palavras e o seu estilo criam uma atmosfera de tensão, paranóia e medo. Ao longo do disco, Eferim canta (ou chora!) com uma paixão linhas líricas como "Packs of helicopters divide across a crowded side/ What angels did you ride as I staggered at your side." em "Babylon Was Built On Fire", e quando repete até à exaustam "Citizens In Their Homes! And Missiles In Their Holes!". Há medida que a canção evolui, novas vozes são acrescentadas em cada refrão, a sua angústia torna-se palpável, a sua voz quebra-se em ansiedade, criando uma desconfortável mas hipnotizante atmosfera.

A atmosfera sonora é criada pelos ASMZ através de texturas semelhantes aos GYBE!. Mas ao contrário destes, os ASMZ nas suas longas músicas mantêm-se fieis ao conceito canção, não recorrendo a sons de vozes de fundo ou a sons “atmosféricos” durante largos minutos como ficaram conhecidos os GYBE!. Por exemplo, na peça de abertura, “Sow Some Lonesome Corner So Many Flowers Bloom”, inicia com longos minutos de intensa harmonia, que apesar de repetitivos, são agradáveis ao ouvinte; um clímax imediato, quebra a fórmula do pos-rock começo suave – converte-se em som alto. Não existe letra, a banda canta somente escalas elementares de solfejo. A simplicidade das vocalizações indica outro dos factores mais importantes do álbum: um sentido submerso de simplicidade e de ingenuidade que contrapõe a visão negra criada através de dissonâncias.

O disco por diversas vezes recorre a essa simplicidade; a voz clímax de “American Motor Over Smoldered Field”, ou quando Eferim canta a noite mais brilhante que já viu em “Babylon Was Built On Fir”. Contudo, os ASMZ guardam o apogeu para o final do disco, em “Goodbye Desolate Railyard”, onde Menuck murmura memorias sobre o sentimento de perda pela guerra ou sobre tudo aquilo o que o ouvinte sinta no momento, envolvendo o ouvinte numa falsa ideia de final, até que, uma guitarra acústica entra em cena para então todos cantarem em uníssono “Everybody gets a little lost sometimes”, até o som se desvanecer. O sentimento depois destas palavras deixa marcas profundas no ouvinte mas simultaneamente cria uma sensação de conforto após quase uma hora de música emocional. Os ASMZ criaram com este disco a sua assinatura, demarcando-se dos restantes e do seu passado.

terça-feira, outubro 28, 2008

Silver Mt. Zion em video - God Bless Our Dead Marines



Silver Mt. Zion - Born Into Trouble As The Sparks Fly Upward


O Segundo trabalho dos ASMZ inicia com “Brothers! Sisters! Small Boats of Fire Are Falling From the Sky!”, uma canção que ganha camadas sonoras de forma gradual, num crescendo que consegue com que o adulto mais impedernido se renda às lágrimas. A longa “This Gentle Heats Like Shot Birds Fallen” transporta uma atmosfera brilhante graças ao uso (quase excessivo) do violino, seguindo-se “Built Then Burnt”, mais uma paisagem minimalista, com um raio de luz a brilhar através dos escombros de uma parede negra. Ouve-se pela primeira vez a voz de Eferim em “Take These Hands and Thron Them in the River”, de uma forma emocional, terminando num esquema minimalista típico dos GYBE!. “Could’ve Moved Mountains” com os seus 11 minutos é o arquétipo do prog-rock, e em abono da verdade, não ficaria nada mal num disco dos GYBE!. A atmosfera sonora criada é simplesmente brilhante graças ao violino, mais uma vez. O clímax é construído de forma progressiva mas nunca chega na realidade a ser atingido, de forma perfeitamente intencional, sendo o ouvinte imerso no seu enredo de tal forma que não se importa realmente por não chegar ao desejado clímax. “Tho You Are Gone I Still Often Walk W/You” é uma peça transicional servindo de condutor para a música mais “ruidosa” do álbum. “C’mon Comeon (Lose na Endless Longing)”, quase que soa a uma peça dos Mogwai quando no seu auge a os instrumentos explodem numa sonoridade de rara beleza. Isto conduz ao final “The Triumph of Our Tired Eyes”, construída na perfeição para conduzir em espiral a montanha russa emocional do álbum.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Silver Mt. Zion - He Has Left Us Alone But Shafts Of Light Sometimes Grace The Corner Of Our Rooms…


No inicio os Silver Mt. Zion eram um projecto paralelo aos Godspeed You Black Emperor!. Com o primeiro disco, a banda expressaram as suas ideias através de canções extremamente tristes. É um dos mais bonitos e deprimentes discos que já ouvi. Usando a estrutura do pos-rock na maioria das canções, os ASMZ conseguem criar algo mais (e mais interessante!) com a composição de Eferin “Movie (Never Made)”, associando finalmente poemas às músicas. “13 Angels Standing guard Round The Side of Your Bed” e “For Wand” são semelhantes na estrutura, onde o piano ou ruido é construído por cima de um violino ou sobre um ruído fantasmagórico. “For Wand” foi escrita em memoria da cadela de Eferim, Wand, que morreu enquanto os GYBE! se encontravam em digressão.

As canções têm uma duração média de cerca de 6 minutos; sendo a maior “Blown-Out Joy From Heaven’s Mercied Hole”, evidencia uma deambulação numa espécie de rock de câmara, triste, lenta e com som desolado. Uma linha de baixo lenta conduz a um piano e a alguns sons estranhos, e de seguida, a um violino sinalizando o sentimento de uma marcha fúnebre. Já perto do final, o piano começa a circular freneticamente enquanto os outros instrumentos colapsam num ritmo lento até ao atingirem o fim.

No inicio do álbum encontramos “Broken Chords Can Sing A Little”, onde um agonizante lento piano toca até um clímax não realmente completo, caindo progressivamente para um posição secundária. Enquanto duas vozes balbuciam proféticas palavras sobre o fim do mundo, os violinos circulam em volta um do outro e ambos em volta do piano. O resultado é uma bonita e arrepiante paisagem sonora sobre a amargura, o isolamento e desilusão que abre portas para o resto do disco. No fim do álbum, “For Wand”, encontramos um resto de esperança, um calmo órgão eléctrico desvanece até ao silencio.

domingo, outubro 26, 2008

Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La-Band

Os Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La-Band formaram-se em Dezembro de 2000, quando os três membros originais dos A Silver Mt. Zion (Eferim Menuck, Thierry Amar e Sophie Trudeau) convidaram Rebecca Foon, Ian Ilavsky e Jessica Moss para se juntar à formação. Scott Gilmour juntou-se em 2003.
A estreia de ASMZ aconteceu no Constellation Room na primavera de 1999, no espectáculo Musique Fragile. A canção ai apresentada, construída sobre uma linha de piano descendente serviu de base para o seu primeiro disco “He Hás Left Us Alone, But Shafts Of Light Sometimes Grace The Corner Of Our Rooms” editado em 2000 pela Constellation Records.
Com a inclusão de mais três membros nos finais de 2000, a banda começou a trabalhar no segundo disco durante a digressão europeia. “Born Into Trouble As The Sparks Fly Upward”, foi gravado em poucas semanas depois da digressão.

Os dois primeiros trabalhos são constituídos essencialmente por musicas instrumentais, nas suas palavras, um “punk-rock de câmara”, com uma sonoridade mais intimista do que a outra banda a que pertenciam, os Godspeed You Black Emperor! Os dois álbuns foram amplamente recebidos pela critica mas foi em 2002 com o fim (indefinido) dos GYBE! que Eferim e companhia puderam dedicar-se mais aos ASMZ, adicionando letras numa tentativa de aproximar a sua música às tradições da musica de protesto da “folk” ao “avant-rock”. A banda gravou então “This is Our Punk-Rock, The Rusted Satellites Gather Sing” . Eferim gravou algumas maquetes no Outono de 2003 que se veio a tornar no E.P. “The Pretty Little Lightning Paw” sob o nome Thee Silver Mountain Reveries.

Quatro membros dos AZMZ conjuntamente com membros dos Hangedup (igualmente da editora canadiana Constellation), formaram outro projecto paralelo no Outono de 2005 com o nome Thee Silver Mountain Elegies Play War Radio compuseram material novo que foi apresentado num festival na Bélgica. Este material continua a ser trabalhado com o objectivo de ser apresentado em disco.

Em 2005 foi editado um novo disco, porventura o mais bem realizado até ao momento, completando a transição para a primazia da palavra em relação à música. “Horses In the Sky” contêm títulos como “God Bless our Dead Marines”; Teddy Roosevelt’s Gun” “Ring Them Bells (Freedom Has Come And Gone)”, capturam e comentam a nova guerra e a situação politica de momento como poucos outros ousam fazer, revelando-se como um dos mais devastadores, interessantes, originais discos de protesto.

O grupo entrou em digressão na Europa e na América do norte durante a primavera e o verão de 2006 após a saída do baterista Scott Gilmour para completar os estudos, tendo sido substituído Eric Craven (ex-Hangedup). Em Março de 2008 foi editado o mais recente trabalho dos ASMZ, “13 blues For Thirteen Moons”.

Semana Silver Mt. Zion

No final desta semana os canadianos Slver Mt. Zion tocarão 3 concertos em Portugal, nos dias 30, 31 de Outubro e no 1 de Novembro, em Lisboa, em Leiria, e no Porto, respectivamente. Por ser um dos concertos mais aguardados do ano no que diz respeito à música mais alternativa, resolvia efectuar aqui neste blogue, uma retrospectiva de carreira e obra da banda.

segunda-feira, setembro 08, 2008

O concerto do ano... Silver Mt.Zion

Vamos lá ver se é verdade... Dia 1 de Novembro no Paços Manuel, Silver Mt. Zion... Espera-se pela confirmação...
Adenda:
Embora ainda sujeito a confirmação parece que a banda canadiana actua no dia 31 de Outubro no Fade In em Leiria
Confirmado parece estar o concerto na ZDB em Lisboa no dia 30 de Outubro.